FRANK ZAPPA+D. BOWIE+ADRIAN BELEW

Zappa+BelewO guitarrista, cantor, compositor e multi-instrumentista Adrian Belew foi descoberto por Frank Zappa em 1976, quando tocava numa banda de covers num bar em Nashville.

Belew tem tido uma bela carreira: começou com Zappa, ficando com ele de 1977 a 1978, depois juntou-se a David Bowie, posteriormente aos Talking Head e, com dois dos elementos desta banda, formou os Tom Tom Club.

Também é – desde 1981 até hoje – um elemento importante de uma excelente banda, os King Crimson.

Belew tem um blogue – Elephant Blog – que é um deleite para fãs de Zappa e de música em geral, muito por causa de pequenas histórias – chama-lhes anecdotes – que vai partilhando dos encontros e desencontros com grandes nomes do rock, de Mick Jagger a Jimmy Page, e às vicissitudes de uma vida em turné. E como o próprio Zappa já explicara em 200 Motels e não só, «tour can make you crazy».

Uma das histórias mais divertidas que partilhou relaciona-se com o recrutamento de Belew feito por David Bowie em Berlim, a 15 de fevereiro de 1978, à revelia de Zappa – ou assim julgou. Na noite anterior, em Bona, Brian Eno assistira ao primeiro dos concertos de Zappa na então República Federal Alemã; sabendo que o seu compincha Bowie andava à procura de um guitarrista, recomendou Adrian Belew.

Bowie foi assistir ao segundo concerto e, na companhia de Iggy Pop, dirigiu-se aos bastidores. Adrian Belew estava lá, como normalmente fazia quando o mestre, completamente concentrado, fazia um solo mais extenso de guitarra.

Após os cumprimentos e mútuos elogios, Bowie convidou-o a juntar-se à banda.

«Bem, eu estou a tocar com este tipo agora…» – respondeu Belew, apontando para Zappa.

«Sim, eu sei», continuou Bowie, «mas a vossa turné acaba daqui a duas semanas e a minha só começa duas semanas mais tarde».

Combinaram encontrar-se no hotel depois do concerto, mas Belew recorda o que viveu como se tivesse sido um personagem relutante num filme de espiões: Bowie e o assistente trataram do assunto com o maior secretismo, aos sussurros, nada entusiasmados pela eventualidade de Zappa vir a descobrir que andavam a recrutar-lhe um músico sob as suas barbas – bigode, neste caso.

Bowie mandou um carro esperar Belew à porta do hotel. Dali seguiram para um dos restaurantes berlinenses preferidos do cantor, com a intenção de discutir, em segredo, o futuro do guitarrista na banda.

Mas o destino às vezes prega-nos partidas – uma espécie de Cosmic Debris desabando sobre as cabeças dos «espiões»: quando entraram no restaurante, viram que Frank Zappa e alguns elementos da banda já se encontravam lá a jantar.

«Podem imaginar? Quantos restaurantes há em Berlim?», recorda Belew no blogue, ainda incrédulo após todos estes anos.

Bowie em Cannes, 1978

Tinham sido vistos, pelo que não tiveram outro remédio senão sentar-se na mesma mesa. Dez anos antes, as primeiras duas bandas de Bowie – The Buzz e The Riot Squad – tinham tocado e gravado duas canções de Zappa, «It Can’t Happen Here» e «Who Are The Brain Police?»

Em 1978, contudo, o cantor inglês já estava a caminho de se tornar uma super-estrela capaz de cegar toda a gente à sua volta.

De forma desconfortável, Bowie tentou estabelecer um diálogo amigável com o autor de «Be in My Video»:

«Gostei muito do concerto!»

Zappa limitou-se a responder:

«Fuck you, Captain Tom.»

(não só aludindo a uma das canções-charneira de Bowie, «Space Oddity», como aproveitando para despromovê-lo de «major Tom» para «captain».)

Bowie não desarmou e perguntou, conciliador:

«Então, Frank, podemos lidar com isto como adultos, não?»

«Fuck you, Captain Tom.»

«Não, a sério, gostava mesmo de falar contigo»

«Fuck you, Captain Tom.»

Por mais que Bowie tentasse, Zappa respondia sempre da mesma maneira.

Num restaurante da cidade de Berlim dos tempos da Guerra Fria, Zappa erguera um muro impossível de transpor ou derrubar. Finalmente, Bowie desistiu. Na companhia do assistente e de um atrapalhado Belew, abandonou o restaurante. Quando chegaram lá fora, comentou com fleuma britânica: «Bem, aquilo correu realmente bem, não foi?»
Uma conversa de sonho com Frank Zappa

O próprio Belew só falou com Zappa alguns dias depois, quando o apanhou sentado sozinho no autocarro. Sabendo que nos próximos três ou quatro meses Zappa estaria ocupado a editar o filme «Baby Snakes» e não precisaria dele, Belew explicou-lhe que fazia mais sentido entrar em turné com Bowie do que andar a ser pago para não fazer nada.

