DAVID BOWIE- GALAXIA- NOME DE CONSTELAÇÃO

A GALAXIA DE bowie

David Bowie tem uma constelação constituída por sete estrelas que formam um desenho igual ao raio da capa do disco “Aladdin Sane”.Um grupo de astrónomos belgas decidiu homenagear David Bowie com a atribuição do nome de uma constelação.

A campanha partiu da rádio belga Studio Brussels, em colaboração com o observatório MIRA, tendo sido criado um site especial, intitulado «Stardust For Bowie», para que o público possa juntar a sua canção preferida a uma das estrelas

O Studio Brussels nos pediu algo que marcasse o nome de Bowie na nossa galáxia. Procurando referências nos seus vários álbuns, escolhemos sete estrelas – Sigma Librae, Spica, Alpha Virginis, Zeta Centauri, SAA 204 132, e Beta Sigma Octantis Trianguli Australis – que formam a constelação que estava nas proximidades de Marte na data da morte de Bowie”, revelou o observatório em nota oficial.

DAVID BOWIE – MICK JAGGER

david_bowie-and-mick_jagger-dancing_in_the_street_sgLive Aid, celebrou-se a 13 de Julho de 1985, David Bowie e  Mick Jagger, t ganham uma projecção planetária. Esta parceria, que podemos apelidar de histórica, esteve prevista para acontecer ao vivo no Live Aid, mas devido a problemas técnicos da altura, tal não foi possível. Ambos não desarmaram, encontram-se então num estúdio em Londres e registaram este tema “Dancing in the Street”.

A faixa é uma versão de um tema de Martha and The Vandellas, escrito e composto por Marvin Gaye e William Stevenson, editado pela primeira vez em 1964.

“Dancing In The Street” é lançado em single e maxi-single, no decorrer do ano de 1985, com o intuito de contribuir com receitas para a fundação “Live Aid/Feed the World” criada,  por Bob Geldof.

O single foi um enorme sucesso o Live Aid foi transmitido para todo o mundo via TV, para uma audiência global estimada em mais 2 biliões de espectadores.

O single foi Nº2 na América e Nº5 em Londres, com passagem também pelo top de venda de singles em Portugal.

FRANK ZAPPA+D. BOWIE+ADRIAN BELEW

Zappa+BelewO guitarrista, cantor, compositor e multi-instrumentista Adrian Belew foi descoberto por Frank Zappa em 1976, quando tocava numa banda de covers num bar em Nashville.

Belew tem tido uma bela carreira: começou com Zappa, ficando com ele de 1977 a 1978, depois juntou-se a David Bowie, posteriormente aos Talking Head e, com dois dos elementos desta banda, formou os Tom Tom Club.

Também é – desde 1981 até hoje – um elemento importante de uma excelente banda, os King Crimson.

Belew tem um blogue – Elephant Blog – que é um deleite para fãs de Zappa e de música em geral, muito por causa de pequenas histórias – chama-lhes anecdotes – que vai partilhando dos encontros e desencontros com grandes nomes do rock, de Mick Jagger a Jimmy Page, e às vicissitudes de uma vida em turné. E como o próprio Zappa já explicara em 200 Motels e não só, «tour can make you crazy».

Uma das histórias mais divertidas que partilhou relaciona-se com o recrutamento de Belew feito por David Bowie em Berlim, a 15 de fevereiro de 1978, à revelia de Zappa – ou assim julgou. Na noite anterior, em Bona, Brian Eno assistira ao primeiro dos concertos de Zappa na então República Federal Alemã; sabendo que o seu compincha Bowie andava à procura de um guitarrista, recomendou Adrian Belew.

Bowie foi assistir ao segundo concerto e, na companhia de Iggy Pop, dirigiu-se aos bastidores. Adrian Belew estava lá, como normalmente fazia quando o mestre, completamente concentrado, fazia um solo mais extenso de guitarra.

Após os cumprimentos e mútuos elogios, Bowie convidou-o a juntar-se à banda.

«Bem, eu estou a tocar com este tipo agora…» – respondeu Belew, apontando para Zappa.

