R.I.P. STEVE STRANGE

4106Morreu o artista galês, Steve Strange, aos 55 anos, na quinta-feira, 12, fevereiro 2015, vítima de um ataque cardíaco, em Sharm el-Sheikh, no Egito.

«Steve morreu durante o sono de ataque cardíaco. A família, membros da banda e amigos ainda estão perturbados com a notícia repentina da morte prematura», previne o texto.

Os Visage foram uma banda new wave formada em 1978 que acabou associada ao movimento dos neo-românticos. Existiram até 1984 para regressar duas décadas mais tarde em 2004.

O cantor e ícone da cultura pop londrina, conhecido como um pioneiro do movimento New Romantic, Steve Strange, foi vocalista da banda britânica dos anos 1980 Visage, conhecida pelo tema “Fade to Grey”.

Ficou tão conhecido pela sua actividade criativa como pelo que desencadeou à sua volta. Numa autobiografia publicada em 2006 abordou, para além da música, alguns dos temas mais polémicos à volta da sua vida como a sexualidade, o vício da heroína e ainda alguns pequenos crimes que cometeu.

Strange, cujo nome verdadeiro era Steven John Harrington, nasceu no País de Gales. O cantor começou a interessar-se por música depois de assistir a um concerto dos Sex Pistols, em 1976.

Pouco a pouco, foi-se envolvendo na agitação musical de Londres, até criar The Blitz Club. A sua banda, Visage, lançou-se com o single “Fade To Grey”, que chegou ao topo das listas dos mais vendidos em vários países.

Depois do album de estreia homónio, de 1980, o grupo editou mais três de originais e um de versões orquestrais, este último em 2014.

Anúncios

PRIMAVERA SOUND 2015, PORTO

primavera soundInterpol, Anthony and the Johnsons, Underworld, The Replacements, Death Cab for Cutie, Belle Sebastian e Caribou são as bandas que integram o cartaz do Nos Primavera Sound que se realiza no Porto de 04 a 06 de Junho.

O NOS Primavera Sound deu a conhecer o cartaz completo da sua quarta edição, onde para além de Patti Smith, com a interpretação integral de “Horses”, e o regresso aos palcos do grupo de culto Ride, estarão outros artistas que passarão pelo Parque da Cidade, no Porto, de 4 a 6 de Junho.

Este Primavera Sound pode não ter cabeças-de-cartaz com o quilate dos Blur ou Nick Cave, uma bomba como Kendrick Lamar mas tem uma classe média alta de luxo capaz de democratizar atenções. E no final se verá quem gerou maiores ondas de entusiasmo populares e mais riqueza para a organização.

Entre os artistas confirmados, destacam-se os nova-iorquinos Interpol, o concerto exclusivo de Antony and the Johnsons, os britânicos Underworld a desbravar “dubnobasswithmyheadman” e a veterana formação de Minneapolis, The Replacements.

Bandas marcantes da actualidade como Run The Jewels, autores de um dos melhores discos de 2014, o r b súbtil da britânica FKA twigs, os escoceses Belle Sebastian com um novo álbum na bagagem, o projecto de Dan Snaith, Caribou, a mítica banda de rock industrial Einstürzende Neubauten, liderada por Blixa Bargeld, e os americanos Death Cab For Cutie também vão actuar na cidade do Porto.

“A sensibilidade pop de Damien Rice, a visão hipnótica do rock de Jason Pierce a bordo de Spiritualized, o pujante e histriónico Mac DeMarco e a união luso-brasileira da Banda do Mar, onde converge o talento de Marcelo Camelo e de Mallu Magalhães, são nomes que sobressaem igualmente no cartaz do próximo NOS Primavera Sound.

Também os aguerridos Foxygen, o ex-Sonic Youth Thurston Moore, o pop vitamínico dos canadianos The New Pornographers, a simplicidade das canções de José González, o irresistível funk electrónico dos estreantes JUNGLE e o acarinhado músico português Manel Cruz são algumas das propostas que brilham no cartaz”, refere a nota de imprensa.

Pelo Parque da Cidade passarão também as guitarras dos Electric Wizard, Pallbearer, Shellac, HEALTH ou com as recentemente reunidas Babes In Toyland; com a electrónica de The Juan MacLean (live), Roman Flügel e Marc Piñol; com artistas de carreiras contrastantes como Sun Kil Moon, Giant Sand, Dan Deacon e Baxter Dury; com propostas fulgurantes da actualidade como Movement, Ex Hex, Ought e Viet Cong.

Acrescente-se a esta lista nomes como Kevin Morby (ex The Babies), o compositor multi-instrumentalista Bruno Pernadas, o experimentalismo de Pharmakon e The KVB, o pop kiwi de Twerps, as guitarras redondas de Mikal Cronin, Xylouris White (a união entre a bateria de Jim White, dos Dirty Three, e o alaúde de George Xylouris), a sonoridade ecléctica da libanesa Yasmine Hamdan, e os britânicos Younghusband, filiados à editora ATP.

