CITAÇÃO – MUSICA

musicheals“It is cruel, you know, that music should be so beautiful. It has the beauty of loneliness of pain: of strength and freedom.
The beauty of disappointment and never-satisfied love. The cruel beauty of nature and everlasting beauty of monotony”.

Benjamin Britten

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MIGUEL ESTEVES CARDOSO

1miguelMiguel Esteves Cardoso O Amor é Fodido

Quanto mais vou sabendo de ti, mais gostaria que ainda estivesses viva. Só dois ou três minutos: o suficiente para te matar. Merecias uma morte mais violenta. Se eu soubesse, não te tinha deixado suicidar com aquelas mariquices todas. Aposto que não sentiste quase nada. Não está certo. Eu não morri e sofri mais do que tu.(…)

Miguel Esteves Cardoso para uma conversa informal com o jornalista Sérgio Almeida, decorre já este sábado, dia 27 de abril, às 17 horas, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, aos Jardins do Palácio de Cristal. A apresentação acontece em Lisboa a 3 de maio, em local a anunciar.

MIGUEL ESTEVES CARDOSO

Como é Linda a Puta da Vida Miguel Esteves CardosoChegou às livrarias o novo livro de Miguel Esteves Cardoso, uma colectânea de crónicas que marca a entrada do autor no catálogo da Porto Editora. A editora reedita também, a partir de hoje, A causa das coisas, O amor é fodido, Os meus problemas e Explicações de Português explicadas outra vez, todos com um novo design, de autoria de Rui Ricardo.

Confira abaixo um excerto introdutório de Como é Linda a Puta da Vida:

Escrever todos os dias, graças ao Público, deu-me a sorte – no sentido de destino – de escrever um diário para os outros lerem. Este é o meu primeiro livro de crónicas desde A Minha Andorinha, que foi publicado em 2006. […]

Este livro é a primeira colecção de crónicas publicada pela Porto Editora e é aqui que tenho de deixar o meu apreço, agradecimento e amizade pela minha editora de sempre, a Assírio & Alvim. Aturaram-me durante 27 anos. Se eu conseguir induzir a Porto Editora no mesmo erro terei 84 anos quando chegar a hora difícil de me despedir dela. Qualquer casamento que dura 27 anos e que, apesar de acabar, não acaba mal ou a mal, pode considerar-se um casamento feliz.

Este livro não é o princípio de uma vida nova; Deus me livre. É a celebração de uma vida velha, cheia de novidades que envelhecem mais devagar do que eu.

JOÃO PAULO FELICIANO + LEE RANALDO

1 joaoJoão Paulo Feliciano Blues Quartet Exposição Temporária, 2008. Esta pode ser a gravada num iPod, ao qual o visitante tem acesso e possibilidade de seleccionar de entre variadíssimos géneros a que deseja ouvir ou então a dos concertos ao vivo, com Rafael Toral, Lee Ranaldo, Trevor Tremaine e C. Spencer Yeah, como aconteceu no Contemporary Arts Center de Cincinatti.Desde as primeiras obras de João Paulo Feliciano, está organizado em torno da escultura Blues Quartet, 2004–2007 e explora a fusão entre música e imagem. Como é o caso de Sweet Music, 1992, que o respectivo título enquanto enunciado linguístico retirado de expressões da cultura popular, muitas vezes associado a contextos musicais, encontra uma literalização plena e irónica nos elementos que compõem a imagem.

Tal ocorre também em Blues Quartet. Para João Paulo Feliciano esta escultura tornou-se um elo de relação intrínseco entre o seu trabalho como músico e artista.

O artista plástico português João Paulo Feliciano e o guitarrista norte-americano Lee Ranaldo, ex-Sonic Youth, terão exposições individuais a inaugurar no mesmo espaço, no sábado, na Galeria Pedro Oliveira, no Porto, foi hoje anunciado.

João Paulo Feliciano e Lee Ranaldo conhecem-se há vários anos, já expuseram juntos em 2007, nos Estados Unidos, voltando a partilhar uma mesma galeria, com exposições diferentes, e é certo que este ainda editarão um álbum “semi-acústico”, gravado nos últimos dias em Barcelona.

João Paulo Feliciano, antigo membro dos Tina and the Top Ten, fundador do Real Combo Lisbonense, colecionador de instrumentos, produtor, editor e artista plástico, mostrará “The Amps”, colagem de fotografias e recortes que reproduzem imagens de amplificadores que têm no atelier/estúdio de Lisboa.

“Existem quase 20 aPaulo-Feliciano_largemplificadores aqui no estúdio, de todos os géneros, muitos vintage, algo exóticos ou requintados, a grande maioria comprada em segunda mão”, descreve o músico na apresentação da exposição, sublinhando que “cada amplificador tem a sua personalidade”.