«Sim, eu sei», continuou Bowie, «mas a vossa turné acaba daqui a duas semanas e a minha só começa duas semanas mais tarde».

Combinaram encontrar-se no hotel depois do concerto, mas Belew recorda o que viveu como se tivesse sido um personagem relutante num filme de espiões: Bowie e o assistente trataram do assunto com o maior secretismo, aos sussurros, nada entusiasmados pela eventualidade de Zappa vir a descobrir que andavam a recrutar-lhe um músico sob as suas barbas – bigode, neste caso.

Bowie mandou um carro esperar Belew à porta do hotel. Dali seguiram para um dos restaurantes berlinenses preferidos do cantor, com a intenção de discutir, em segredo, o futuro do guitarrista na banda.

Mas o destino às vezes prega-nos partidas – uma espécie de Cosmic Debris desabando sobre as cabeças dos «espiões»: quando entraram no restaurante, viram que Frank Zappa e alguns elementos da banda já se encontravam lá a jantar.

«Podem imaginar? Quantos restaurantes há em Berlim?», recorda Belew no blogue, ainda incrédulo após todos estes anos.

Bowie em Cannes, 1978

Tinham sido vistos, pelo que não tiveram outro remédio senão sentar-se na mesma mesa. Dez anos antes, as primeiras duas bandas de Bowie – The Buzz e The Riot Squad – tinham tocado e gravado duas canções de Zappa, «It Can’t Happen Here» e «Who Are The Brain Police?»

Em 1978, contudo, o cantor inglês já estava a caminho de se tornar uma super-estrela capaz de cegar toda a gente à sua volta.

De forma desconfortável, Bowie tentou estabelecer um diálogo amigável com o autor de «Be in My Video»:

«Gostei muito do concerto!»

Zappa limitou-se a responder:

«Fuck you, Captain Tom.»

(não só aludindo a uma das canções-charneira de Bowie, «Space Oddity», como aproveitando para despromovê-lo de «major Tom» para «captain».)

Bowie não desarmou e perguntou, conciliador:

«Então, Frank, podemos lidar com isto como adultos, não?»

«Fuck you, Captain Tom.»

«Não, a sério, gostava mesmo de falar contigo»

«Fuck you, Captain Tom.»

Por mais que Bowie tentasse, Zappa respondia sempre da mesma maneira.

Num restaurante da cidade de Berlim dos tempos da Guerra Fria, Zappa erguera um muro impossível de transpor ou derrubar. Finalmente, Bowie desistiu. Na companhia do assistente e de um atrapalhado Belew, abandonou o restaurante. Quando chegaram lá fora, comentou com fleuma britânica: «Bem, aquilo correu realmente bem, não foi?»
Uma conversa de sonho com Frank Zappa

O próprio Belew só falou com Zappa alguns dias depois, quando o apanhou sentado sozinho no autocarro. Sabendo que nos próximos três ou quatro meses Zappa estaria ocupado a editar o filme «Baby Snakes» e não precisaria dele, Belew explicou-lhe que fazia mais sentido entrar em turné com Bowie do que andar a ser pago para não fazer nada.

Zappa levantou-se, apertou-lhe a mão e desejou-lhe boa sorte – conversa encerrada.

Voltariam a falar muitos anos depois, quando Zappa já estava atacado pelo cancro que o mataria – Belew encontrou-o sem a vivacidade de outrora, demasiado velho e cansado para falar normalmente.

Meses antes deste último encontro, em finais de 1992, «um sonho muito vívido» acordara-o às seis da manhã e já não conseguira adormecer.

No sonho eu e o Frank falávamos e ríamos, conversando sobre música e outras coisas. Era como se fossemos amigos, senti-me bem.

Uma vez que não conseguia dormir, saiu do quarto e desceu para a sala, ainda a pensar no sonho que tivera. Num impulso, enviou um fax a Zappa, contando-lhe o sonho e reconhecendo que nunca agradecera devidamente ao homem que o descobrira num bar em Nashville e lhe dera a sua primeira grande oportunidade: «por isso, queria dizer obrigado»

Zappa telefonou-lhe horas depois, durante a tarde. «That was sweet», começou Zappa, na voz gutural de sempre. Sweet, doce, encantador, «foi mesmo essa a palavra que usou», recorda Belew, «uma palavra que não associaríamos a um satírico amargo e radical.»

