R.I.P. RAY MANZAREK

97645w550Ray Manzarek, teclista dos The Doors, morreu esta segunda-feira, na Alemanha, na sequência de um cancro. O co-fundador da banda de rock psicadélico tinha 74 anos.

Foi em Venice Beach, durante o curso na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos EUA, que Ray Manzarek conheceu Jim Morrison. Impressionado pelas composições de Jim, Manzarek terá sugerido que formassem um grupo musical. Um pouco mais tarde juntaram-se John Densmore e Robby Krieger, naquela que viria a ser uma das bandas mais famosos da história do rock – The Doors.

Depois da morte de Jim Morrison, aos 27 anos, Krieger e Manzarek ficaram com os vocais, lançando mais dois álbuns, Other Voices (1971) e Full Circle (1972). Seguiu-se um longo período de inatividade, que só seria quebrado em 2002. Desde então, passaram por Portugal, atuando no Pavilhão Atlântico e no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, e no Festival Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia, em conjunto com o vocalista dos The Cult, Ian Astbury.

Ray Manzarek morreu esta segunda-feira, aos 74 anos, numa clínica em Rosenheim, na Alemanha, onde recebia tratamento para um cancro. “Fiquei profundamente triste ao ouvir acerca da morte do meu amigo e companheiro de banda”, afirmou Krieger, num comunicado publicado no Facebook.

“O Ray Manzarek e o Jim Morrison foram as duas pessoas mais invulgares que já conheci. [O Ray] via sempre o lado bom das pessoas, foi o único na UCLA que viu algo de bom no Jim. As restantes pessoas consideravam-no falso ou pior. Serei sempre grato ao John [Densmore] por me os ter apresentado e nunca vou esquecê-los”, acrescentou Robby Krieger, no seu perfil.

Os teclados de Manzarek atravessam todo o repertório da banda de rock psicadélico, destacando-se em várias canções – “Alabama Song [Ouvir] “, “Light My Fire [Ouvir] ” ou “Riders on the Storm [Ouvir] “, são alguns exemplos da marca deixada por Ray Manzarek, teclista e fundador dos The Doors.

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PETE TOWNSHEND

Pete Townshend of the Who performs during a show on May 3rd, 1980 in Chicago, IllinoisPete Townshend
Em 1945, nasceu neste dia, Pete Townshend, guitarra, vocalista dos The Who, (1965 UK No.2 single ‘My Generation’ 1.967 EUA No.9 single ‘I Can See For Miles “além de mais de 20 outros UK Top 40 singles de sucesso, 16 Top 40 de singles EUA e álbuns de ópera rock ‘Tommy’ e ‘Quadrophenia’).

Townshend tornou-se conhecido pelo seu estilo excêntrico em palco durante os primeiros dias da banda, balançando com o braço direito contra as cordas da guitarra era o seu movimento da assinatura, um estilo de moinho de vento, muitas vezes quebrando guitarras no palco.

JOEY RAMONE

ramonesEm 1952, nasceu neste dia, Jeffrey Hyman (Joey Ramone), vocalista, The Ramones, 1977 UK No.22 single ‘Sheena Is A Punk Rocker “. Ele morreu em 15 de abril de 2001, depois de perder uma longa batalha contra um cancro linfático aos 49 anos. Em 2003 um quarteirão na East 2nd Street, com a The Bowery, em Nova York foi rebatizado oficialmente de Joey Ramone Place no dia 30 de novembro às 14:30. Antes do sinal foi mostrado para o mundo inteiro, um tributo com 1 hora de duração que foi realizado dentro do CBGB, onde dezenas de amigos de Joey e parentes falaram, inclusive, Tommy Ramone, Marky Ramone, Jim Jarmusch, Richie Stotts, Andy Shernoff, Handsome Dick Manitoba, Danny Fields e Hilly Kristal.

O Conselho Municipal de membros Alan Jay Gerson e Margarita Lopez representou a cidade de Nova York, durante as cerimônias, junto com a Community Liaison Bradford Sussman, que apresentou uma proclamação anunciando que 30 de novembro é Dia Joey Ramone!.

IAN CURTIS MORREU HÁ 32 ANOS

374314_575522642479351_64537635_n[18/05/1980] Há 32 anos.

