TITÃS

Titãs farão aparição histórica com Arnaldo Antunes, Charles Gavin e Nando Reis em 6 de outubro. Subirão ao palco do Espaço das Américas, em SP, todos os integrantes do grupo que ajudou a moldar a cena pop/rock brasileira. Desde o Acústico MTV, em 1997, eles não dividiam o mesmo holofote. O motivo para a reunião é de festa: os Titãs completam 30 anos de existência.

O grupo Titãs foi o grande homenageado na 17ª edição do Prêmio Multishow de Música Brasileira, 2010, no HSBC Arena, em Jacarepaguá.
Para fechar o prêmio foi feita uma grande homenagem aos Titãs com Ana Carolina, Maria Gadú e Negra Li cantando sucessos da banda como “Comida”, “Marvin” e “Epitáfio”. Depois, foi a vez da actual formação (Tony Bellotto, Paulo Miklos, Branco Mello e Sérgio Brito) subir no palco e tocar “Sonífera Ilha”. “Quero estender essa homenagem a todos os companheiro e ex-Titãs: Nando Reis, Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer, Charles Gavin e a todo mundo que deu sangue, suor e lágrimas para construir isso aqui”, falou Tony Belloto.

Os Titãs ainda estavam indicados ao prêmio de melhor grupo do ano, mas perderam o título para a Banda Cine.

No fim dos anos 70, em plena ditadura militar, um colégio em São Paulo tornou-se um dos poucos pontos de resistência cultural. No palco do `Equipe` apresentaram-se artistas de peso da música brasileira como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Clementina de Jesus e Cartola. Com essa efervescência, foi natural que os jovens com interesses artísticos acabassem se aproximando e criando espaços próprios.

O evento “A Idade da Pedra Jovem”, promovido por essa turma em 1981, marcou a estréia de Sérgio Britto, Arnaldo Antunes, Paulo Miklos, Marcelo Fromer, Nando Reis, Ciro Pessoa e Tony Bellotto num mesmo palco. Juntos, eles formavam o grupo Titãs do Iê-Iê, uma brincadeira para descontrair uma programação apresentada por gente com mais experiência do que aqueles meninos.

Hoje, com mais e 29 anos de estrada, a banda acumula números inimagináveis no currículo. Desde o primeiro LP, “Sonífera Ilha”, lançado em 1984, até o último CD “Sacos Plásticos”, foram 16 álbuns, milhares de shows e uma multidão de seguidores

Anúncios

BILL FRISELL E RUSSEL MALONE

Os guitarristas Bill Frisell e Russell Malone, juntos novamente, para a primeira vez, em 2008, no Santa Cecília Music Center.

Embora eles se cruzaram anteriormente, foi a primeira vez que se apresentaram como guitarristas em duo.

A noite singular para comparar e contrastar estilos  dos  electric-guitars, quase não foi possivel. A reserva original para abrir a St. Cecilia’s Jazz Series, era Frisell com o lendário guitarrista de jazz Jim Hall. Devido a uma cirurgia de emergência há um par de semanas atrás, Hall não  pode actuar, e Malone foi o convidado.

GUIMARÃES JAZZ 2012 A 21 EDIÇÃO

Guimarães é Capital Europeia da Cultura, o seu festival de jazz – um dos maiores a nível nacional – chega à 21ª edição. O Centro Cultural Vila Flor será o palco de mais uma série luxuosa de concertos, que arrancam no dia 8 de Novembro. Por Guimarães irão passar este ano Herbie Hancock (solo), Bill Frisell, Big Band e Ensemble de Cordas da ESMAE sob direcção de Jacam Manricks, Dave Douglas & Joe Lovano Quintet, Lucian Ban, Jacam Manricks Band, Projeto TOAP/Guimarães Jazz 2012 (Orquestra Jazz de Matosinhos com música de João Paulo Esteves da Silva), The Jazz Passengers (de regresso, após um hiato de doze anos) e Randy Brecker com a WDR Big Band Cologne.

MONO

O Japão é terra fértil para inúmeras experiências musicais – basta relembrar o muito psych que por lá se fez nas décadas de sessenta e setenta. Nos últimos anos, uma espécie de “nova vaga” induzido pela J-Pop, tem feito nome, são os casos, entre outros, dos Boris, Maximum The Hormone, Guitar Wolf e dos Mono.

O grupo experimental japonês reuniram-se em 2000, escolhendo renunciar a vocais, concentrando-se em atmosférica música rock, de inspiração clássica. O quarteto, é formado pela baixista Tamaki (a única mulher no grupo), o baterista Yasunori Takada, e os guitarristas Takaakira “Taka” Goto e Yoda, lançaram o seu primeiro album , Under the Pipal Tree, em 2001, pela Tzadik de John Zorn. O quarto disco, Walking Cloud and Deep Red Sky, Flag Fluttered and the Sun Shined, 2004, gravado em Chicago, por Steve Albini,  por entre os oito temas que variam dos dois minutos e meio para mais de 15 de duração, é o mais aventureiro e inclassificável ainda.

