R.I.P. 2012

Mike Kelley morreu a 1 de fevereiro de um aparente suicídio. Ele tinha 57 anos. Embora tenha sido mais conhecido pelos seus marcantes, subversivas criações de arte contemporânea, o nativo de Detroit fez também parte em meados dos anos 70 do movimento proto-punk.

A banda que ele co-fundou, Destroy All Monsters, fundia noise, garage, rock, psych rock. Embora Kelley deixou o grupo em 1976, o guitarrista do Stooges Ron Asheton e o falecido baixista MC5, Michael Davis, estavam na versão mais recente da banda.

Thurston Moore dos Sonic Youth era um fã do grupo experimental, na verdade, ele lançou um uma box 3-CD, Destroy All Monsters, na sua Ecstatic Peace! em 1994. Sonic Youth também usou uma criação artística de Kelley para a capa do seu álbum de 1992, ‘Dirty’.

O baixista Michael Davis na foto, morreu a 17 de fevereiro, depois de enfrentar a doença hepática. Ele tinha 68 anos. O músico era um membro original dos MC5, a lendário banda de Detroit de garage-punk conhecida por seus riffs incendiários, e estrondosos shows ao vivo e canções proto-punk como ‘Kick Out the Jams “.

Davis deixou a banda em 1972, mas voltou seus companheiros de banda, tanto o projeto

O guitarrista Christopher Reimer morreu na terça-feira, 21 de fevereiro devido a complicações de um problema cardíaco. Ele tinha 26 anos. O nativo de Calgary foi melhor conhecido pelo seu trabalho com a banda, WOMEN, que lançou dois álbuns de influência indie-noise-rock, Sonic Youth, através da Jagjaguwar.

No ano passado, no entanto, Reimer foi um membro de turnês do banda indie-pop, The Dodos, acrescentou textura com a sua percussão nas músicas.

Sua irmã criou um site memorial em sua homenagem, onde fãs, amigos e familiares podem deixar mensagens de lembrança.

O veterano baterista Robbie France morreu em 14 de janeiro, supostamente de uma ruptura da aorta. Ele tinha 52 anos. Embora o músico passou um tempo em muitos bandas pop rock, clássico e bandas de metal (incluindo UFO, Wishbone Ash e Diamond Head), ele também foi o co-fundador do grupo Britpop Skunk Anansie.

Franceco-escreveu a última faixa do single,“Weak” e tocou no seu álbum de estréia de 1995, ‘Paranoid E Sunburnt. “Nos últimos anos, virou-se para a produção de bandas e outras atividades criativas, incluindo a publicação tardia em 2011, de um romance, “Six Degrees Sul”.

Brenner Eugenides morreu em março 7, como resultado de complicações de diabetes. Ele tinha 26 anos. Além de andar muito na estrada em 2010 como o homem de som para os Hot Hot Heat, Eugenides também tocou guitarra nos rockers de Brooklyn, Broken Glow, que lançou o EP ‘Watercolors’ em 2011.

Essa banda encontrou-se sob o escrutínio inesperada no ano passado, após o seu ex-apartamento ser uma das residências invadidas pelo FBI em sua busca da rede de hackers Anonymous. No entanto, o seu nome foi posteriormente cancelado, Glow, explicou no se blog, um post detalhado.

RADIOHEAD AO VIVO NO YOUTUBE

A actuação dos Radiohead no segundo dia do festival Coachella foi colocada na canal do festival no Youtube. Não estava previsto que tal acontecesse mas em cima da hora o stream foi colocado para visualização.

O concerto foi maioritariamente preenchido pelas músicas do mais recente álbum King of Limbs mas não faltaram alguns dos grandes êxitos do grupo, como Karma Police e Paranoid Android.

Para além do concerto dos Radiohead, foram transmitidos, entre outros, o dos Black Keys, Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs, Kasabian, etc. Actuaram os Real Estate, The Hives, Justice e Florence And The Machine, entre outros.

O Coachella 2012 também tem tido a presença de várias celebridades. Este é um dos mais populares festivais americanos. Realizado na Califórnia, este ano contou com a presença de Lindsay Lohan, Paris Hilton, Gerard Butler, David Hasselhoff e Jared Leto.

