JAN HAMMER GROUP

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A ARTE DE RUA EM LONDRES

A arte de rua em Londres oferece mistérios, personagens emblemáticos e até mesmo rixas históricas. O que nasceu como manifestação artística marginal é hoje parte da paisagem da capital britânica, com direito a autores de grafites cujos nomes são internacionalmente reconhecidos.

Nesta galeria, o grafite e a arte de rua foram escolhidos como temas porque traduzem bem o espírito irreverente, a criatividade e ousadia que caracterizam a Londres moderna. E o melhor de tudo é que as obras aqui mostradas são gratuitas e estão espalhadas por toda a cidade.

Banksy, o mais célebre dos artistas urbanos britânicos é ainda hoje o nome mais conhecido do ofício. As suas obras estão espalhadas por diferentes pontos da cidade, em especial pelo leste londrino.

Mas ele também se tornou pivô de um duelo de artistas de rua. King Robbo, um mítico graffiter da cidade, teve um dos seus grafites adulterados pelo lendário artista da cidade de Bristol e, desde então, vem se dedicando a passar os  seus jactos de spray por cima de obras de Banksy ou criar obras suas em cima das feitas pelo arqui-rival.

O quotidiano da cidade, naturalmente, não escapa aos olhos dos artistas urbanos que usam as paredes das cidades como suas telas.

É o caso de Codefc, que recentemente espalhou pelas cercanias da sede principal dos Jogos de 2012 diferentes grafites que retratam atletas olímpicos com as câmaras que são a marca registada das peças do autor, no lugar das suas cabeças.

ANDY WARHOL+ FACTORY+BILLY NAME+ PHOTOESPANA

A fotografia no viveiro pop de Warhol. É uma das exposições-estrela do PHotoEspaña. Estão lá as folhas de alumínio, as Polaroid e os candidatos a celebridades.

A 15.ª edição do PhotoEspaña, que começa em Madrid a 06 de junho, vai acolher 70 exposições com trabalhos de artistas como Andy Warhol, Helena Almeida ou Robert Capa, apesar de ter sofrido uma redução do orçamento em 25%.

A Factory, viveiro de arte concebido para ver, ser visto, ver quem vê, ver o reflexo, a sombra, o original, a cópia, o duplicado, o triplicado… Quando se tornou fotógrafo da casa, em meados dos 60, Billy Name já tinha o quarto forrado com tinta prateada e folhas de alumínio. Andy Warhol viu e gostou tanto que lhe pediu uma cópia da decoração para o atelier. E com o prateado vieram também os espelhos partidos, por onde já andavam máquinas de imagem de toda a natureza e feitio. A Factory sempre se deu bem com objectivas e é Name quem fornece (em entrevista a Collier Schorr, 1997) a metáfora perfeita para o que se passava no seu interior: “Andy era fascinado por qualquer coisa tecnológica. Era como se a Factory se tivesse transformado numa câmara de caixa grande – entrava-mos nela, ficávamos expostos e revelávamo-nos.” Este festim exibicionista, saturado e performativo alimentava-se da imagem e, logo, vivia bem com reflexos imediatos, estivessem eles na superfície de uma Polaroid, nos quadrados de uma fotomaton ou na distorção devolvida pelo espelhado das paredes.

O piso subterrâneo do Teatro Fernán Gómez, de Madrid,  por estes dias, há pelo menos uma parede forrada a prateado para que quem visite a exposição De la Factory al Mundo. Fotografía y la comunidade de Warhol tenha a sua dose de reflexo e possa experimentar uma nesga da estética proto-glam que ficou como uma das imagens de marca do atelier, casa de festas, lugar de experimentação que foi a primeira morada da Factory, no número 231 da rua 47, de Nova Iorque. Com lugar cativo na secção oficial do PHotoEspaña 2012, aquela que é exposição-estrela (não podia estar lá de outra maneira) entre as mais de 300 inaugurações agendadas para a edição deste ano mostra obras de dez artistas visuais com registos e métodos de trabalho muito distintos (Richard Avedon, Cecil Beaton, Stephen Shore, Billy Name…). São singularidades que formam um mosaico rico e que dão uma panorâmica da diversidade da fauna que vivia na Factory, que passava por ela e que a admirava. Apesar do ambiente “sempre em festa”, a comissária Catherine Zuromskis, historiadora de arte e especialista em imagem vernacular, fez questão de sublinhar no dia da inauguração (com as folhas de alumínio como cenário, claro) que “havia também quem a criticasse” e “achasse que era palco de excessos” (o trabalho fotojornalístico de Nat Finkelstein é dos que procura maior desapego aos ideais pop de Warhol).