Ian Kevin Curtis, fundador e vocalista dos Joy Division, nasceu a 15 de julho de 1956. Cresceu em Macclesfield onde freqüentou a Kings School. Trabalhou numa loja de discos que alimentou o seu interesse pela música. O seu estilo frenético no palco reflectia a sua condição de epiléptico. Casou-se com Deborah Woodruff a 23 de Agosto de 1975 em Henbury. Suicidou-se em 18 de Maio de 1980, dois dias antes da digressão dos Joy Division pelos EUA.

Ian Curtis, morreu há 32 anos, a 18 de Maio de 1980, na sua casa de Macclesfield. Há 32 anos, o rock perdia um de seus nomes mais importantes. Ian Curtis tinha apenas 23 anos quanto cometeu suicídio, enforcando-se na cozinha de sua casa.

O epitáfio de Ian Curtis, no cemitério de Macclesfield, Cheshire, nas imediações de Manchester, não poderia ser mais apropriado: “Love Will Tear Us Apart”. A canção, que hoje é um clássico da iconografia pop-rock, perdura como registo autobiográfico de uma estrela tão ascendente quanto suicida.

Lançado postumamente, “Love Will Tear Us Apart” foi o tema mais funesto gravado pelos Joy Division e o “single” do grupo que mais subiu na tabela de vendas inglesa (um modesto 13.º lugar). A canção já conheceu várias versões (de Paul Young aos Nouvelle Vague) e foi nomeada para o prémio de melhor tema dos últimos 25 anos da música britânica (ganhou Robbie Williams…).

Juntamente com “Closer”, segundo álbum de originais, o tema contribuiu para imortalizar uma banda cuja importância é inversamente proporcional à sua duração e transformar Curtis no primeiro mártir rock dos anos 80. Anos que não viveu de todo, mas que influenciou como ninguém.
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Sons – Fernando Magalhães, 19 de Março 1999 – Droga, loucura, morte
Toda a gente sabe que a principal causa de mortalidade entre a população rock é a droga. Janis Joplin, Jim Morrison, Jimi Hendrix, Sid Vicious e uma quantidade de outras estrelas rock (Tim Buckley, Gram Parsons, Tommy Bolin, Andy Gibb, Billy Mercia, dos New York Dolls, Paul Gardiner, dos Tubeway Army…) morreram devido à mesma praga, a droga. Bastaria esta realidade para desencorajar os mais novos de alguma vez pegarem numa guitarra eléctrica ou numa bateria.

Porque o rock é o caminho mais curto para a droga e, de onde se depreende, para a morte. O rock, como a droga, mata. Mentes mesquinhas garantem que, sem a droga, músicos como os acima citados jamais teriam feito a música (quiçá, perniciosa) que fizeram. Não fora assim e sabe-se lá se não teríamos hoje elementos produtivos, úteis à sociedade, excelentes empregados de escritório ou agentes de seguros, talvez mesmo advogados de sucesso.

Mas não é só a droga a mãe de todos os males. Outras causas existiram que levaram desta para melhor nomes mais ou menos gloriosos da história do rock. Desastres de viação (Alan Barton, dos Smokie, Marc Bolan e Steve Curry, ambos dos T. Rex, Clarence White, dos Byrds, Harry Chapin, Eddie Cochran, Jerry Edmonton e Rushton Morebe, dos Steppenwolf, os rockers Johnny Kidd e Dickie Valentine; inclusive de bicicleta, como no caso de Nico) e de avião (Buddy Holly e Ritchie Valens, ambos no mesmo voo, Patsy Cline, Jim Reeves, Otis Redding, Jim Croce, Ronnie van Zant e Steve Gaines, dos Lynyrd Skynyrd, Paul Jeffreys, dos Cockney Rebel, Rick Nelson, John Denver…), overdose, queda de escadas (Sandy Denny), consumo desenfreado de substâncias ilícitas, enforcamento (nada mais nada menos do que cinco – Ian Curtis, Peter Ham, dos Badfinger, Phil Ochs, Michael Hutchence, dos INXS e Richard Manuel, dos The Band), ingestão desmesurada de psicotrópicos, hipnóticos, ácidos, antipiréticos e afins, enfim toda uma série de acidentes trágicos que puseram fim a tantas e tão promissoras carreiras.