Tivemos então uma conversa – amigável e descontraída como a do meu sonho. E é assim que prefiro lembrar o Frank.

Marco Santos-Jornalista

DAVID BOWIE

bowie-twiggy-pinupsO primeiro single que Bowie lançou foi na vida foi “Liza Jane”, em 1964

O primeiro álbum do astro do rock, chamado David Bowie, só chegou en 1967. “Rubber Band” foi um dos singles de sucesso do disco.

O guitarrista Peter Frampton foi amigo do David Bowie desde pequeno. Os dois eram da mesma sala no colégio. No futuro, Frampton tocou com Bowie durante anos.

Não existe conhecer Bowie sem saber o que é a “Trilogia de Berlin” (acima). Este é o nome dado para os três álbuns mais importantes, famosos, poderosos e sensacionais que David Bowie fez. Em parceria com Brian Eno, nos anos 70, ele lançou “Low”, “Heroes” e “Lodger” e revolucionou o mundo do rock. Bowie estava em Berlim na época e sofreu influência do pós punk industrial do momento.

Bowie começou a tocar saxofone aos 12 anos de idade. E graças à este talento nós ganhamos músicas como “Young Americans”. Tudo bem que o solo do sax é do David Sanborn, mas a criação é toda de Bowie.

Aliás, Bowie toca praticamente todos os instrumentos do mundo. No álbum “Diamond Dogs”, de 1974, por exemplo, ele toca todos as coisas em todas as músicas: piano, baixo, bateria, etc. Até aquele famoso solo de guitarra de “Rebel Rebel”

Aos 17 anos, com os cabelos compridos, Bowie deu uma entrevista para a BBC porque fundou uma socidade de Prevenção Contra a Crueldade à Homens de Cabelos Grandes: “Não é legal quando as pessoas te chamam de ‘darling’ e coisas do tipo”.

Em “Pin Ups”, de 1973, a modelo icônica Twiggy aparece na capa do disco. Aliás, a cara de Bowie aparece em todos os álbuns dele. O único que não mostra o cantor é uma versão rara de “The Buddha Of Suburbia” que saiu só no Reino Unido.

DAVID BOWIE

bowie estaAs pessoas pensavam que ele estava a morrer. Ele não vai morrer tão cedo, posso garantir isso a vocês… Ele não poderia ter trabalhado durante estes dois anos [em The Next Day] se fosse um homem doente.Ele está muito bem [de saúde], em plena forma. Ele fez a operação em 2004 e foi isso”, explicou Visconti.

“Ele está afiadíssimo. Ele não perdeu nenhuma célula do cérebro”, garantiu o produtor, que aproveitou para amenizar a declaração de que Bowie nunca mais se apresentará ao vivo. “Ele não quer mais fazer turnés. Ele não aguenta mais. Mas não descarta fazer um show ou outro. Foi um alívio para mim ouvir isso”.

Bowie parece não revelar grande vontade de voltar a “tempo inteiro” à música e Paul Trynka, biógrafo que o ano passado lançou Starman, mais um livro sobre a carreira do cantor, declarou que Reality, o álbum de 2003, pode muito bem ter sido o último lançamento de originais de Bowie: “O meu coração diz-me que ele há-de voltar, mas a minha cabeça prefere pensar que quase de certeza isso não vai acontecer. Penso que ele só regressaria se pudesse lançar algo sísmico. Se regressas ao palco tem que ser com algo que tem uma enorme explosão e muitos flashes. Seria um milagre se ele voltasse, mas é verdade que os milagres acontecem””. Estamos, portanto, perante um milagre. Há que dar graças.

Visconti trabalhou com Bowie em The Next Day, o novo álbum do cantor, com lançamento previsto para março. É o primeiro álbum de inéditas de Bowie desde 2003.

DAVID BOWIE ANIVERSARIO 66 ANOS

BAFnzEeCIAALFqoÉ assim tão bom ouvi-lo cantar de novo. Esta manhã, acordar com uma nova música de David Bowie chamada “Where Are We Now?”. A canção aparecerá no novo álbum de estúdio, o 30º, chamado The Next Day.