Andy Warhol, já se sabe, vivia obcecado com as imagens (“Uma das boas razões para me levantar de manhã é saber que tenho um rolo de fotografias para revelar”). Alguém que abraçou a multiplicidade, a cópia e a serialidade como ele só podia ter com a fotografia na Factory uma relação do tipo “amigo que pode aparecer e entrar sem ser convidado”. A máquina de produção em série em que se transformou “a oficina” warholiana precisava da imagem fotográfica para garantir o máximo de publicidade e alarde, mas a relação de Andy com o suporte em si e os mecanismos que o criam esteve sempre longe do cânone e de um uso que se possa chamar profissional. Achava demasiado complicado ter de pensar em vários pormenores técnicos antes de disparar. Preferia a instantaneidade à nitidez, a informalidade à exposição correcta ou à composição equilibrada. Fascinava-o a vulgaridade, a rapidez, a fotografia vernacular e o amadorismo (juntou caixas de fotografias que os clientes de laboratórios desistiam de levantar).

Da fotografia enquanto suporte comercial, interessava-lhe sobretudo a sua fecundidade, mecanismo gerador de infinitas imagens, poderoso meio de convencer, de registar e de transmitir mensagens de leitura universal. E por isso procurou máquinas e formatos que lhe facilitassem o registo puro e duro do que lhe aparecia pela frente (tinha dezenas de máquinas compactas e gastava em média um rolo de 36 exposições por dia). E por isso também deixou para outros a tarefa de documentar com outro pendor estético, porventura mais próximo da convenção, a dinâmica social e o frenesi criativo que atravessou as diferentes moradas da Factory.

Name, o surfista prateado

Talvez a máquina de imagens em que se transformou a Factory não tivesse tido o sucesso que veio a ter sem o trabalho fotográfico de Billy Name, um dos responsáveis pelo mito prateado em que se transformou o estúdio durante os anos 60, não tanto por ter forrado as paredes, mas por lhe ter dado imagem. Name, que trabalhava como iluminador de palco, foi contratado por Andy para fazer um registo exaustivo dos processos criativos e do quotidiano do atelier que incluía todo o séquito warholiano (Edie Sedgwick, Mary Woronov, Ondine, Candy Darling…). Como fotógrafo da casa, tinha o privilégio de presenciar os instantes de maior descontracção no grupo. Apesar de ter feito imagens a preto e branco e a cores, são as primeiras que melhor conseguem definir o espírito da casa e aquelas que permanecem no imaginário cultural, talvez graças à sua queda para as superfícies refulgentes, para os contrastes acentuados e dramáticos.

Como sinal de que tudo se passava com uma grande dose de informalidade e de que Andy Warhol nunca achava demais o registo fotográfico daquilo que fazia, Stephen Shore ainda andava na escola secundária quando recebeu um sim para entrar com a sua câmara na Factory. Sem o nunca o rejeitarem, os habitués do estúdio também nunca o aceitaram, uma tensão revelada em muitos olhares desconfiados e até reprovadores. As imagens de Shore são de composição cuidada, preferem isolar os sujeitos em poses alienadas, focam pormenores da floresta warholiana só possíveis de vislumbrar por alguém que vem de fora e até resvalam para o trágico-cómico, como a profética imagem de uma mulher a apontar uma pistola de brincar à cabeça de Andy Warhol.

Num extremo oposto ao fulgor narrativo das fotografias de Shore, estão as Polaroid de Brigid Berlin, uma das superestrelas elevadas pela Factory, e as tiras de fotomaton com que Andy Warhol se deslumbrou durante anos. Quando se tratava de captar a camaradagem e o rodopio social à volta do grupo, ambos cultivaram um gosto particular por formatos vernaculares. No final dos anos 60, Brigid Berlin terá sido uma das primeiras a experimentar polaroids com dupla exposição. Fez retratos incisivos e sobreiluminados, deixando uma das facetas imagéticas mais cruas do ecossistema humano que gravitava à volta Warhol. A par do negativo quadrado da Kodak Instamatic, a Polaroid foi também um dos formatos preferidos de Andy que captou sobretudo naturezas mortas e nus masculinos.

