ANYWHERE – CEDRIC BIXLER ZAVALA

Fãs dos The Mars Volta e At the Drive-In tem ainda outro projecto para olhar de frente do multi-tasking vocalista Cedric Bixler Zavala. A parceria com Christian Eric Beaulieu (of Triclops! and Liquid Indian), e Bixler Zavala, Anywhere é um grupo que se afasta da esperada estética Mars Volta / ATDI (embora há definitivamente um pouco de guitarras não é nada como um disco dos Volta). Em “Dead Golden West”, a dupla colabora com cantora Rachael Fannan (Sleepy Sun) para criar uma encruzilhada entre indie etéreo e blues, o ritmo bem compensado pela voz de Fannan,para algo que se encaixa muito bem num faroeste revivalista.
Anywhere – “Dead Golden West”

TAME IMPALA

É oficial,os Australianos Tame Impala tem um novo álbum a caminho Lonerism, vai estar nas lojas em Outubro. ‘Apocalypse Dreams’,é o primeiro gosto, um prazer gastronômico para os ouvidos, mas o primeiro single oficial do álbum será “Elephant”.
Tour Dates
July 28 – Splendour In The Grass Festival – Byron Bay, Australia
August 1 – Council Bluffs – Iowa w/ The Black Keys, USA
August 3 – Lollapalooza – Chicago, USA
August 5 – Osheaga Festival – Montreal, Canada
August 11 – Outside Lands Festival, San Francisco, USA
September 29 – Parklife Festival – Brisbane, Australia
September 30 – Parklife Festival – Sydney, Australia
October 1 – Parklife Festival – Perth, Australia
October 6 – Parklife Festival – Melbourne, Australia
October 7 – Parklife Festival – Adelaide, Australia
October 14 – Gebaude 9 – Cologne, Germany
October 15 – Bataclan – Paris, France
October 16 – Ancienne Belgique – Brussels, Belgium
October 17 – Gruenspan – Hamburg, Germany
October 19 – Rockefeller – Oslo, Norway
October 20 – Debaser – Stockholm, Sweden
October 22 – Vega – Copenhagen, Denmark
October 23 – Postbahnhof – Berlin, Germany
October 25 – Fluc – Vienna, Austria
October 26 – Magazzini Generali – Milan, Italy
October 27 – Les Docks – Lausanne, Switzerland
October 29 – Paradiso – Amsterdam, Netherlands
October 30 – Brixton Academy – London, UK
November 1 – Ritz – Manchester, UK
November 2 – Leadmill – Sheffield, UK
November 3 – ABC – Glasgow, UK

CAETANO VELOSO

No fim da década de sessenta a música brasileira passava por um impasse. A força inovadora da bossa nova – a possibilidade de se fazer uma leitura sofisticada e universal do samba – já havia passado do auge. Os continuadores da bossa descambavam para a chamada “música de protesto”. Na vertente oposta, a versão local do “iê-iê-iê”, a jovem guarda, não primava pela criatividade.

“Transa” é o segundo LP do Caetano Veloso pós-tropicalista e o primeiro depois de seu exílio em Londres. Se o tropicalismo foi uma resposta pop aos tradicionalistas da MPB, “Transa” é uma espécie de reflexão em tons cinzentos sobre esse período. Na edição original era um disco-objeto: a capa se dobrava de maneira a formar um poliedro triangular. Foi produzido por Ralph Mace, o inglês que já havia produzido em Londres o seu álbum anterior (“Caetano Veloso”, de 1971).

“Transa” é um disco bilingüe. Não só pelo fato de ser cantado em inglês e português, mas por transitar em duas linguagens musicais: o rock e a MPB

Assim que conheceu Ralph Mace, o inglês que produziria os seus dois álbuns no exílio londrino (1969-1972), Caetano Veloso foi levado por ele a conhecer David Bowie.

Teclista em «The Man Who Sould the World» (1970), um dos maiores clássicos de Bowie e do glam rock, o produtor imaginava que os dois poderiam trabalhar juntos.

«Ele levou-me a um espectáculo de Bowie na Round House», lembra hoje Caetano. «Mas eu não gostei muito.»

Abortada a ideia de parceria com Bowie, Mace ocupou-se dos trabalhos individuais de Caetano e de Gilberto Gil.

Gil fez só um LP em inglês: «Gilberto Gil» (1971). Caetano fez dois: «Caetano Veloso» (1971), do hino de exílio «London, London», e “Transa”, nunca editado por lá. Só sairia no Brasil quando Caetano já estava de regresso, em 1972.

«Transa» completa 40 anos e ganha este mês novas edições em CD (remasterizado no estúdio da Abbey Road) e vinil com o projecto gráfico original de Álvaro Guimarães, baptizado de «Discobjeto».

Desde meados dos anos 1990, «Transa» ganhou o estatuto de «o melhor disco de Caetano» por parte da nova geração de músicos brasileiros. E também pelo público.

