MORRISSEY HOJE EM LISBOA

ng3605230Morrissey passeou no Chiado em Lisboa, antes do concerto de hoje há noite no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, com a sua digressão mundial de apresentação do álbum ‘World Peace is None of Your Business’.
No sábado foi fotografado a passear na zona do Chiado.

A fotografia que mostra Morrissey a atravessar a rua perto do Largo de Camões foi publicada na página de Facebook “Mozzerians of the world, unite and take over”.

Ao fundo, na imagem, um dos típicos elétricos de madeira amarelos lisboetas.
‘World Peace is None of Your Business’ foi gravado nos La Fabrique Studios, em Saint-Rémy-de-Provence, no sul França.

Natural de Manchester, no Reino Unido, Morrisey, de seu nome completo Steven Patrick Morrissey, liderou os The Smiths, banda ativa entre 1982 e 1987.

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YO LA TENGO EM PORTUGAL 2013

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Fade é o primeiro disco dos Yo La Tengo desde 2000 a estar ao nível de Electr-O-Pura, I Can Hear The Heart Beating As One ou And The Nothing Turned Itself Inside Out. Mas não lhes digam que o disco é fofinho: eles ficam ofendidos

O Optimus Clubbing da Casa de Música apresenta hoje os norte-americanos Yo La Tengo a fechar uma noite que também tem a presença de uma das bandas portuguesas revelação de 2012, os Minta & The Brook Trout.

Com carreira começada em 1984, em New Jersey, os Yo La Tengo – Ira Kaplan, Georgia Hubley e James McNew – são já uns veteranos do indie-rock, com várias presenças em Portugal, país a que regressam para a apresentação do seu último álbum “Fade”, o 13.º de originais.

Em Fade eles ainda parecem ser uma dezena de bandas diferentes, oscilando entre o psicadelismo dos anos 1960 e uma escrita clássica que nunca tinham desenvolvido por completo, mas acima de tudo as linhas de guitarra que conduzem as canções por entre doces melodias de voz recordam os momentos mais delicados de I Can Hear The Heart Beating As OneSummer Sun (2003) e I’m Not Afraid Of You And I Will Beat Your Ass (2006) eram bons discos em que, como sempre, os Yo La Tengo soavam a 300 bandas diferentes e mesmo assim conseguiam manter uma unidade, mas tinham um défice melódico face ao rácio médio da fase que foi de 1995 a 2000.

A banda norte-americana actuou ontem na Aula Magna, em Lisboa, com os bilhetes a custarem entre 24€ e 30€. Hoje passarão pela Casa da Música, no Porto, incluídos no Optimus Clubbing (12€). O mote para ambas noites será, evidentemente, Fade, o décimo-terceiro disco daquele que é um dos trios mais aclamados da história do rock alternativo, verdadeira instituição das guitarradas e marco importantíssimo da cultura dos EUA.

Às 23h será o momento dos portugueses TapeJunk e Minta & The Brook Trout, com especial destaque para esta banda que com o seu álbum “Olympia”, feito após uma digressão pelo Canadá e EUA e reflectindo os grandes espaços norte-americanos, conquistou lugar de destaque nas listas de melhores álbuns nacionais do ano passado.

MARIA MATOS 2013

333O ano de 2012 o Maria Matos Teatro Municipal teve uma programação excelente. para este ano marca a agenda novamente, acaba de anunciar a programação para a próxima temporada, e volta a surpreender. Entre Janeiro e Março de 2013 passam pelo Maria Matos a música de Bill Callahan (através do filme Apocalypse e do projecto “Palimpsest” de Sylvain Chauveau e Stephan Mathieu- na foto); The Swifter (Andrea Belfi, BJ Nilsen e Simon James Phillips); Filipe Felizardo (“Três sombras para um cego”); o Motion Trio de Rodrigo Amado com o convidado Peter Evans (autor do disco jazz mais consensual de 2011, Ghosts); e o regresso de Jon Hassell, que apresenta Sketches of the Mediterranean.