Andy, agarrem-no se puderem

Tido como distante no trato e emocionalmente frio, Andy Warhol podia estar no centro de tudo, mas não queria (ou não queria que parecesse que queria) ser o centro de tudo, não fosse ele contra o endeusamento da noção de autoria. Em Just Kids (Apenas Miúdos, Quetzal, 2011), Patti Smith escreve que Andy costumava comportar-se como “uma enguia”, alguém que era “perfeitamente capaz de se esquivar a qualquer confronto significativo”. Uma imagem certeira dessa postura esquiva é a fotografia panorâmica de grandes proporções feita por Richard Avedon, onde o fundador da Factory surge de braços cruzados, a um canto da imagem e a olhar para fora dela, como se estivesse plenamente consciente do perigo de eclipsar o seu séquito de superestrelas queer.

A presença da imagem fotográfica na Factory foi absoluta, epidérmica e obsessiva. A exposição do PHE tem a virtude de mostrar em proporções equilibradas registos mais próximos do documento puro e instantâneos do quotidiano, da intimidade e da dependência de uma comunidade em gerar imagens. Os objectivos: chegar a um público cada vez amplo e heterogéneo, chegar à difusão, ao consumo e à consciência globais.

Apesar de omnipresente na sua vida e na vida do espaço que funcionava como uma extensão natural da sua existência, Andy Warhol dá a entender, durante uma entrevista à American Photographer, em Outubro de 1985, que usa o suporte fotográfico apenas porque sim, apenas porque costuma sair sempre de casa “com uma câmara no bolso”, como quem calça os sapatos para não andar descalço. Nos últimos anos de vida, Andy continuou a fotografar compulsivamente, mas cada vez mais fora do universo da Factory e num registo pessoal. Através destas imagens, vemos como ele viu o mundo fora do conforto do seu espaço e dos rostos familiares.

Como não podia deixar de ser, as milhares de fotografias que resultaram de deslocações por todo mundo tiveram, pelo menos, um espectador, o fotógrafo Christopher Makos. Ou seja, alguém de confiança que pudesse continuar a registar o “espectáculo visual Andy”. Makos não era um fotógrafo extraordinário, mas o jogo de imagens que conseguiu estabelecer com Andy a fotografar em contextos estranhos ao seu habitat resistem como poderosos documentos, abrem portas a um diálogo visual incessante. Diálogo que está na fotografia de Makos que encerra a exposição, onde Andy surge de câmara pronta a disparar. O título: Andy Shooting Me, and You Too.

Entre os trabalhos de 315 artistas provenientes de 45 países, que formarão parte do programa em vários espaços da capital espanhola, estão obras de Richard Avedon, Carlos Garaicoa, Paz Errázuriz, Santiago Sierra, Chen Chieh-jen ou Alberto García-Alix.

Entre as exposições em destaque estão “A maleta mexicana”, com mais de 4.500 negativos da Guerra Civil Espanhola, captadas por Robert Capa, David Seymour e Gerda Taro, considerados os primeiros fotógrafos de guerra da era moderna.

Estes negativos tinham sido dados como perdidos durante décadas, até à sua recuperação, em 2007

OS PRIMEIROS TELEMOVEIS

Desde que foi criado em 1973 por Martin Cooper, os telemoveis tem evoluido. Nos primeiros anos, pesavam muito, eram enormes, além de custarem uns US$ 4 mil. Hoje em dia, praticamente qualquer um pode ter um aparelho de baixo custo, pesando menos de 0,5 kg e menor do que a mão.

Anos 80: os primeiros anos

O ex-empregado da Motorola Martin Cooper apresentou ao mundo o primeiro, o Motorola DynaTAC, em 3 de abril de 1974 (cerca de um ano após a sua criação). De pé, perto do hotel New York Hilton, ele fixou uma estação base no outro lado da rua. O feito funcionou, mas apenas quase uma década depois o telefone particular finalmente chegou a público.

Em 1984, a Motorola libertou o Motorola DynaTAC ao público. Continha um teclado numérico de base, um display de uma linha e uma bateria deplorável com apenas uma hora de duração em tempo de conversação e 8 horas em modo de espera.

Mesmo assim, era revolucionário para a época, razão pela qual apenas os mais ricos podiam se dar ao luxo de comprar um, ou pagar para o serviço de voz.