O álbum sai em março, mas há música e um vídeo para a música podese assistir no site reformulado de Bowie; ou no meu facebook. tudo isso acontece com David Bowie fazer hoje 66 anos.

A música e o vídeo olham para trás para dia do músico britânico em Berlim no final dos anos 1970, dia em que a Cortina de Ferro ainda estava firmemente no lugar, e Bowie vivia por cima de uma oficina de reparação automóvel durante um tempo. Nesses dias criou alguns dos seus trabalhos mais memoráveis, como The Idiot e Lust for Life com Iggy Pop e a brilhante trilogia de álbuns com Brian Eno, Low, Heroes e Lodger.

The Next Day foi produzido por Tony Visconti, que começou a trabalhar com Bowie no final dos anos 1960, começando no álbum Space Oddity. Visconti também trabalhou no último álbum de Bowie, Reality.

O vídeo está repleto de imagens gritantes daqueles dias em Berlim e Bowie olhando para trás fazendo a pergunta: “Onde estamos agora?” e repetindo o refrão: “The moment you know, you know, you know.”

A lista de músicas do álbum. A edição de luxo conterá mais 3 músicas.

1. The Next Day
2. Dirty Boys
3. The Stars (Are Out Tonight)
4. Love Is Lost
5. Where Are We Now?
6. Valentine’s Day
7. If You Can See Me
8. I’d Rather Be High
9. Boss of Me
10. Dancing Out in Space
11. How Does the Grass Grow?
12. (You Will) Set the World On Fire
13. You Feel So Lonely You Could Die
14. Heat

TRIBUTO A DAVID BOWIE – SOULWAX e 2 MANY DJs

Você tem uma hora extra? Se assim for, então pode querer gasta-la assistindo ao audio-visual project, 23rd segment dos Dewaele irmãos Soulwax e 2ManyDJs’ Radio Soulwax project, “Dave”.

O filme, é um tributo a David Bowie, Hannelore Knuts pelas estrelas e modelos femininas belgas, Hannelore Knuts, um olhar fantástico como o homem principal, e leva-nos através de um mundo estranho, sonhador de icónicas imagens de David Bowie, periodicamente, dobrando para trás como uma impressora surreal que imprime os seus álbuns, um após outro. O filme é definido como uma grande mistura das melhores canções de Bowie, e tem algumas realmente estranhas, com momentos incríveis.

DAVID BOWIE E CATHERINE DENEUVE

The Hunger (1983) David Bowie and Catherine Deneuve. Este conto de vampiros sexy ocorre principalmente num reino ridículo de espaçosas moradias e caixões cheios de fumaça. Mas inclur a cena de abertura só: os sanguessugas David Bowie e Catherine Deneuve movem-se, vagueam furtivamente, como em busca de presas doces no downtown nightclub, enquanto os Bauhaus atacam com força a batida de “Bela Lugosi’s Dead.

DAVID BOWIE, E OUTRAS BANDAS REFEREM O PLANETA MARTE

Marte tem inspirado a literatura de ficção científica, principalmente no século XX : marcianos que viajam para a terra (para atacar ou ajudar) ou os terraqueos voam  até Marte (para explorar e colonizar ).

H.G. Wells, com A Guerra dos Mundos (1906), inaugura a primeira veia, e o seu aspecto assustador, com alienígenas invasores (nos EUA, graças a um programa de rádio de Orson Welles, chegou-se  a acreditar e entraram em pânico ) até que são destruídos por uma epidemia de microorganismos. Em 1959, Kurt Vonnegut escreve uma variante , Sirens of Titan.

o autor de Tarzan, de Edgar Rice Burroughs, em 1917 iniciou-se com a serie, Uma Princesa de Marte,  John Carter acorda um dia no planeta vermelho e confraterniza com os seus habitantes  rapidamente, arrnanja uma namorada e sente-se um super-homem.

Uma criança americana de dez anos (Ray Bradbury) lia avidamente estas histórias (num total de onze volumes) e, em 1950, The Martian Chronicles-Crónicas Marcianas, uma obra-prima da ficção científica. Um conjunto de relatos onde os humanos conquistam Marte.

