JOANA VASCONCELOS NA MODA LISBOA 2014

pistolaA peça de Joana Vasconcelos, uma gigante pistola Beretta composta com mais de uma centena de telefones fixos pretos de disco, foi montada na passerelle do Pátio da Galé e integrou o desfile da coleção de Filipe Faísca.

Call Center’ de Filipe Faísca foi a sensação do segundo dia da Moda Lisboa quer pela coleção leve, sofisticadamente despretensiosa e pelo facto de contar com a presença inédita de uma peça da artista plástica Joana Vasconcelos, chamada também ‘Call center’ e que tinha o formato de uma pistola Beretta dos anos 70 feita de telefones pretos. As modelos criaram momentos de interação com a peça, tendo alguns dos convidados e jornalistas uns auscultadores topo de gama da Samsung nos ouvidos durante o desfile, para poderem ouvir o som dos telefones.

A peça de Joana Vasconcelos e a coleção de Filipe Faísca foram criadas “ao mesmo tempo”, contou a artista plástica à Lusa momentos antes do desfile.

“O Filipe visitou o ateliê, expliquei-lhe o que estava a pensar fazer e ele falou também do que ia fazer. Avançámos com os projetos ao mesmo tempo”, disse.

‘Call Center’, que dá também nome à coleção do criador de moda, é também “um instrumento”.

“Foi uma ‘joint-venture’ também com o músico Jonas Runa”, que compôs uma sinfonia eletroacústica para os 168 telefones que compõem a obra.Esta não é a primeira vez que a artista trabalha com criadores de moda, no entanto é a primeira vez que tal acontece com um português. Além disso, das outras vezes, a colaboração da artista plástica com criadores de moda “não passou por intervir na passerelle”.

Trabalhar com Filipe Faísca foi “facílimo”, já que os dois são “amigos há muitos anos”.

“Estivemos sempre juntos a fazer a obra”, reforçou.

O desfile começou com Sofia Aparício e outras manequins a atenderem alguns dos telefones que compõem a obra. O que ouviram foi audível apenas para alguns dos presentes, a quem foram distribuídos ‘headphones’.

Anúncios