SHEPARD FAIREY E OS ROLLING STONES

Os Rolling Stones divulgaram nesta semana o logo comemorativo dos 50 anos da banda. A marca foi recriada pelo artista Shepard Fairey, um dos mais conhecidos nomes da arte de rua.

A famosa boca vermelha com a língua de fora originalmente foi criada por um estudante de artes londrino, John Pasche, devido ao descontentamento de Mick Jagger com as propostas feitas pela editora. A ideia de Pasche era criar algo que representasse a atitude antitotalitária do grupo.

Foi adaptada por Shepard Fairey, artista que assina o famoso pôster “Hope” da campanha eleitoral de Obama.
Fairey, que começou a ganhar reconhecimento em 1990 com a série de stickers Andre the Giant e com as posteriores gravuras e roupas OBEY, ficou mundialmente famoso em 2008 com o cartaz de Barack Obama em azul e vermelho com os dizeres “Hope” e “Progress”.

Controverso, o artista é celebrado por ser ativista da guerrilha cultural e, ao mesmo tempo, criticado por novos street artists por ser um mercantilista das artes. Essa dualidade é comentada no seu livro – altamente recomendável – Supply & Demand.

No caso dos Stones, Fairey não modificou a figura dos lábios e da língua. Apenas repaginou a marca da banda. A imagem foi criada em 1970 pelo estudante John Pasche depois que os Stones desaprovaram todas as imagens criadas pelo então selo do grupo, Decca. O logo foi usado pela primeira vez no álbum Sticky Fingers, um anos depois. Em 2008, a ilustração original virou peça de museu ao ser adquirida pelo Victoria and Albert Museum, de Londres.

Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood lançaram três discos ao vivo para celebrar a longa jornada e dizem não ter planos para gravar originais. Mas reuniriam-se em estúdio para ensaiar “algo grande”, de acordo com Wood, mas a turnê da banda ainda não foi confirmada.

Segundo Richards, em entrevista à “Rolling Stone” no início do ano, essa turnê comemorativa aparentemente não acontecerá até 2013.

Também para assinalar os 50 anos de carreira, a banda britânica anunciou o lançamento de uma fotobiografia. A obra inclui imagens de Gered Mankowitz, Jean-Marie Périer,Dezo Hoffman, Michael Cooper, Terry O’Neill, Bent Rej and Philip Townsend e será posto à venda no dia 12 de julho.

ROSA MONTERO

Nos últimos anos, depois de um livro imaginativo,  “A louca da casa” entre reflexões sobre a vida, histórias factuais sobre escritores famosos (ela cita Carson McCullers e detém aí todo o meu amor) e fofocas sobre comportamento de grandes homens (Tolstói era, enfim, um grande idiota) Rosa disserta o tempo inteiro sobre imaginação, criação e amor pela leitura e pelos livros. Há, também, é claro, momentos em que a autora narra passagens da sua própria vida. Mas isto só para não nos deixar esquecer que seu livro é ficção, antes de ser qualquer outra coisa, a escritora Espanhola dedica-se à ficção científica com “Lágri­mas na Chuva”, um romance futur­ista sobre a sobre­vivên­cia, sobre a ética política e indi­vid­ual, sobre o amor e a neces­si­dade do próx­imo, e sobre­tudo sobre a memória e a busca de identidade.

A protagonista é Bruna Husky, uma detective tecno-humana dos Estados Unidos da Terra, que um dia, no ano 2109, é alvo de uma tentativa de assassínio por parte de uma sua vizinha que, em aparente estado de loucura, acaba por suicidar-se após o seu fracasso.

VICTOR HERTZ POSTERS DE GRUPOS E ARTISTAS

O poster, dedicado a David Bowie, integra uma nova série criada pelo designer sueco Victor Hertz. Nascido em 1983 em Uppsala e tem já uma considerável lista de clientes, de exposições e mesmo de participações em livros. Esta nova série de posters alia uma lógica semelhante à que encontramos com as canções de Bowie relativamente a figuras como os Beatles, os Rolling Stones, Bruce Springsteen, Johnny Cash ou Iggy Pop.

ROMY SCHNEIDER

Apesar de ter nascido na Áustria, ela encarnou a mulher francesa melhor que ninguém: Romy Schneider é considerada até hoje uma das actrizes mais amadas na França.

Berchtesgarden, a cidade alemã onde Romy Schneider viveu os anos da infância, é agora palco de uma das mais completas exposições de sempre dedicadas à atriz austríaca, morta há 30 anos.