Zappa levantou-se, apertou-lhe a mão e desejou-lhe boa sorte – conversa encerrada.

Voltariam a falar muitos anos depois, quando Zappa já estava atacado pelo cancro que o mataria – Belew encontrou-o sem a vivacidade de outrora, demasiado velho e cansado para falar normalmente.

Meses antes deste último encontro, em finais de 1992, «um sonho muito vívido» acordara-o às seis da manhã e já não conseguira adormecer.

No sonho eu e o Frank falávamos e ríamos, conversando sobre música e outras coisas. Era como se fossemos amigos, senti-me bem.

Uma vez que não conseguia dormir, saiu do quarto e desceu para a sala, ainda a pensar no sonho que tivera. Num impulso, enviou um fax a Zappa, contando-lhe o sonho e reconhecendo que nunca agradecera devidamente ao homem que o descobrira num bar em Nashville e lhe dera a sua primeira grande oportunidade: «por isso, queria dizer obrigado»

Zappa telefonou-lhe horas depois, durante a tarde. «That was sweet», começou Zappa, na voz gutural de sempre. Sweet, doce, encantador, «foi mesmo essa a palavra que usou», recorda Belew, «uma palavra que não associaríamos a um satírico amargo e radical.»

Tivemos então uma conversa – amigável e descontraída como a do meu sonho. E é assim que prefiro lembrar o Frank.

Marco Santos-Jornalista

THE RESIDENTS – HISTORIA – RANDY, CHUCK, BOB & CARLOS

Bob, Chuck and Randy of The Residents during the Talking Light tourDIZ-SE???  Os The Residents são:  Homer Flynn III (voz) e Hardy Fox a força motriz e, Jay Clem ( tornou-se num corretor de imóveis ) e John Kennedy.  Jay e John deixaram o colectivo em 1981, mas na verdade John terá deixado mais cedo (ele não gostava do estilo sexo ‘n’ drogas  da vida hippie).No meu mundo são Randy, Chuck, Bob & Carlos

Após a perda de Snakefinger (o quinto Resident) eles perderam suas linhas melódicas esquizofrênicos estranhos que foram único. Isso é o que torna tão perceptível após 13 de turnê de aniversário. Sem Rock’n’Roll, não exotica a maneira que só Snakefinger poderia ter feito isso …

O que tudo isso significa? Eu não faço ideia.
– Les Claypool, Primus
(from Theory of Obscurity: a film about The Residents).

Homer Flynn of the Cryptic Corporation we spoke

É quase impossível escrever sobre The Residents. Estamos a falar de uma banda que em torno de mais de 40 anos, nunca parou de criar. Desde o lançamento do single “Santa Dog”, que pode ser considerado o primeiro registo dos seminais Avant Rockers da Bay Area e o primeiro disco editado da banda, pela Ralph Records.

Não só eles continuam a produzir obras de arte estranhas numa base quase anual, e recusam-se a fazer referência a qualquer do seu anterior material. Eles se recusam a reconhecer sua própria história, excepto por razões comerciais.
(Eles precisam comer também, certo?

Esta é uma banda que fica na borda do sangramento, adoptando cada novo meio e formato o mais cedo possível – CD Roms, Podcasts, YouTube, etc. – tendo para cada um dar uma volta e empurrando para descobrir novas capacidades de seguida, soprando passado esses limites em novos territórios desconhecidos.

Esta é uma banda que não gosta de fazer uma turnê, porque os impede de fazer coisas novas. Escrever sobre The Residents é uma tarefa que poucas pessoas o fizeram (Matt Groening é apenas um exemplo.) Muitos tentaram e os resultados são mistos.

De qualquer forma, os THE RESIDENTS sempre terão algo a dizer, Forever.

Para se tornar seu próprio Resident, quais são algumas ferramentas úteis?

Para começar, todo mundo é um Resident já, mas para aqueles que não tem contato com seu globo ocular interno, a única ferramenta necessária é a capacidade de abrir a alma e deixar que a vida vem gritando. Para ser um Resident é permitir a criatividade que reside em todos nós.

“O amor é uma falha da mente para entender a natureza.”
Hedy Lamarr (em Camarada X)
Você precisa de formação musical para se tornar um residente?

Não

O que sabemos sobre The Residents,  os rei estranhos de São Francisco? Um monte de factos, há muito mais que o segredo foi mantido por mais de 40 anos. Ainda assim, para eles, a história começa em Shreveport, Los Angeles, onde se conheceram quando eram adolescentes. Mas, em meados dos anos 60, algo os empurrou para San Francisco.