Para além de “pós-rock”, que é um rótulo que  não apreciam, as pessoas tendem a falar na música como “cinemática”, ainda mais neste novo disco, e já em entrevistas anteriores expressaram a admiração e influência por realizadores como o Lars Von Trier.

Em, Hymn to the Immortal Wind, 2009,  a banda tocou ao vivo com uma orquestra de câmara com 235 , contou com instrumentos de sopro, palhetas, e cordas – e acrescentou um Hammond B-3 em pontos de estender a dinâmica orquestral. Isso culminou no Holy Ground: NYC Live,  com os Mono acompanhado pela Wordless Music Orchestra -Orquestra de Música Sem Palavras, um outro grupo grande de câmara com harpa, cordas para winds  e piano, tocando composições da banda.

Para  For My Parents, 2012, a banda contratou um grupo de câmara menor, conduzido por Jeff Milarsky, apelidado de “Orquestra de Terra Sagrada”, composta por dois violinos, Mono tem amadurecido de forma mais convincente.

CONOR OBERST and the MYSTIC VALLEY BAND

Conor Oberst and the Mystic Valley Band nada mais é que Conor Oberst(Bright Eyes e Monsters of Folk) e a sua banda de apoio. O mais recente trabalho dessa “nova” banda dele, One Of My Kind, lançado em 2012, e segui-se a, Outer South de 2009.

THE DEARS

The Dears Protest ,EP, 2004 -gravado no calor relativo da “pré-segurança interna”  do verão de 2001, Murray Lightburn, e os seus co-conspiradores conseguiram involuntariamente capturar muito da divisão de um segundo mandato do governo Bush nos Estados Unidos. Protest abre com “Heaven, Have Mercy on Us”- Céu, tende piedade de nós, com o seu laço militar, flautas mordazes e texturas de guitarra, começa de uma forma sombria / revolucionária, com ecos pre-Floodland Sisters of Mercy,  abrindo caminho para o verão “eletrizante  “Summer of Protest”, uma faixa que consegue fundir a linha de baixo de “Psycho Killer”  Talking Heads,  e a varredura orquestral de  “How to Disappear Completely” o espectro de Kid A dos Radiohead, e ainda som distintamente Dears.

TIM HARDIN

Cantor e compositor, “soulful singer”, Tim Hardin fez parte da cena musical de Greenwich Village nos anos 60,que  tanto deve ao  folk como aos blues e jazz,  produziu um corpo de trabalho interessante, sem nunca se aproximar do sucesso em massa ou as alturas artísticas dos melhores cantores / compositores.

Quando o futuro Lovin Spoonful, o produtor Erik Jacobsen organizou as primeiras gravações de Hardin, em meados dos anos 60, Hardin não era mais do que um cantor branco de blues acima da média, nos moldes dos companheiros folkys, muitos dos quais trabalhavam no circuito da  Costa Leste.

O primeiro álbum, Tim Hardin 1,  lançado em 1966 pela Verve Records, mostrava uma mudança do seu estilo tradicional de blues para o folk, que definiria a restante  carreira. Foi com muito trabalho que Hardin para obter maior reconhecimento, tocou covers de outros cantores,Rod Stewart (“Reason to Believe”), Nico (que fez  “Eulogy to Lenny Bruce” do primeiro album), Scott Walker (que cantou “Lady Came From Baltimore”), Fred Neil (“Green Rocky Road” creditado a ele e a Hardin) e especialmente Bobby Darin, who took “If I Were a Carpenter” chegou ao Top Ten em 1966.

Hardin morreu em 29 de Dezembro de 1980 em Los Angeles, Califórnia, de uma overdose de heroína e morfina.

JOHN CASSAVETES

Se pensarmos numa figura no panorama do cinema moderno que represente com fidelidade o fascínio pelas pessoas e as suas intrigantes contradições não será de admirar que nos ocorra de imediato o nome de John Cassavetes (9 de dezembro de 1929 – 3 de fevereiro de 1989), cineasta que redefiniu não apenas o território do cinema independente norte-americano como também, talvez sobretudo, o modo de interpretar para cinema. A comunicação humana pode ser apontada, em termos latos, como foco temático principal nos seus filmes. Há qualquer coisa que une toda a filmografia do realizador (e mesmo o ator Peter Falk, amigo do realizador, declarou que “todos os filmes do Cassavetes são sobre o mesmo.

No princípio dos anos 50, desinteressado pela visão de que o seu futuro pudesse passar pela vida universitária, John Cassavetes, que assumiu ter sido influenciado pelos seus amigos (“Ei, John, acabámos de nos inscrever na American Academy of Dramatic Arts.Depois de uma etapa na Brodway (onde conhece a futura mulher Gena Rowlands), Cassavetes passa, primeiro, do teatro para a televisão e, depois, para o cinema.