Quanto ao álcool, pode gabar-se de ter acabado com as vidas de Bon Scott (dos AC/DC), John Bonham (Led Zeppelin), Brian Jones (Rolling Stones), Clyde McPhatter (Drifters), David Byron (Uriah Heep), Gene Vincent e Keith Moon (The Who). Uma anorexia nervosa levou Karen Carpenter, dos Carpenters. A sida fez o mesmo a Freddie Mercury, dos Queen. Frank Zappa e Bob Marley não resistiram ao cancro. De Divine pode afirmar-se que comeu demais.603643_575509339147348_1639569697_n

Há mortes mais estúpidas do que outras. John Lennon, baleado à porta do seu apartamento em Nova Iorque, é um exemplo deste tipo de estupidez letal. Al Jackson (dos Booker T and the MGs), Peter Tosh, um dos heróis da soul music, Sam Cooke e Marvin Gaye foram igualmente atingidos por tiros. Os dois primeiros, por gatunos. Cooke, por uma mulher que perseguia um pretenso violador.

Gaye sucumbiu a um tiro disparado pelo seu próprio pai. Michael Mensom, dos Double Trouble, foi atacado por um “gang” de adolescentes que o regaram com gasolina e lhe pegaram fogo. Vivian Stanshall, do grupo cómico Bonzo Dog Doo Dah Band, e Steve Marriott, dos Small Faces, morreram em incêndios nas respectivas casas. Keith Relf, guitarrista dos Yardbirds, caiu electrocutado. Johnny Ace, um obscuro baladeiro norte-americano dos anos 50, perdeu a vida numa jogada infeliz de roleta russa. Graham Bond, músico inglês de jazz e blues dos anos 70, foi atropelado pelo metropolitano. O rocker Johnny Burnette morreu num acidente de pesca.
Mas há o reverso da medalha. Morrer cedo, para um músico, significa a sua mitificação, nalguns casos a santidade. Na condição, bem entendido, de a circunstância ser devidamente acompanhada por uma apropriada campanha promocional e pelo apoio dos “media”. Morrer é, nesta profissão, o caminho mais curto para o sucesso.

Para a indústria a morte possui ainda o atractivo adicional de diminuir vitaliciamente as despesas com o artista e de garantir muitos e bons ganhos a longo prazo, graças à sábia administração de todo o material gravado que se conseguir sacar do caixote do lixo e guardar em arquivo para poder dedicar-se ao lançamento de futuras reedições com “material inédito” do falecido, constituído por demos, versões alternativas, ensaios, conversas de cama e outros rasgos de génio antes incompreensivelmente escondidos do público.

Claro que as vítimas sabem o que fazem e no que se metem. Acontece que muitas não aguentam. Ian Curtis, por exemplo, ou Kurt Cobain (cujo quinto aniversário da morte, em Abril próximo, está já a ser devidamente preparado) não aguentaram a suprema dor de estar vivo, as pressões do “show business” e os fracassos pessoais. No seu caso a aura de “românticos” assenta-lhes bem. Como, de resto, a todos os suicidas: Nick Drake, Peter Ham e Tom Evans, dos Badfinger, Terry Kath, dos Chicago, Marge Ganser, das Shangri-Las, Del Shannon, Paul Williams, dos Temptations, Richard Manuel, dos The Band e Phil Ochs.

A outros, porém, a morte apanhou-os de surpresa, sem aviso prévio. Esses não tiveram tempo de preparar o testamento, vítimas que foram da estupidez do destino. Talvez por isso, como no caso de Sandy Denny, que morreu ao cair de uma escada, a entrada na galeria dos mitos demorasse mais e necessitasse de requerimento, ficando em primeiro lugar para a eternidade a música, no lugar dos episódios, mais ou menos agitados e escandalosos, da vida de “star”.65628_575510385813910_1567554237_n

Seja qual for, porém, a circunstância da morte, ficará para sempre a dúvida do que poderia ter sido a vida e obra dos que se foram antes de tempo. O que seriam hoje, se fossem vivos, Brian Jones, Jimi Hendrix, Jim Morrison? Conseguiriam eles sobreviver ao seu próprio passado ou, pelo contrário, teriam feito as pazes com a existência, aproveitando as suas benesses? Seriam ainda génios malditos ou estariam a jogar golfe com Alice Cooper e Phil Collins, a fazer duetos com Pavarotti ou a compor bandas sonoras para filmes de Walt Disney? Ninguém sabe.

Ficaram a música e as lendas. Sobretudo a música, como única verdade absoluta capaz de sobreviver ao seu criador. E, paradoxalmente, à aura, tantas vezes mistificadora, criada em torno dela pela morte, essa entidade assustadora que chegará inevitavelmente para nos confrontar com o nada. E com o que sobrevive para além dele. Para os registos de necrofilia ficam as fichas de algumas das mortes mais bem documentadas. Fichas secas. Como a morte.

