THROBBING GRISTLE

Pioneiros da música industrial e do uso de samples baseados em cassetes pré-gravadas, os ingleses Throbbing Gristle surgiram em 1975 com um projecto- -bomba que aliava os potenciais expressivos de uma banda e de um grupo de performance. Os espectáculos eram povoados por gestos de provocação e excentricidade. Ressurgiram em 2004 após um congelamento de um quarto de século e chegam agora ao Clubbing.
Os primeiros álbuns dos Ulver perfizeram a trilogia Black Metal, título que haveria de pairar sobre o percurso da banda norueguesa. Se a mitologia do folk nórdico se revelou, desde o início, companheira da corrente negra, a vocação experimentalista da banda trouxe elementos tão díspares como gritos, distorção, dramatismo cinematográfico e vozes operáticas. Na Sala Suggia, os alemães Burnt Friedman e Jaki Liebezeit (baterista fundador dos Can) prometem deslizar por entre os dedos de quem os queira rotular. Friedman é um dos produtores mais respeitados da actualidade, tendo como marca, agora reforçada pela presença de Liebezeit, a complexidade rítmica e a sugestão hipnótica dos ambientes que cria, onde a electrónica, o jazz e o dub devaneiam juntos ao sabor de um experimentalismo profundo.
Destaque ainda para o DJ set de Sal P, ex-vocalista da célebre banda pós-punk nova-iorquina Liquid Liquid.

TONY MALABY´S TAMARINDO

No caso dos Tamarindo de Tony Malaby (grupo integrado por Nasheet Waits e, nesta vinda a Portugal, pelo norueguês Ingebrigt Haker Flaten), alguns destes nomes são repetidos e acrescentam-se outros de várias gerações: Charlie Haden, Paul Motian, Michel Portal, Tom Rainey, John Hollenbeck, Ben Monder, Ken Vandermark, Mats Gustafsson, Evan Parker, Ron Carter, Steve Coleman, Joshua Redman, Mark Turner… uma lista interminável das estrelas mais brilhantes do firmamento jazzístico.

Não podiam ser mais indicadas para os músicos envolvidos, pois proporcionam a exponenciação das suas melhores características pessoais (a energia abstracta de Berne, a complexa elegância de Taborn e a propensão para o trabalho textural de Cleaver), bem como aproveitam a sua comum e extraordinária flexibilidade.
Também Malaby acrescenta uma sólida visão composicional à mestria dos saxofones e à extraordinária desenvoltura que revela como compositor. O mentor dos Tamarindo tornou-se uma das mais importantes figuras da rica cena de Nova Iorque, e se para si a tradição é o alimento do trabalho criativo, é a invenção do futuro que lhe interessa. Só um grande solista podia merecer a secção rítmica que o acompanha: Haker Flaten é uma figura em evidência no jazz e na música improvisada da Europa e Waits um dos mais requisitados bateristas da actualidade, dada a sua capacidade de se enquadrar em todas as variantes da linguagem jazzística, do mainstream à vanguarda.

MICHAEL FORMANEK QUARTET

O novo quarteto de Michael Formanek – ele próprio um dos mais importantes contrabaixistas da actualidade – conta com três gigantes da música criativa: Tim Berne, Craig Taborn e Gerald Cleaver. Se juntarmos as colaborações que estes quatro mantiveram ao longo dos seus percursos, teríamos quase todo o panorama do jazz americano ao longo de décadas. A lista vai dos históricos Freddie Hubbard, Stan Getz, Chet Baker, Tony Williams, Gerry Mulligan e Joe Henderson aos mais recentes Uri Caine, Greg Osby, Dave Douglas, Bill Frisell, John Zorn, James Carter, David Binney e Chris Potter, para só referir alguns.

ANNAH ARENDT e HEIDEGGER : com cinema dentro

Hannah Arendt (1906-1975), filósofa alemã de ascendência judaica que se transformou numa das figuras maiores do pensamento político ocidental com livros como “As Origens do Totalitarismo” (ensaio em que equipara o nazismo e o comunismo, mostrando como a conduta totalitária depende da banalização do terror e da manipulação das massas), e Martin Heidegger (1889-1976), o filósofo alemão que foi professor de Hannah e admirador de Hitler. Ana Pardão e Rui Mendes, respectivamente, corporizam em palco a relação divergente de aluna-professor-amantes que os dois mantiveram. Enquanto ela é uma “filósofa do contacto humano”, ele é um “filósofo da torre de marfim”, diz João Lourenço.

FREAKONOMICS

Freakonomics  é a versão do aguardado filme do excelente  livro  best-seller Freakonomics: A Rogue Economist Explores the Hidden Side of Everything, sobre o pensamento de incentivos, fornece-nos um conjunto de respostas incrivelmente interessantes, exploram «o lado oculto de todas as coisas». Factos e números apresentados de uma forma simples e muito invulgar, afastando as respostas geralmente mais convencionais. O senso comum dos leitores é testado em questões simples mas fundamentais. Só fazendo as perguntas certas, se podem obter resultados bem sucedidos e apreender uma nova visão do mundo. São os mesmos autores de SuperFreakonomics: Global Cooling, Patriotic Prostitutes, and Why Suicide Bombers Should Buy Life Insurance, Steven Levitt, o professor e economista na Universidade de Chicago, e Stephen Dubner, autor e jornalista. Como o livro, o filme examina o estudo do comportamento humano, com casos  provocadores e às vezes hilariantes. É abordado o interesse das agentes imobiliários na venda dos seus apartamentos ou mesmo a rentabilidade de um gang de tráfico de crack. Reunindo uma equipa  de responsáveis por alguns dos documentários mais aclamados do entretenimento nos últimos anos: : Academy Award® winner Alex Gibney (Enron: The Smartest Guys in the Room, Casino Jack and the United States of Money), Academy Award® nominees Rachel Grady and Heidi Ewing (Jesus Camp), Academy Award® nominee Morgan Spurlock (Super Size Me), Eugene Jarecki (Why We Fight) and Seth Gordon (The King of Kong)

M. Night Shyamalan

M. Night Shyamalan, O  Ultimo Airbender,  2010
O cineasta chegou a ser considerado como uma das grandes esperanças para o futuro do cinema, desde  em O Sexto Sentido em (1999) que o catapultou para a fama mundial, em obras como O Protegido, Sinais, e A Vila, em, que, apesar de uma ou outra crítica menos positiva, granjearam elogios e respeito um pouco por todo o lado.Desnecessária a configuração pós-produção do 3-D, que retira definição e luminosidade à fotografia do filme. Uma das provas de como a recente loucura com esta tecnologia não traz absolutamente nada ao espectador em termos de valor acrescentado em experiência cinematográfica, além de um preço de bilhete superior e uns óculos que não ficam bem a ninguém.

THROBBING GRISTLE

Kristoffer Rygg,  confirmou na sua página do Facebook: os Ulver vêm a Portugal em Novembro para tocar na aparição histórica dos Throbbing Gristle. O concerto, como já havia sido avançado aqui, está agendado para 5 de Novembro na Casa da Música, no Porto, e mais pormenores hão-de ser divulgados em breve.

Agora com Daniel O’Sullivan ( Guapo) na guitarra, os Ulver, veteranos da música rock-electrónica- experimental , trazem músicas novas, tendo um novo álbum, Psyche.

Por seu lado, os Throbbing Gristle, ainda mais veteranos e históricos, vêm apresentar o mais recente The Third Mind Movements, de 2009