A primeira vez que Romy Schneider chegou aos nossos ecrãs, foi no papel de jovem imperatriz Isabel de Áustria, mais conhecida por Sissi da Baviera (1837-1898). História romantizada de uma princesa de 17 anos (a idade de Romy) que casou com o imperador da Áustria, Francisco José e que poderia ter sido um conto de fadas mas que redundou num casamento fracassado. O imperador amava Sissi, mas, desde os primeiros tempos de casados, que o protocolo da corte austríaca pesou demasiado sobre uma personalidade rebelde e ávida de liberdade como a de Isabel da Baviera. Nem os filhos conseguiram apaziguar o carácter sensível e livre de Sissi, a quem até era vedado educar os filhos, numa corte onde a sogra tudo decidia, com regras de etiqueta dos tempos de Carlos V ( séc. XVI). Sissi jovem e irreverente bem tentou lutar contra a corrente, mas o simples facto de não pôr luvas às refeições eram uma crítica velada e Sissi a pouco e pouco Sissi transformou-se numa mulher caprichosa e desadaptada a viver numa prisão dourada.

A televisão ainda não tinha chegado a todas as casas portuguesas, daí o culto pelo cinema começar bem cedo nos adolescentes e «quase» adultos. Havia os óptimos Cine Clubes por todo o lado, revistas de cinema de todo o género e nas praias de veraneio os bilhetes eram tão baratos que dava para ir ao cinema todos os dias. Víamos praticamente tudo, e nos nossos 18 anos sonhávamos com Grace Kelly, Catherine Deneuve, Ornela Mutti, Claudia Cardinale, Shirley MacLaine ou a doce de olhos dourados Marie Laforêt. As que tinham mais «seguidoras» eram Audrey Hepburn e Romy Schneider. Havia ainda outras actrizes que faziam «grandes estragos» entre a rapaziada como Brigitte Bardot, Virna Lisi, Jane Fonda, Sofia Loren e Gina Lolobrigida, mas essas tinham a ver com as medidas do busto.

Podemos ver a sua beleza plena em fotos de vários fotógrafos, especialmente na série produzida pela fotógrafa britânica Eva Sereny em que posou nua, sem quaisquer inibições. Em 1963 já tinha na sua carreira dez filmes, pois iniciara a carreira aos 15 anos, num filme ao lado da mãe. Embora austríaca filmou também na Alemanha, em início de carreira.
Paris sorria-lhe. A grande dama da moda, Cocco Chanel adorava ver Romy vestida com os seus tailleurs e colares de pérolas e ficaram amigas. Usava-se o risco negro nos olhos, rímel, os lábios com baton vermelho e Romy aparecia sempre deslumbrante pois caprichava nas toilettes. Era elegantíssima, dentro e fora da tela. O realizador Visconti tornou-a num símbolo erótico, num episódio do filme Bocaccio 70. No ano seguinte Romy filmou O Processo, de Kafka com Orson Welles. A actriz contava que lhe chegavam às mãos centenas de guiões e que sempre os lia atentamente para apenas filmar bons argumentos com bons realizadores.

Em 1963 foi a vez de Otto Preminger que consolidou a sua carreira de grande actriz internacional no filme O Cardeal. Foi dirigida por os mais prestigiados realizadores, como Claude Sautet, Claude Chabrol, Joseph Losey, Costa-Gavras. Andrzej Zulawski e tantos outros. E os actores, com quem contracenou, eram, sem dúvida «a nata» do cinema mundial: Jack Lemmon, Antony Quinn, Jean Claude Brialy, Jean-Louis Trintignant, Peter O’Toole, Michel Piccoli, Antony Perkins, Harvey Keitel, Hugo Tognazi, Marcello Mastroianni, Yves Montant, Richard Burton, Silvana Mangano, Jane Birkin, Isabel Huppert, Jeanne Maureau…
Romy Schneider e Alain DelonO seu filme de maior sucesso (que não o melhor) foi, em 1968, A Piscina. Nessa altura os eternos namorados, Romy Schneider e Alain Delon já tinham acabado a sua tórrida relação de cinco anos (entre 1958-1963) mas Romy não deixou de mostrar o seu profissionalismo, embora os media especulassem que o filme os podia fazer de novo cair nos braços um do outro. Mas tal não aconteceu.