A programação foi distribuida da seguinte forma:
Quinta-feira, dia 04 de Junho:

Bruno Pernadas, Caribou, FKA twigs, Interpol, The Juan MacLean (live), Mac DeMarco, Mikal Cronin, Patti Smith acoustic/spoken
Sexta-feira, dia 05 de Junho:

Antony and the Johnsons, Ariel Pink, Banda do Mar, Belle Sebastian, Electric Wizard, Giant Sand, José González JUNGLE, Marc Piñol, Movement, Pallbearer, Patti Smith Band perform Horses, The Replacements, Run The Jewels, Spiritualized, Sun Kil Moon, Twerps, Viet Cong, Yasmine Hamdan, Younghusband
Sábado, dia 06 de Junho:

Babes In Toyland, Baxter Dury, Damien Rice, Dan Deacon, Death Cab For Cutie, Einstürzende Neubauten, Ex Hex, Foxygen, HEALTH, Kevin Morby, The KVB, Manel Cruz, The New Pornographers, Ought, Pharmakon, Ride, Roman Flügel, Shellac, The Thurston Moore Band, Underworld dubnobasswithmyheadman live, Xylouris White

O passe geral para o NOS Primavera Sound 2015 pode ser adquirido pelo preço promocional de 90euros até dia 25 de Fevereiro.
A partir de quinta-feira, dia 26, passa a estar disponível a 105euros nos locais habituais.

Também o Fã Pack FNAC 2015 está disponível pelo preço promocional de 90euros até dia 25 de Fevereiro. Inclui o passe geral de acesso ao festival, o livro oficial da edição de 2014 e um kit de boas vindas que será entregue no balcão exclusivo FNAC na entrada do recinto.

R.I.P. EDGAR FROESE

10610563_821990157842108_6601025904753972170_nMorreu Edgar Froese, líder e membro fundador dos Tangerine Dream, no passado dia 20, aos 70 anos, vítima de uma embolia pulmonar.

A notícia do óbito do músico alemão foi dada pelo seu filho, Jerome Froese, também ele parte integrante do grupo, que partilhou um comunicado no Facebook oficial da banda: «Queridos amigos e colegas, o Capitão abandonou o navio… Peço desculpa por vos informar que o meu pai Edgar Froese faleceu na tarde da passada terça-feira (20 de Janeiro) em Viena. Como já devem saber: a vida não toca encores. Descansa em paz, vamos ter saudades tuas».

Edgar Froese, pioneiro de música electrónica com o seu projecto Tangerine Dream, era já o único membro fundador da banda a dar-lhe continuidade. Todavia, álbuns como «Alpha Centauri» (1971) e, especialmente, «Phaedra» (1974), marcaram para sempre a banda dentro do panorama da música electrónica e krautrock.

Os Tangerine Dream têm – até aviso do contrário – concerto marcado para o dia 11 de Abril, na Casa da Música, no Porto.

ADULT JAZZ

ADULT JAZZApós elogios da crítica pelo seu single de estreia Springful / Am Gone em janeiro, os Adult Jazz anunciaram o seu álbum de estreia em agosto de 2014, através do seu próprio selo Thought Spare.

Adult Jazz, são quatro (Harry Burgess, Tom Howe, Tim Slater e Steven Wells) e vêm deLeeds. Desde o primeiro single Springful publicado no início deste ano, e ao ouvir Gist It, disco de estreia do quarteto inglês logo me vem a cabeça comparações com An Awesome Wave, disco de estreia dos também ingleses Alt-J. 

Não pelo fato de serem dois artistas britânicos ou destes serem os seus primeiros álbuns, mas pela sonoridade que muitos consideraram“inclassificável”, pop e jazz com  palavras a desencadear imagens igualmente sedutoras e a voz, um timbre de freestyle desinibida.

Se Alt-J são um dos pontos de comparação, bandas como Wild Beasts, Dirty Projectors e Maps & Atlases podem entrar nessa lista também. Estilos como Prog-Jazz, Folk e Dream Pop engrossam o caldo estilistico.

Se os Wild Beast são um pouco divindades tutelares, meio-irmãos de a tudo tudo, os descendentes Alt-J, os cativantes Glass Animals, o encontro de American Football com Local Natives, ou Cosmo Sheldrake e Febueder aqueles que ainda estão nas sombras, os Adult Jazz são os que até agora têm empurrado para além da complexidade rítmica, muitas vezes de se aventurarem em vórtices de polirritmia, no entrelaçamento proezasvocais e estruturas em forma livre.