19 Janeiro: “Palimpsest: Bill Callahan songs” de Sylvain Chauveau e Stephan Mathieu + “Apocalypse: a Bill Callahan tour film”
2 Fevereiro: “The Swifter” de Andrea Belfi, BJ Nilsen e Simon James Phillips
26 Fevereiro: “Três sombras para um cego” de Filipe Felizardo (com Margarida Garcia e Riccardo Dillon Wanke)
16 de Março: Rodrigo Amado “Motion Trio” feat. Peter Evans
26 de Março: “Sketches of the Mediterranean: Celebrating Gil Evans” de Jon Hassell

EL BAM BROOKLYN FESTIVAL – JOHN CALE

000ajohn caleDurante quase 50 anos, John Cale prosperou na vanguarda de uma miríade de estilos da música popular, tendo fundado os Velvet Underground, e colaborado com artistas como Patti Smith, John Cage, La Monte Young, LCD Soundsystem, Danger Mouse, entre outros. Em janeiro, ele vai para BAM apresentar dois programas especiais. Em 2011 o BAM apresentou “Tudo Isto É Fado” (‘All Here Is Fado’) como parte do Next Wave Festival.

O BAM -Brooklyn Academy of Music, apresenta a sua programação na BAM Howard Gilman Opera House, em duas noites, John Cale, incluindo uma homenagem a Nico. Entre 18 e 19 de Janeiro, o ex-Velvet Underground, interpretará o seu instrospectico album completo, “Paris 1919″, o marco pop-art de 1973, acompanhado pela Wordless Music Orchestra, além de seleções da sua notável carreira e novos materiais a partir do seu último álbum, Shifty Adventures in Nookie Wood.

No dia 16, Cale é responsável pela When Past & Future Collide Life Along the Borderline: A Tribute to Nico”, uma homenagem- tributo à musa alemã Nico, a lendaria singer-songwriter e protegida de Andy Warhol, que além de Cale, conta com a presença de artistas como:
Kim Gordon
Nick Franglen (Lemon Jelly, Blacksand)
Joan as Police Woman
Mark Lanegan (Screaming Trees, Queens of the Stone Age, The Gutter Twins)
The Magnetic Fields
Meshell Ndegeocello
Peaches
Sharon Van Etten
Yeasayer

PAUL McCARTNEY, DAVE GROHL, PAT SMEAR, KRIST NOVOSELIC

nirvana_mccartney_121212O concerto 12.12.12 Sandy Relief contou com Bruce Springsteen tocar com Jon Bon Jovi, Eddie Vedder, e com Roger Waters a cantar, Kanye West, mas não outro era tão esperado, como Sir Paul McCartney.

Introduzido por Quentin Tarantino Django Unchained, Jamie Foxx, e Christoph Waltz, McCartney não perdeu tempo, dando início ao seu set com uma performance animada de “Helter Skelter”. Wings hits ‘Let Me Roll It’ e ‘Nineteen Hundred and Eighty-Five’, Kisses on the Bottom, original ‘My Valentine’, seguido do classico ‘Blackbird’. Tomando o fôlego, McCartney dirigiu-se à multidão.

“Então, recentemente, alguns tipos pediram-me para tocar com eles”, disse McCartney, contando como percebeu que estava “no meio da reunião Nirvana.” McCartney foi então acompanhado no palco por Dave Grohl, Pat Smear e Krist Novoselic (que está começando a ficar parecido como um magro Rick Rubin na meia-idade) para resultar na performance jam session ‘Cut Me Some Slack’.

PAUL McCARTNEY + NIRVANA A Concert for Relief Sandy

nirvana-600Smells like The Beatles?

Sir Paul McCartney terá um reencontro frente a Nirvana como parte de 12-12-12 esta quarta-feira há noite: A Concert for Relief Sandy – organizado para recolha de fundos para as vítimas do furacão Sandy. O desempenho vem 18 anos depois que o vocalista Kurt Cobain tirou a sua própria vida em 1994, aos 27 anos.