Também ele próprio ator, John, filho de pais imigrantes gregos (Katherine Cassavetes – que marca presença em duas das suas longas-metragens: Tempo de Amar (de 1971, Minnie and Moskowitz no seu título original) e Uma Mulher Sob Influência (1974) – e Nicholas John Cassavetes) participou em diversos títulos, “longas” e séries para o pequeno ecrã.

A obra como realizador começa em 1959 com o lançamento do seu primeiro filme (Sombras, “Shadows”), marcou presença em títulos como Fourteen Hours, filme de 1951 assinado por Henry Hathaway , Rosemary’s Baby (1968), de Roman Polanski e alguma parte da sua própria filmografia como realizador: Too Late Blues (1961), A Child is Waiting (63), Husbands (70),  Minnie and Moskowitz, Opening Night (78) e Love Streams (filme de 1984 rodado fundamentalmente… na sua própria casa).

Sombras, conta-nos a história de três irmão de etnias diferentes residentes em Manhattan; o irmão mais velho (Hug Hurd) um cantor de segunda é visivelmente negro, Beni (Ben Carruthers) passa por “mulato” enquanto que Lelia (Lelia Goldoni) é tipicamente branca. Esta obra foi filmada sem a existência de guião, crescendo a partir do improviso dos actores.

Retratando a geração beat emergente nos anos cinquenta, geração esta que entrou em rejeição com os valores mainstream, Shadows define-se como uma relíquia sintetizada e expressiva desse mesmo movimento/época.
Uma obra de imortal independência que se consegue enaltecer devido à vitalidade que a cor amadora da equipa proporciona ao filme.

Sem apoio dos grandes estúdios, Cassavetes foi um diretor marginalizado(no bom sentido) que lutava por total liberdade dos seus filmes.Ele desafiou um sistema que era muito mais forte do que ele. Foi buscar nas ruas sua própria linguagem cinematográfica,surgia então o cinema independente.Até hoje ele ainda influencia jovens cineastas que não desejam fazer parte do “esquema” sórdido de Hollywood.

Este genial diretor foi casado com a atriz Gena Rowlands. Trabalharam juntos em vários filmes, como Faces e Amantes. Morreu de cirrose hepática por seus problemas com a bebida. Mesmo com uma morte nada gloriosa para um grande expoente do cinema independente, ele será sempre lembrado por ter avançado a narrativa e o modo de filmar americano.

THEY MIGTH BE GIANTS

Embora não tenha um sinlge de destaque, como “Birdhouse in Your Soul” Apollo 18 é um álbum mais consistente do que Flood, transbordando de idéias e pop “hooks”. A idéia mais notável pode ter sido “Fingertips”, uma “suite” de 21 fragmentos de música destinados a fazer cada reprodução aleatória uma nova experiência, mas a carne do álbum encontra-se em canções pop como “I Palindrome I” “My Evil Twin” “She’s Actual Size” ou “Which Describes How You’re Feeling”.

XTC

XTC – Generals and Majors em 1980, lançou o seu nono single. Um sete polegadas duplo. O lado A é do seu quarto álbum, Black Sea. As outras três faixas  “Don’t Lose Your Temper”, “Smokeless Zone” e “Somnambulist”, são temas  do LP não  adicionadas como faixas bónus do álbum, quando foi re-lançado em CD.

Produção – Steve Lillywhite

W.G. SEBALD


Winfried Georg Maximilian Sebald é o nome de um dos escritores de língua alemã mais importantes do século XX.Sebald fala sobre… emigrantes, mas, não quaisquer emigrantes: foca-se naqueles cuja vida teve algo de trágico, algo nem sempre bem discernível em meio a um emaranhado de acontecimentos possivelmente confusos.São quatro histórias, cada uma sobre um indivíduo diferente.
W.G. Sebald faleceu em 2001, num acidente, deixando, entre outros, os livros Os Anéis de Saturno, Os Imigrantes, Vertigo e Austerlitz.

GRAVENHURST

Gravenhurst – The Ghost In Daylight, 2012, faz música igualmente inspirado pela British folk,  Fairport Convention e Bert Jansch e do rock, volátil textural de  uns My Bloody Valentine, Gravenhurst é a ideia do cantor / multi-instrumentista Nick Talbot. Em meados dos anos 90, Talbot foi tomado com o movimento dream pop, e mudou-se para Bristol, lar de algumas das bandas do estilo mais visionário, incluindo, Third Eye Foundation e Flying Saucer Attack.

A sua própria banda, Assembly Communications, extraído de uma veia experimental,  atraiu alguma atenção  antes de um dos membros da banda morrer, um carro atingiu-o quando andava de bicicleta.