Estas colagens, entre outras, são o prolongamento da sua união inseparável música+arte, que existe sem pausas e que aqui tem como inspiração os 16 dos 20 amplificadores – “de todos os géneros, muitos vintage, algo exóticos ou requintados” – que tem em estúdio; além dos “amps” é incluído nesta exposição “Um Par de Paris.es”, uma peça feita de dois orgãos elétricos iguais, dos finais de 1960, da marca Paris.e.

João Paulo Feliciano, artista multifacetado, fez uma revisão do percurso artístico em 2006 na Culturgest, em Lisboa, com “Possibility of everything”, seleção de trabalhos feitos entre 1989 e 1994.

“Lost Highways”, de Lee Ranaldo, baseia-se em desenhos – tinta-da-china, aguarela e lápis sobre papel – de paisagens feitos no verão passado durante a digressão europeia, que incluiu Portugal, com o álbum “Between the times and the tides”.

Esta série de desenhos rápidos, feitos em viagem, muitas vezes pela janela do carro, é o continuar de um interesse de Lee Ranaldo que já vem dos anos 1970, quando ainda era estudante, explica na nota de intenções desta exposição no Porto.

Habituado ao movimento constante e fazer da estrada um modo de vida Lee Ranaldo tem no esboço rápido, no reter imediato de uma imagem, um gesto de valor.

Lee Ranaldo atuou na semana passada no Porto, numa antecipação do festival Paredes de Coura.

Apesar de ser conhecido sobretudo como co-fundador dos Sonic Youth, banda que entrou num indefinido hiato depois da separação de Kim Gordon (vocalista) e de Thurston Moore (guitarrista), tem uma sólida carreira a solo, desde meados dos anos 1980.

“The Amps” e “Lost Highways” estarão patentes no Porto até 8 de junho.

BEATLES – Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band

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Those whose faces are on the new image include murder mystery writer Agatha Christie, fashion designers Stella McCartney, Vivienne Westwood and the late Alexander McQueen, filmmaker Alfred Hitchcock, singer Amy Winehouse, artists Anish Kapoor, Damien Hirst, Tracey Emin and David Hockney, supermodel Kate Moss, TV cooks Fanny Cradock and Delia Smith, Harry Potter author JK Rowling – and Sir Paul McCartney once again.

BEATLES

peter_blakeUma cópia de Beatles Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band de 1967, pouco depois do seu lançamento, assinada por todos os quatro membros da banda foi vendida em leilão  nos EUA por um recorde de 290.500 dólares (226.587 €).

Estimava-se que o disco, adquirido por um comprador anónimo num leilão decorrido em Dallas, nos Estados Unidos,  fosse arrematado por cerca de 35 mil dólares, mas o mesmo acabou por ser vendido por um valor cerca de oito vezes mais alto – valor esse recordista para um item semelhante.

De acordo com a “Rolling Stone”, o preço do item estava originalmente fixado em 15 mil dólares, mas o pré-leilão realizado uma semana antes do leilão oficial empurrou-o logo para os 110 mil.

Um comprador britânico adquiriu o disco, com as assinaturas dos quatro ‘Beatles’, num leilão em Dallas. Paul McCartney considerou Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band como o Freak Out dos Beatles.  Zappa parodiou o álbum Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

Sir Peter Blake teve a inspiração do seu famoso  Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band para criar uma nova obra de arte. Peter Blake voltou o seu olhar para o Festival Glastonbury, desenhando a arte das t-shirts e tattoos.

O artista pop Inglês, de 79 anos, é mais conhecido por projetar  a cover de 1967, uma colorida colagem de modelos de papelão de rostos famosos em tamanho real e em conjunto com os Fab Four.

Cada um dos membros da banda escolheu os seus favoritos para a cena da multidão, que contou com Marilyn Monroe, Bob Dylan, Marlon Brando, Karl Marx, Marlene Dietrich, Stan Laurel e Oliver Hardy, entre outros.

A nova obra apresenta os nomes que inspiraram Sir Peter, que foi apelidado de o padrinho da Pop Art, ao longo das décadas.

Artistas britânicos, cineastas, músicos, escritores, estrelas de cinema, estilistas e chefs, bem como a si mesmo e a sua família, estão todos representados, na nova capa do album.

Aqueles cujos rostos estão na nova imagem incluem, Agatha Christie, fashion designers Stella McCartney, Vivienne Westwood, Alexander McQueen,  Alfred Hitchcock,  Amy Winehouse,  Anish Kapoor, Damien Hirst, Tracey Emin, David Hockney, a supermodelo Kate Moss,  chefs de TV  Fanny Cradock e Delia Smith,  JK Rowling e Sir Paul McCartney.