Delon diria mais tarde que, foi a partir deste filme que ficaram amigos para sempre! Talvez, mas Romy Schneider sofreu imenso quando Alain Delon a trocou de forma deselegante, por uma tal Nathalie Barthelemy. Romy filmava em Hollywood, e Delon em Madrid rodava A Túlipa Negra e deixava-se fotografar com Nathalie com quem viria a casar.

Romy, um pouco por despeito, casou em 1964, com o realizador Harry Mayen. Do casamento de Romy nasceu David, esse filho adorado que a viria a marcar, até ao fim, a sua vida. Quando se divorciaram, em 1972, o marido exigiu-lhe metade da fortuna para que ela pudesse ficar com o filho e a actriz tudo deu por aquele filho que era a sua razão de viver. Cinco anos mais tarde esse desclassificado marido enforcou-se.
A vida apesar de tudo sorria à bela Romy, que fez entre 1953 a 1982 sessenta e três filmes. De um segundo casamento com o seu secretário, Daniel Biasini, teve a filha Sara, em 1977. Mas Biasini não terá sido o companheiro ideal para uma Romy bastante fragilizada no domínio dos amores. Sucesso só no cinema, pois foi distinguida com dois Césares (os Óscares franceses) em 1976 e 1979, como melhor actriz nos filmes Une histoire simple e L’Important c’est d’aimer.

Na vida privada Romy sofria depressões e sabe-se que se refugiava no álcool e comprimidos e que parava para fazer curas de desintoxicação. O cinema e os filhos davam-lhe sentido à vida.

Por fim a tragédia. Como na vida da imperatriz Sissi, que viu o seu filho Rodolfo suicidar-se com a amante do momento (hoje sabe-se que foram assassinados), também Romy passou pelo transe de ver o filho David morrer de forma trágica, espetado nas lanças do gradeamento que protegia a casa da actriz. Estava-se em 1981 e David tinha apenas 14 anos. Romy Schneider não mais se recompôs dessa dor insuportável. Tinha a filha Sara, ainda muito pequena e resolveu comprar uma propriedade e ir viver para o campo. Já separada de Biasini e com um novo companheiro passou a viver em Boissy-Sans-Avon e numa manhã triste de Maio de 1982 encontraram Romy morta. Tinha 43 anos. O mundo ficou consternado com a sua morte. A França que sempre considerou Romy Scnheider como «sua», em 1995 fez a emissão de uma moeda de ouro de cem francos com o seu rosto.
Para culminar, em Dezembro de 1999 a Fígaro Magazine fez um grande inquérito sobre as dez mais belas mulheres do século XX e Romy Schneider ficou em primeiro lugar, logo seguida de Ava Gardner. Embora as gerações mais novas a não conheçam, um dia, quem sabe, um qualquer canal de televisão reporá os seus melhores filmes e provavelmente será moda imitar Romy Schneider, como se copiam Elvis Presley, James Dean, Marylin, Diana de Gales… Os ídolos têm mortes trágicas!

ART BASEL 2012

                                                                                                                                Sturtevant

A Feira internacional de Arte Contemporânea Art Basel abriu as portas em Basileia, na Suíça.
Reúne cerca de 300 galerias de todo o mundo e mais de de 2.500 artistas estão representados nas várias secções do programa. Vão desde os grandes mestres de arte contemporânea até à última geração de estrelas em ascensão.

Estima-se que 65.000 pessoas já passaram pela Art Basel onde uma obra de McCarty, um artista americano, foi vendida por 1 milhão e 800 mil dólares.

BLADE RUNNER

 Rutger Hauer interpretou Roy Batty em ‘Blade Runner’ (1982) a sua última actuação foi em ‘Dracula 3D’ (2012)

O filme de culto «Blade Runner» completa 30 anos esta segunda-feira sem seres replicantes e sem as colónias espaciais antecipadas na trama futurista desta reconhecida longa-metragem, uma das obras-primas da ficção científica.

Realizado por Ridley Scott e baseado no livro de Philip K. Dick, «O Caçador de Andróides», o filme estreou nos Estados Unidos a 25 de Junho de 1982, no mesmo ano que «E.T. – O Extraterrestre», «Jornada nas Estrelas 2: A Ira de Khan» e «Tron: Uma Odisseia Electrónica», todas com um maior sucesso comercial que «Blade Runner».

«O filme passou de fiasco a clássico sem nunca ter sido um sucesso», declarou Scott ao ser questionado sobre o impacto da produção.