Este ano, foi lançado um abaixo-assinado na Internet: «Queremos ‘Transa’ do Caetano ao vivo». Mas o cantor não pretende remontar o espectáculo, já que não poderia ter a banda original no palco

DANIELSON

Desde 1994,  que Daniel Smith, lançou o primeiro álbum, adoptou um esquema comunitário de gravação – entrou em estúdio acompanhado da família e dos amigos (em Fetch the compass kids,  2001,  assina como  ‘Danielson Famile’).  Smith escreve canções íntimas e por vezes complexas, que o colocam no mesmo clube de compositores como Jason Lytle (Grandaddy), Mark Linkous (Sparklehorse) e Sufjan Stevens.

O primeiro disco do Danielson em cinco anos, Gloucester County, 2001, inclui uma nova formação de núcleo (incluindo no banjo-toting Sufjan Stevens) mais uma seção horn, Jens Lekman, Serena-Maneesh Emil Nikolaisen e membros dos Soul-Junk, Maple e Cryptacize.

GOODSPEED YOU BLACK EMPEROR

Godspeed You! Black Emperor estão para o post-rock como os Pink Floyd estão para tudo o que é trip e os Sabbath estão para tudo o que é metal.Este colectivo de Montreal, no Canadá despediu-se dos discos de originais há uma década, coroando a sua discografia com um disco produzido por Steve Albini intitulada Yanqui U.X.O.

O regresso aos palcos é uma boa notícia dos últimos anos e a sua passagem por Portugal começa com a sua próxima digressão europeia no Porto, no Amplifest.

MUNFORD AND SONS

A estreia dos Mumford and Sons no Optimus ALIVE 2012 Portugal, era um dos momentos mais aguardados da noite. A banda de Marcus Mumford, que surgiu com a mão partida, correspondeu às melhores expectativas. Com um novo álbum pronto a sair em Setembro, a banda começou precisamente pelas novas músicas, com «Lover’s Eyes». Em palco, os Mumford and Sons são quase uma orquestra que enche o palco equilibra a força da percurssão com a delicadeza das cordas em canções que são quase espirituais. «Little Lion Man» logo no início do concerto, ou «Roll Away Your Stone», cantado e saltado em coro e «Love Of The Light» deu também um excelente momento.

Entre temas, Marcus Mumford vai explicando que não sabe falar português, ainda assim, o teclista arrisca umas palavras na língua nacional, que vão mais longe do que o habitual «obrigado». Explica que vão lançar novo álbum em Setembro e é também em português que apresenta «Below My Feet», possivelmente um dos mais bem recebidos temas do próximo trabalho da banda.

«Thristle And Weeds», «Awake My Soul», «Dust Bowl Dance» e de «The Cave», cantado de braços no ar, aos saltos, revelou uma boa estreia dos Mumford and Sons em Portugal.

ORQUESTRA IMPERIAL

Orquestra Imperial Carnaval Só Ano que Vem,2007, a trupe de 19 músicos da cena carioca:Rodrigo Amarante (Los Hermanos) ao lendário baterista Wilson das Neves, a Orquestra Imperial também tem como integrantes Kassin, Moreno Veloso, Domenico, Jorge Mautner, Nina Becker, Thalma de Freitas e outros. A ideia do grupo é tocar canções que habitam o imaginário da formação musical de cada um deles. As coisas foram acontecendo e, logo, surgiu o convite da França para que gravassem um disco de originais. Cada canção foi gravada de uma só vez, e com produção de Mário Caldato Jr.

THE CURE OPTIMUS ALIVE 2012

The Cure, tocam hoje no Optimus Alive 2012, num previsto show de quase três horas. O mesmo aconteceu num festival em Bilbao, Espanha, mas o equipamento do teclista Roger O’Donnell avariou. E enquanto a parte técnica estava sendo resolvida, Smith pegou na guitarra, foi ao microfone e disse “enquanto consertam, vou tocar algo pra vocês” antes de começar a tocar “Three Imaginary Boys”, “Fire In Cairo” e “Boys Don’t Cry” em versões acústicas.

JOSH T. PERSON

Lift To Experience, foi o nome que chamou há mais de 10 anos, à sua banda. “Last Of The Country Gentlemen”, foi o disco que fez de Josh T. Pearson um dos renascidos de 2011, e veio a Portugal em Junho passado. Algo como aquilo que John Grant havia sido em 2010. Grant enfeitiçou o Olga Cadaval em Sintra. Pearson apareceu num local mais escuro, mais solitário. Sem ver quem estava à sua frente (pediu mesmo que acendessem as luzes para saber se estava lá alguém), sem ter mais nada no palco excepto um microfone e um fio para ligar à sua semi-acústica.

LIARS

Angus Andrew, Aaron Hemphill, Pat Noecker, e Ron Albertson, gravaram o primeiro álbum,They Threw Us All in a Trench and Stuck a Monument on Top, em 2001. Noecker e Albertson saíram do grupo e Julian Gross foi para a bateria. Esta formação gravam os albums seguintes: They Were Wrong, So We Drowned (2004), Drum’s Not Dead (2005), Liars (2007), Sisterworld (2010), e WIXIW (2012), que tem produção de Daniel Miller, dono e fundador da Mute Records.