Do concerto de beneficência pouco há a dizer. Já se sabe como funcionam desde que George Harrison, a pedido do desaparecido Ravi Shankar hoje, organizou o primeiro grande acontecimento do género, o Concerto para o Bangladesh, em 1971.

McCartney, esteve a “trabalhar secretamente” com os membros da banda Foo Fighters, ex-vocalista Dave Grohl e o baixista Krist Novoselic, após uma recente sessão em estúdio.

Quanto a saber se o trio irá executar música nova …

“Eu não vou dizer que não é verdade”, é tudo uma outra fonte irá adicionar mais comentarios. Nenhuma palavra ainda sobre a possibilidade de ser um conjunto de clássicos dos Nirvana. Seria curioso ver McCartney “atacar” repertório dos Nirvana. Se cantasse com a mesma ferocidade que ouvimos, por exemplo, em Helter Skelter, Kurt Cobain, fã confesso dos Beatles, ficaria orgulhoso.

Não, não se trata de Lennon e Harrison, que morreu em 2001, a aparecerem em holograma com Ringo e McCartney. Não, não será Kurt Cobain enquanto jovem, com imagens enxertadas do histórico concerto de Reading, para liderar Novoselic e David Grohl em actuação tecnologicamente evoluída.

McCartney foi o instigador do encontro a que assistiremos a partir das 19h30 (1h30 em Portugal), em directo do Madison Square Garden. Telefonou a Dave Grohl propondo uma colaboração para o concerto e este convidou-o a tocar com alguns amigos, que eram Novoselic e Pat Smear. O concerto de beneficência conta com Bruce Sprignsteen, Rolling Stones, Eddie Vedder, The Who, Billy Joel, Alicia Keys, Bon Jovi, Roger Waters, e Kanye West. O show será transmitido ao vivo em PEOPLE.com, bem como 121212concert.org. em vários outros sites e canais televisivos, mas as atenções estarão inevitavelmente centradas naquele encontro inédito.

Veremos os Nirvana sobreviventes, Grohl e Novoselic, reunidos a um Nirvana honorário, o guitarrista Pat Smear, rodeando um dos Fab Four, Paul McCartney.Será a primeira vez em 20 anos que Grohl, Novoselic e Smear se reúnem em concerto. E, até há pouco tempo, nem Paul McCartney se apercebera totalmente de que seria protagonista deste encontro de gigantes.

SE ESTIVESSE NO TEU LUGAR HOJE- RODRIGO LEÃO

Rodrigo Leão apresenta novo álbum em concerto nos Coliseus. Rodrigo Leão vai apresentar algumas das músicas do seu novo álbum esta noite no Coliseu do Porto e na terça-feira à noite no Coliseu de Lisboa. Em palco vão estar o músico inglês Neil Hannon, vocalista e fundador dos Divine Comedy, e Beth Gibbons, dos Portishead, , e Scott Matthew. Neil Hannon já tinha colaborado antes com Rodrigo Leão, quando interpretou o tema «Cathy», no álbum «A Mãe».

Rodrigo Leão tem tido a capacidade de inscrever a palavra «esgotado» ao lado do seu nome nos últimos concertos que deu na cidade do Porto. Hoje Rodrigo Leão promete uma vez mais surpreender quem o tem seguido de perto ou quem queira agora embarcar nessa entusiasmante aventura. O palco é, para o compositor, um pretexto para experimentar novas ideias e para revisitar momentos marcantes da sua carreira.

Depois de ter tocado no Porto, há pouco tempo, 11 Outubro, a propósito dos 30 anos da Sétima Legião, o musico e compositor apresenta-se agora a solo na histórica sala portuense, para continuar a promover o seu ultimo album, A Montanha Mágica.