O filme protagonizado por Harrison Ford, Sean Young, Edward James Olms e Daryl Hannah, entre outros, segue os passos de Ford no papel do detective Rick Deckard ou Blade Runner, que tinha que caçar robôs com aspecto humano, chamados de replicantes, que se rebelaram após tomarem consciência de si mesmos.

Esses seres replicantes, que faziam parte de uma colónia espacial, regressaram à Terra com a intenção de encontrar o seu criador e, após serem tratados como delinquentes, demonstram ter mais humanidade que os seus fabricantes.

A história passa-se na cidade de Los Angeles do ano 2019, uma data que em 1982 soava como ficção científica. No entanto, nos dias actuais, essa data está demasiado próxima para abrigar esse sombrio e chuvoso futuro que transforma a quase sempre ensolarada cidade californiana.

ROCK OF AGES

As estrelas de “Rock of Ages” rumaram a Londres para promover a longa-metragem.

O filme é uma adaptação do musical da Broadway com o mesmo nome.

Julianne Hough, cantora profissional e actriz, interpreta um dos papéis principais. Encarna uma jovem que sonha triunfar no mundo da música.

O filme, assinado pelo realizador e coreógrafo Adam Shankman, (“Hairspray – Em Busca da Fama”),conta também com a participação de Catherine Zeta-Jones e tem como pano de fundo a música “rock” dos anos 80.

‘Rock of Ages’ conta a história de uma garota do interior, Sherrie, e de um garoto da cidade, Drew, que se conhecem no Sunset Strip enquanto buscam seus sonhos em Hollywood.

O romance rock and roll é contado através de clássicos e canções emocionantes de Def Leppard, Joan Jett, Journey, Foreigner, Bon Jovi, Night Ranger, REO Speedwagon, Pat Benatar, Twisted Sister, Poison, Whitesnake e muito mais.

Shankman dirige ‘Rock of Ages’ a partir do argumento de Chris D’Arienzo, baseado no seu musical.

“Rock of Ages” A Idade do Rock -chega às salas de cinema portuguesas a 19 de Julho.

WHO FRAMED ROGER RABBIT

Dumbo, Betty Boop, Donald, Tweety, Mickey, Bugs Bunny, Pinóquio e muitos outros personagens dos desenhos animados fizeram parte da nossa infância. Numa mistura de live-action e animação, Who Framed Roger Rabbit passa-se em Hollywood no ano de 1947 e simula uma cidade onde os desenhos animados e as pessoas de carne-e-osso convivem naturalmente.

O resultado é surpreendente. Tudo graças ao espírito criativo de toda uma equipa e aos maravilhosos efeitos especiais da Industrial Light & Magic.

Hoje em dia pode parecer pitoresco até porque as técnicas evoluíram (vejamos o caso de Avatar) mas há que reconhecer o brilhantismo deste filme. Por entre inúmeras peripécias, Zemeckis consegue prender-nos do início ao fim, seguindo uma linha de film noir, e até aos minutos finais estamos agarrados ao ecrã na busca do verdadeiro assassino, do motivo do crime e de saber, claro, se Valiant e Roger Rabbit conseguem sobreviver à trama.

Roger Rabbit, uma estrela dos desenhos animados, está desolado porque surgiram rumores de que a sua esposa, a sensual Jessica Rabbit, está envolvida com Marvin Acme, o dono da terra dos cartoons. Por seu lado, o dono dos estúdios está preocupado com o fraco desempenho de Roger Rabbit e contrata o detective Valiant (Bob Hoskins), que por ‘acaso’ detesta cartoons, para seguir Jessica e provar ao coelho que a sua mulher não é tão inocente quanto ele pensa. Valiant comprova que Jessica realmente tem demasiadas confianças com Acme e leva algumas fotografias como prova a Roger Rabbit. Na manhã seguinte, Acme aparece morto e Roger Rabbit é o principal suspeito.E o sinistro e poderoso juiz Doom está decidido a prendê-lo.

Roger implora a Valiant para encontrar o verdadeiro assassino e as coisas complicam-se quando Eddie desmantela escândalo atrás de escândalo e se apercebe que a própria existência da cidade dos desenhos animados está em perigo!

Robert Zemeckis, apoiado pela produção de Steven Spielberg, resolveu adaptar o livro de Gary K. Wolf para o grande ecrã. E assim nasceu Who Framed Roger Rabbit? em 1988, uma experiência cinematográfica que marcou Hollywood.