Philip K. Dick nos anos 60 abunda nesta visão sombria em narrativas como  em Tempo de Marte , onde comunidades isoladas habitam um planeta inóspito.  Kim Stanley Robinson, na sua trilogia 1993-94-96 (Red Mars, Green Mars, Blue Mars)  conta a história optimista dos primeiros cem colonos, que são a chave para a vida eterna.

No passado seis de junho comemorou-se o quarenta aniversario da publicação do disco The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars uma das obras mais importantes do primeiros dias de David Bowie. Apenas um ano depois de Hunky Dory, um outro marco na sua discogarfia. Ambos os discos foram unidos, nomeadamente, o estado vibrante de criatividade do autor e do uso de um determinado assunto e iconografia visual. Por exemplo, Marte. No primeiro desses álbuns, Bowie criou a personagem Ziggy Stardust como um extraterrestre bisexual de aspecto andrógino. Em Hunky Dory, o tema já vai para um sentido como Life on Mars? saiu novamente a colagem ao planeta vermelho.

A história da música pop e rock é marcada por centenas, milhares de referências inspiradas no planeta Marte e nas suas letras. Ou nos próprios nomes dos protagonistas, há Mick Mars, guitarrista do Mötley Crüe chamado na realidade Bob Alan Deal; tambem se encontra Bruno Mars, mas que se chama Peter Gene Hernández; um lendário (em 1973 e com apenas um disco) o grupo de rock progressivo italiano Campo de Marte, um fluxo forte de bandas espanholas e latino-americanas, como Sol de Marte, Toboganes a Marte ou simplesmente, Marte.

Há também referências muito mais reconhecidos como o extraordinário duo alemão Mouse on Mars, cuja evocativa mistura de post-rock, dub, techno e trance,  influenciou bandas Anglo-saxónicas (Fear of Music dos Talking Heads), ou os actuais 30 Seconds to Mars, banda californiana propensa a um tipo de rock.

Mas canções no entanto,  a influência de Marte tem sido mais evidente,  Radio Futura em Divina (os bailes de Marte), em nomes ligado a Bowie aparecem T. Rex (Ballrooms of Mars),  Lou Reed (Satellite of love) e em outro extremo pode-se  situar  as viagens de Jimi Hendrix (The stars that play with laughing Sam’s dice) e Grateful Dead (Black-throated wind). Também Rocket Man de Elton John ou Venus and Mars de Paul McCartney.

DAVID BOWIE – ZIGGY STARDUST – 40º ANIVERSARIO

O 40º aniversário «The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars» encontra um David Bowie na reforma a gerir o vasto património que deixou à humanidade desde a segunda metade do Séc. XX. De acordo com o seu biógrafo, dificilmente abandonará esse retiro mas se uma condição verbal fosse necessária para descrever este álbum e todo o trajecto do «camaleão» seria um pretérito quase perfeito.

Do ponto de vista conceptual, «…Ziggy Stardust…» é um farol da representação musical, da criação de uma personagem sustentada num argumento traduzido em canções. E que canções! De «Moonage Daydream» a «Ziggy Stardust», terminando em «Rock´n´Roll Suicide», Bowie escrevia um dos capítulos supremos da história do rock, particularmente o de 70.

O alter-ego andrógeno era não só o traço de uma época de excessos e extravagâncias – que teve em Alice Cooper e nos Kiss as outras personagens de maior revelo – como uma referência ainda hoje recorrente na caracterização de uma personagem sustentada pela música. Marylin Manson, Lady Gaga ou Lana Del Rey demonstram que, décadas depois, a história não perdeu actualidade.

Ascenção e a queda de um superherói do rock dão origem a hinos que não se viriam a revelar proféticos para Bowie: este seria apenas o primeiro capítulo de uma narrativa que se iria virar para a América negra na trilogia «Pin Ups», «Diamond Dogs» e «Young Americans» antes de encontrar em Berlim a sede de todas as experiências. Se o significado histórico não for suficiente, a remasterização do som é, de facto, uma mais-valia.