PETER HOOK EM LISBOA 2012

Tal como o concerto dos New Order em 2005 no Super Bock Super Rock, Peter Hook & The Light trouxeram litros de emoção para distribuir por todos aqueles que nunca puderam ver os Joy Division.

Ao quinto tema chegou o incontornável “Unkowmn Pleassures”. Mas é com os primeiros acordes de “She’s Lost Control” que a plateia acorda. Tocam “Heart and Soul”. Foi na 11ª música da noite, “Shadowplay”, que a plateia do CCB se levantou em êxtase, e não arredando pé da frente do palco até ao final do concerto.

Alguns durante “Twenty Four Hours”, quase subiram ao palco.”You’re fucking wild, aren’t you?”, espantar-se-ia Peter Hook antes da despedida com os hinos “Love Will Tear Us Apart” a casa quase vai abaixo, até ‘Ceremony’, tema que encerrou mais uma visita do ex-baixista dos Joy Division a Portugal. Peter Hook já tinha actuado em Paredes de Coura e na Casa da Música.

«Só quero celebrar a música dos Joy Division e o génio do Ian Curtis», explicou a propósito da vinda a Lisboa esta quinta-feira numa noite em que o alinhamento percorreu o álbum «Unknown Pleasures».

«Já o fizemos com os discos «Unknown Pleasures», «Closer» e «Still». E quando em Janeiro começarmos a fazer o mesmo com o «Movement» e o «Power, Corruption and Lies», dos New Order, vai acontecer algo semelhante», justifica.

É isso que fiz no livro [‘Unknown Pleasures: Inside Joy Division’]. É isso que faço em palco”.

Peter Hook desmentiu a ideia de estar a fazer concertos centrados na obra dos Joy Division por dinheiro, “Durante anos os Joy Division pareciam ser um fantasma para os New Order [banda em que se juntaram os restantes músicos da banda após a morte de Ian Curtis, a 18 de maio de 1980]. Só tocávamos Joy Division em funerais ou aniversários.

Hook comentou ainda as acusações de Bernard Summer classificando-as de «vindas sobretudo do Bernard, ele que terminou há pouco uma grande digressão usando o nome New Order. Tenho para mim que os New Order se separaram em 2006. Se eu estou a fazer isto pelo dinheiro… é tudo muito hipócrita», atacou.

O baixista, que neste espectáculo é vocalista e tem o filho no baixo, explicou ainda que «a ideia é voltar a Lisboa para tocar o «Closer».

“Aqui está o alinhamento do concerto de Lisboa, tão grande que nem cabe numa só página! Obrigada a toda a gente que veio ver-nos, foi um dos nossos melhores concertos de sempre. VAMOS VOLTAR!”, pode ler-se no mural de Peter Hook and the Light.

A banda partilhou ainda uma foto do concerto, tirada na altura em que os espectadores já se tinham levantado e concentrado frente ao palco. “Aqui está o maravilhoso público de Lisboa… muito obrigado!”, legendaram.

Na primeira parte, os lisboetas Uni Form – a convite de Peter Hook para abrirem o concerto, apontaram a máquina do tempo para 1984, altura em que os New Order, a banda que nasceu das cinzas dos Joy Division, já tinham dois álbuns em carteira, dedicaram uma canção, “Stealer”, ao radialista Nuno Calado, da Antena 3, cujo programa Indiegente celebrou recentemente 15 anos.

JOSH T. PERSON

Lift To Experience, foi o nome que chamou há mais de 10 anos, à sua banda. “Last Of The Country Gentlemen”, foi o disco que fez de Josh T. Pearson um dos renascidos de 2011, e veio a Portugal em Junho passado. Algo como aquilo que John Grant havia sido em 2010. Grant enfeitiçou o Olga Cadaval em Sintra. Pearson apareceu num local mais escuro, mais solitário. Sem ver quem estava à sua frente (pediu mesmo que acendessem as luzes para saber se estava lá alguém), sem ter mais nada no palco excepto um microfone e um fio para ligar à sua semi-acústica.