“Too old to rock’n’roll, too young to die”
(título de um álbum dos Jethro Tull)

NEW ORDER

New Order in 2012No dia 08 de julho os New Order lançaram “Live At Bestival 2012”, disco gravado ao vivo na edição do ano passado do festival.
“Live At Bestival 2012” é o terceiro disco ao vivo dos New Order depois de “BBC Radio 1 Live Concert” (1992) e “Live At The London Troxy” (2011).

O valor arrecadado com o disco será destinado ao Isle Of Wight Youth Truth.

New Order tocam no Merriweather Post Pavilion a 28 de julho.

BRIDGET ST JOHN – KEVIN AYERS

IMG_1684Bridget St John, tinha sido um amiga e, por vezes colaboradora de Kevin desde o final da década de 1960.

Como você conheceu Kevin?
Estou bastante certo de que a primeira vez que o encontrei foi no final de 68 ou 69, num comício CND no Chalk Farm Roundhouse. Eu acho que foi, provavelmente, 69. Todo o mundo – um monte de pessoas estavam lá. Mas lembro-me de forma muito clara com ele e acho que sua mulher na época e um monte de outras pessoas. Eu acho que Robert estava lá, Robert Wyatt.

Quais foram suas primeiras impressões sobre ele?
Um encantador, ser humano lindo. Eu diria que foi a minha primeira e última impressão dele. Eu acho que ele era muito forte e muito seguro e suponho que eu estou falando criativamente, porque essa era a maioria da minha conexão com ele, através da música. Mas ele era gentil, mas tenho certeza de que ele queria tudo o que estava fazendo. No meu caso, cantar com ele as suas músicas ou produzindo o single comigo. Ele foi muito claro e não “waffley” em tudo.

O que você se lembra dos shows que tocaram juntos?
Nós dois estávamos com os Blackhill Enterprises, que era Andrew King e Peter Jenner e às vezes nós faziamos o mesmo shows juntos e eu gostava de cantar na sua maioria ‘Jolie Madame “com ele, e então ele tocou ao vivo no meu John Peel session, eu acho que foi uma sessão Top Gear, mas mais uma vez a BBC realiza “The Spider And The Fly” que eu fiz com ele está lá, bem como “Jolie Madame”. Como um artista, ele era muito espontâneo, diria que ele não era um daqueles músicos “that everything is the same every time you play it”. Acho que ele era muito o momento. A canção seria o mesmo, mas eu acho que o seu sentimento por ela seria colorido por tudo o que ele estava sentindo e ele sempre se sentiu fresco.

Kevin tinha uma reputação de não se levar a si mesmo ou a sua música muito a sério. Isso é justo?
Eu não sei se eu usaria essa frase. Eu acho que ele tinha um monte de diversão com a sua música. “The Spider And The Fly”, quando estávamos montando o álbum BBC eu realmente esqueci que tinha feito isso e ele teve um monte de humor. Eu acho que muito da sua música tem humor, isso não significa que ele não se levasse a sério. Ele não era como um daqueles músicos obsessivamente graves.

Kevin também produziu um single para você: “Se você tem dinheiro”, que foi co-escrita com Daevid Allen. Como isso aconteceu?
Daevid não chegou a jogar nele. Quando nós fizemos “Se você tem dinheiro”, tivemos que fazer um b-side, e Kevin disse: ‘Daevid Allen escreveu esta grande música e eu acho que vai ser perfeito para você. “Isso foi” Sim “e era b-side, mas eu adoro isso, você sabe. Acho que foi uma bela canção

RIO FEST 2013

riot-festPara os indivíduos que perdem os dias de glória do Vans Warped Tour, pode querer reservar algumas passagens de avião até Chicago para o RIO FEST 2013.

Encabeçado pelos Fall Out Boy, Blink 182, e um terceiro headliner mistério, a glória do line up é a diversidade ainda em eliminatória difícil de bater. Fãs de punk 1990, podem se alegrar com os Rancid, Pennywise, Rocket From The Crypt e Bad Religion que estarão batendo o Humboldt Park, em setembro. O Festival também tem algumas lendas do metal, incluindo GWAR e Motörhead, e alguns difícil de bater do hip-hop nomes como Public Enemy, Atmosphere, e o regresso de hibernação dos AFI e Brand New.