Os Radiohead vão actuar em Portugal no dia 15 de Julho, último dia do Optimus Alive!

O set list matador foi mais ou menos assim:

1. Bloom (1:05)
2. 15 Step (7:30)
3. Weird Fishes/Arpeggi (11:40)
4. Morning Mr Magpie (17:25)
5. Staircase (22:40)
6. The Gloaming (27:20)
7. Pyramid Song (31:10)
8. Daily Mail (36:30)
9. Myxomatosis (40:15)
10. Karma Police (45:15)
11. Identikit (50:30)
12. Lotus Flower (54:30)
13. There There (59:55)
14. Bodysnatchers (1:05:40)
15. Idioteque (1:10:00)

Encore 1

16. Lucky (1:17:20)
17. Reckoner (1:21:50)
18. After the Gold Rush intro, Everything In It’s Right Place (1:27:25)

Encore 2

19. Give Up the Ghost (1:37:20)
20. Paranoid Android (1:43:04)

O HOLOGRAMA DE MICHAEL JACKSON


Segundo declarações de Jackie Jackson ao The Sun, existe a possibilidade dos Jackson 5 se reunirem para uma digressão que iria recorrer a um holograma de Michael Jackson.

“Curiosamente, tivemos essa ideia há dois anos para o espetáculo do Cirque du Soleil sobre o Michael”, disse Jackie. No entanto ainda nada está confirmado quanto à realização destes espetáculos com o holograma do “rei da pop”.

Recentemente os rappers Snoop Dogg e Dr. Dre deram um concerto no festival de Coachella onde revelaram um holograma de Tupac. O sucesso da fórmula já levantou a possibilidade de se fazerem outros espetáculos com hologramas de Jimi Hendrix, Marvin Gaye e Notorious B.I.G.

PARTILHA ILEGAL DE MUSICA DA MULTA

O tribunal  criminal de Lisboa  condenou no dia 12 Abril, de 2012, um dos arguidos do processo por partilha ilegal de ficheiros, que resultou de uma queixa da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) em 2006, a pena suspensa de dois meses de prisão, substituída por 60 dias de multa, e 220 dias de multa.

O arguido foi condenado pelo “crime de usurpação”, nos termos do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos.

Acondenação refere-se à partilha ilegal de três músicas que o Tribunal Criminal de Lisboa deu como provada: “Queda de um Anjo”, dos Delfins; “Não há”, de João Pedro Pais, e “Right Through You”, de Alanis Morisette. A condenação teve como atenuantes a idade do arguido (17 anos, à altura), a ausência de antecedentes e a sua condição socioeconómica.

O caso remonta a Abril de 2006, quando a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), que representa mais de 95 por cento do mercado discográfico nacional, entregou à Procuradoria-Geral da República vinte endereços de IP que estavam a fazer partilha ilegal de ficheiros de música.

Em comunicado a AFP salienta que estas práticas ilícitas têm levado a indústria fonográfica à ruína na última década, perdendo 80 por cento da sua facturação. “Também seis anos depois, o serviço de partilha ilegal de ficheiros que levou a esta sentença, o DC ++ (Direct Connect ++), continua a ser o serviço de heavy users de pirataria digital mais danoso para a indústria discográfica em Portugal.

De acordo com as análises efectuadas a pedido da AFP pela DtecNet, a partir de uma base de 200 álbuns e 50 canções avulsas de música Portuguesa, em 2011 foram efectuadas partilhas ilegais destes ficheiros 1.620.000 vezes a partir de apenas 135 computadores”, refere o mesmo comunicado da AFP.

Desde há muitos anos que a AFP afirma que a questão da Pirataria Digital e partilha ilegal de ficheiros deve ser retirada da barra dos tribunais, defendendo a adopção em Portugal de um sistema de “resposta gradual”, que aposte numa lógica não criminal mas pedagógica de literacia do direito de autor sem precludir a possibilidade de recurso aos tribunais, como acontece com a Lei Hadopi francesa.

Esta lei baseia-se num sistema de três avisos/notificações aos infractores que poderão culminar numa coima até 1.500 euros, ou na suspensão do contrato de Internet durante o período máximo de um mês.