EDITIONS MEGO – GRM

Num contexto pop, e pense-se no debate gerado desde o início pelos Kraftwerk, a discussão em torno da música electrónica passou muito pela definição dos limites do humano e do maquinal. Mas nos domínios eruditos essa definição nunca deixou de existir de forma muito clara. Tristram Cary, um dos pioneiros da electrónica em Inglaterra, distinto membro do Radiophonic Workshop e enquanto tal visionário criador de uma paisagem sonora para os Daleks, formulou desde cedo uma distinção clara para as suas práticas laboratoriais escrevendo que a música concreta lhe oferecia a possibilidade de «realizar música como uma gravação em vez de como uma performance».

O Radiophonic Workshop operou num cenário muito específico – a BBC – aplicando os ensinamentos da música concreta em bandas sonoras para teatro radiofónico, primeiro, e para televisão, depois, influenciando o subconsciente de várias gerações. Mas a primeira exposição do público britânico às novas realidades musicais electrónicas aconteceu com a transmissão de Symphonie Pour Un Homme Seul de Pierre Schaeffer.

Schaeffer fundou o Groupe de Recherche de Musique Concrète (GRMC) em 1951, uma das primeiras células criativas criadas para investigar as possibilidades encerradas por uma tecnologia desenvolvida pela Alemanha Nazi: a fita magnética. Schaeffer abandonou o GRMC em 1953 e reformou o colectivo cinco anos mais tarde como Groupe de Recherche Musicale, o famoso GRM. Luc Ferrari, Iannis Xenakis, Bernard Parmegiani ou François-Bernard Mache são alguns dos compositores com quem Schaeffer trabalhou em profundas investigações conceptuais em torno de sonoridades concretas, electrónicas e electro-acústicas tornando muito mais claras as divisões entre o que era do domínio da criação laboratorial e o que pertencia à mais física dimensão da performance.

A Editions Mego de Peter Rehberg inaugurou recentemente o selo Recollection GRM dedicado a reeditar obras do vasto arquivo da GRM. Os dois primeiros lançamentos são Le Trièdre Fertile (1975-76) de Pierre Schaeffer e Granulations-Sillages / Franges du Signe (1974-76) de Guy Reibel. Para muito breve estão programados os lançamentos de L’Oeil écoute / Dedans-Dehors (1970 – 77) de Bernard Parmegiani e a compilação de obras de vários compositores Traces One (que abarca um período entre 1960 e 1970). Sempre em vinil: “A ideia já gravitava na minha cabeça há algum tempo», explicou Peter Rehberg à Fact, «mas começámos a dicuti-la no fim de 2011. Limitei-me a perguntar porque não estavam estas obras disponíveis em vinil”.

Na estratégia de diversificação da Editions Mego, esta abertura de um selo dedicado à memória da GRM faz todo o sentido, sobretudo tendo em conta a criação igualmente recente (2011) da Spectrum Spools, outra etiqueta apostada na investigação da música electrónica, mas de um ângulo mais contemporâneo – o catálogo da Spectrum Spools que já leva duas dezenas de lançamentos é curado por John Elliot dos Emeralds e apesar de incluir sobretudo obras contemporâneas de nomes como Bee Mask ou Motion Sickness of Time Travel, também já alargou o raio de acção de forma a integrar algumas reedições, casos de discos assinados por Robert Turman ou Franco Falsini.

WADO

Entre duetos e parcerias ,Zeca Baleiro, Curumin, Chico César, Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, Fernando Anitelli, Fábio Góes, Alvinho Lancellotti, André Abujamra e Momo, a banda: Rodrigo Peixe, Pedro Ivo Euzébio, Dinho Zampier, Bruno Rodrigues e Vitor Peixoto.

Depois de conversas com alguns selos nada pareceu muito justo ou recíproco nos interesses e optamos por extremar o do it yourself deste álbum:
Estar em selo/gravadora servia para distribuição e para dar visibilidade, visibilidade da editora não tem dado e distribuição… Os caminhos na internet têm resolvido isso melhor.
Lançar ao mesmo tempo para o público e mídia foi nossa idéia, e subvertendo as antigas prioridades do sistema de distribuição.Desta forma poupamos um pouco de plástico e papel deixando o disco apenas como uma obra intelectual sem suporte fixo para se ouvir, o que já é a prática da maioria (e que economiza um tanto de outras tralhas, não haverá informação táctil, pensamos mais para a frente de ter uma prensagem como souvenir de show, isso é incerto), damos um passo adiante em muitas questões, podemos ter problemas com a falta dele físico, mas me

parece bem coerente com a cultura do mp3 hoje e a natureza do disco nos anos que estamos vivendo.
WADO.