Sir Peter disse: Eu escolhi pessoas que admiro, e alguns são amigos queridos“, “Eu tinha uma longa lista de pessoas que eu queria ir, mas não podia caber todo o mundo dentro – Eu acho que isso mostra o quão forte é a cultura britânica e o seu legado ao longo das últimas seis décadas.”

OUTSIDE LANDS FESTIVAL 2013

1FETIVALIO festival Outside Lands em San Francisco, anunciou hoje a sua programação, depois de provocár os fãs no Instagram no último par de semanas. Apesar de ter dois headliners como no Coachella deste ano, eles ainda têm muitos outros nomes grandes para apresentar, Paul McCartney, Red Hot Chili Peppers, Nine Inch Nails, Vampire Weekend, Yeah Yeah Yeahs, D’Angelo, The National, Jurassic 5, Willie Nelson & Family, Grizzly Bear, Band of Horses, Yeasayer, Matt & Kim, The Tallest Man on Earth, Foals, Dawes, Camper Van Beethoven, Smith Westerns, Wavves, Fishbone, entre outros.
Pode ver a lista completa de artistas digitados, ou assistir a programação do anúncio em vídeo. O festival acontece entre 9 e 11 de Agosto.

HOPSCOTCH MUSIC FESTIVAL 2013

1festDepois de revelar lentamente, Sleep, Matthew Dear, e John Cale, ao longo do último mês, o Hopscotch Music Festival revelou finalmente o cartaz completo de bandas deste ano em Raleigh, Carolina do Norte. Ao contrário de tantos festivais que vão a “assumir locais de toda uma cidade” o percurso Hopscotch é organizado e garante que todas as suas bandas, grandes e pequenas se adequadam ao impecável Memorial Auditorium, os limites clericais da Longview center, ou um qualquer número de pequenos clubes que compõem o centro da cidade de Raleigh.Big Boi, Spiritualized, Sleep, Local Natives, Califone, John Cale, Kurt Vile, Low, The Breeders play The Last Splash, e Earl Sweatshirt, sempre brilham em palcos maiores, mas a beleza do festival é que é capaz de desenhar muitas bandas menores também.

BLIXA BARGELD E TEHO TEARDO

teoEsta é uma colaboração bastante singular e inesperada entre o compositor italiano Teho Teardo e Blixa Bargeld, líder dos Einstürzende Neubauten e ex-Bad Seeds. Eles conheceram-se durante a realização de Ingiuria, uma peça de teatro e logo depois que colaboraram em uma música para a banda sonora, “A Quite Life”.

O uso original de cordas: violoncelo, violino, guitarras, um quarteto de cordas completo, desvia a percepção tradicional dos instrumentos clássicos quando eles lidam com a eletrônica e o resultado é comovente.
O álbum foi escrito e gravado entre Berlim e Roma, e levou quase dois anos para ser feito, Teho e ​​Blixa trabalharam ao lado um do outro escolhendo cuidadosamente cada som, cada palavra e silêncio.

Há 12 músicas de Still Smiling, inclui uma nova versão de A Quiet Life e uma cover Alone With The Moon dos The Tiger Lilies.
Entre os colaboradores há Balanescu Quartet e a violoncelista Martina Bertoni.

Letras de músicas são visionários e cantadas em Inglês, Alemão e Italiano, Blixa revela um lado muito pessoal e íntimo ao ouvinte neste momento.

Still Smiling, é um álbum cuja visão especial abrange todo o céu diurno e noturno, entre Roma e Berlim.
Vai ser lançado na etiqueta Specula Records de Teho a 22 de abril em Itália e vai ser distribuído por toda a Europa no dia 28 de junho de 2013.

BRIAN WILSON

218nmzqjnresn8zsLife de Keith Richards em 2010 e o ano passado o Waging Heavy Peace de Neil Young. Daqui a dois anos leremos Brian Wilson. Aguentemos a espera.

A autobiografia I Am Brian Wilson descreverá “pela primeira vez”, lê-se num comunicado publicado no site oficial do músico, “os épicos altos e baixos da sua vida – da relação tumultuosa com o pai, a perda da mãe e irmãos, a sua fobia às actuações ao vivo, as resistências que encontrou para liderar os Beach Boys na fuga à música surf em direcção a inovadores terrenos experimentais, até à sua impressionante recuperação, pessoal e profissional, da dependência de drogas e doença mental com o apoio da segunda mulher, Melinda”.

Em 1991 os Beach Boys eram, naturalmente, ícones da música pop.

Na bibliografia dos Beach Boys já constava uma autobiografia de Brian Wilson. Intitulada Wouldn’t it be Nice, foi publicada em 1991, pouco antes de Wilson se libertar definitivamente de Eugene Landy, personagem controversa que entrou na vida do Beach Boys como terapeuta e que, com o passar do tempo e enquanto enfrentava e vencia a oposição da família, se tornou também parceiro de composição e gestor da fortuna do autor de God only knows