Este é o 1º de 2 filmes em que o director Robert Zemeckis e o ator Bob Hoskins trabalharam juntos. O posterior foi Os Fantasmas de Scrooge ( 2009);

– A voz de Jessica Rabbit é da actriz Kathleen Turner, mas nas cenas em que Jessica canta a voz é da também actriz Amy Irving;

–  Terry Gilliam esteve interessado em dirigir, mas terminou desistindo por considerar que realizar este filme seria muito difícil;

– Algumas cenas foram cortadas na sua versão para cinema, mas foram incluídas na versão do filme para a TV.

GEORGE ORWELL

Hoje é aniversário de George Orwell, [pseudónimo de Eric Arthur Blair] (1903-1950), jornalista, político, romancista, e autor de, O Triunfo dos Porcos(1945) e Nineteen Eighty-Four (1949), romances com um carácter universal e intemporal; “It was one of those pictures which are so contrived that the eyes follow you about when you move. BIG BROTHER IS WATCHING YOU, the caption beneath it ran.”

Originalmente intitulado Último Homem na Europa foi rebaptizado Nineteen Eighty-Four, por razões desconhecidas, possivelmente uma inversão simples dos dois últimos dígitos do ano em que foi escrito. Foi pela primeira vez com críticas confrontantes e aclamação, alguns críticos não gostaram da sua sátira distópica de regimes totalitários, o nacionalismo, o sistema de classes, a burocracia. Alguns ainda o vêm como anti-católico com o Big Brother substituindo Deus e a igreja.

A partir dele, o termo orwelliano evoluiu, em referência a uma ideia ou acção que é hostil a uma sociedade livre. No entanto, Nineteen Eighty-Four tem provado ser uma obra profundamente significativa e continua a ser um dos romances mais lidos e citados do mundo no século XXI. Inspirado por Yevgeny Zamyatin (1884-1937) We Blair trabalhou intensamente, muitas vezes, escrevendo dez horas por dia e, mesmo quando acamado com tuberculose em seus últimos dias continuou a trabalhar sobre ele.

Do seu ensaio “Why I Write”;”Primeiro eu passei cinco anos numa profissão inadequada (o índio imperial de Polícia, na Birmânia), e então eu me submeti á pobreza e a sensação de fracasso. Isto aumentou o meu ódio natural de autoridade e me fez pela primeira vez, plenamente consciente da existência das classes trabalhadoras, e o trabalho na Birmânia tinha me dado um pouco de compreensão da natureza do imperialismo: mas estas experiências não foram suficientes para me dar uma orientação política precisa. Então veio Hitler, a Guerra Civil Espanhola, etc. Até o final de 1935 eu ainda não conseguira chegar a uma decisão firme.

“Eric Arthur Blair, nasceu em 25 de Junho de 1903, em Motihari, Bengala (agora Bihar) Índia,  numa família de classe média  “lower-upper middle class” como ele ironicamente coloca em The Road to Wigan Pier (1933). Filho de Ida née Mabel Limouzin (1875-1943) e Walmesley Richard Blair (1857-1938), que trabalhou como agente de ópio sub-deputado para o Serviço Civil Indiano do Raj britânico. Eric raramente viu o seu pai até que ele se aposentou em 1912.  O avõ de Eric  era um fazendeiro rico e proprietário de escravos, mas as fortunas diminuíram durante o tempo que ele nasceu. Tinha duas irmãs, Marjorie e Avril.

“No momento eu não sinto que  tenha visto mais do que a franja de pobreza. Ainda posso apontar para uma ou duas coisas que definitivamente aprendi, sendo até difícil. Eu nunca mais vou pensar que todos os vagabundos são patifes bêbados, nem esperar que um mendigo seja grato quando eu lhe der um tostão, nem se surpreenda se os homens fora de falta de energia de trabalho, nem se inscrevam para o Exército da Salvação, nem empenharas  minhas roupas, nem recusar um folheto, nem desfrutar de uma refeição  num restaurante elegante. Isso é um começo. ”

Andy Serkis está a ser ligado à adaptação ao cinema de «Animal Farm» (O Triunfo dos Porcos), o romance alegórico de George Orwell, deverá chegar às salas com recurso a técnicas Motion Capture.

Orwell morreu em Londres vítima de tuberculose, aos 46 anos de idade.