Foi o Sul um lugar inóspito para os The Residents?

Exceto para outros sulistas, o Sul em geral foi um lugar inóspito no final dos anos 60, mas você tem que entender que era uma região sob cerco na época. Ninguém gosta ter de dizer o que fazer e as pessoas no Sul estavam sendo solicitados a mudar, uma mudança que lhes foi imposta a partir do exterior. Os escravos podem ter sido dada a sua “liberdade” na década de 1860, mas, infelizmente, levou 100 anos para que todos possam perceber, por isso esta mudança era, obviamente, atrasada, mas não veio facilmente. The Residents were happy to leave.

O que os The Residents pensam da cena Haight-Ashbury de final dos anos 60?

De uma perspectiva “oficial”, os The Residents como um grupo não existia durante o período de Haight-Ashbury, mas eles estavam conscientes e definitivamente inspirados pela cena hippie. Às vezes, eles têm mesmo alegou que o colapso do que foi, e a sua assimilação de volta na cultura mainstream, juntamente com a sua subsequente perda de tomada de risco foi uma grande inspiração para eles.

A história se passa (de acordo com o Uncle Willie) que os quatro fizeram o seu caminho para San Francisco, mas acabou-se gás em San Mateo onde se hospedaram (por um tempo, pelo menos.) E foi aí que começaram fazer “música”.

Quando foi a primeira vez que estavam animados com a música que estavam fazendo?

“I don’t know anything about music. In my line you don’t have to.”
Elvis Presley

Os moradores começaram por bater em coisas: potes, panelas, caixas de papelão, próprias – e, ocasionalmente, até mesmo bateria, teclados e guitarras. Este processo surra começou em finais dos anos 60, quando eles percebiam o mundo, ocasionalmente reforçada pelo uso de drogas, como um todo aberto, vale-tudo condição. Armado com essa mentalidade, eles estavam animado assim que eles bateram em sua primeira caixa de papelão.

Será que a banda deixou qualquer outra música influenciá-los?

Os The Residents tiveram muitas influências e algumas eram musicais, mas etambém foram inspirados por muitos elementos da cultura – de Marshall McLuhan a Kurt Vonnegut, ou Federico Fellini. Musicalmente as influências eram tão variadas, Sun Ra, Harry Partch, Moondog, Frank Zappa, The Beatles e de Billy May Fat Big Brass.

Você acha que alguém comprou ” Santa Dog” na esperança de que era algum registo run-of-the-mill  de Natal?

“Santa Dog” foi dado ; nunca foi vendido, excepto entre os coleccionadores.

“Santa Dog” ainda soa fresco hoje. Por que você acha que é assim?

Tal é o poder da ingenuidade. Shirley Temple e Moondog ainda parecem frescos para mim.

“Eu me lembro que em 1976 ou 1977, os DEVO estavam “playing outside”(?!?) na frente de uma loja de discos em Cleveland chamada Hideodrome. Crocus Behemoth, (vocalista dos Pere Ubu, e mais tarde torna-se David Thomas), estava lá, e depois do nosso show, me deu um par de 45s que tinha lá, sendo um deles essa música dos Hawkwind, uma super longa introdução instrumental, que em 3 minutos desapareceu. Talvez tivésse apenas tocado “Gut Feeling”(?), mas a canção que me impressionou foi a versão de “Satisfaction”, uma canção dos DEVO também cover dos Residents.

Lembro-me de ter ficado impressionado com a sensação de uma alma gêmea em algum lugar na costa oeste do país, e quando chegamos na Califórnia, nós as pessoas e fãs como PeeWee Herman, Gary Panter e Richard Duardo. Eu sempre pensei neles como um dos verdadeiros espíritos criativos do final dos anos 70, e ainda não poder ajudar, mas rir quando ouço a incrível “castrated cover”, James Brown “This is a Man’s World.”
– Mark Mothersbaugh, DEVO

“DEVO nunca pensaram nos The Residents  como a concorrência. Nós olhamos para eles. Nós respeitamo-los. Nós realizamos-nos num patamar estético como deveríamos ser capazes de o fazer o que estamos fazendo, bem como o que eles estão fazendo. Nós respeitamos os The Residents como artistas. Eles levantaram o bar para nós “.

Gerald Casale, DEVO
(from Theory of Obscurity: a film about The Residents)

the residents-vhs

Mesmo antes de começar a gravar seu primeiro registo como The Residents, eles estavam trabalhando num projecto de filme chamado, Vileness Fats, que caiu depois de investirem quatro anos nele. Quão difícil foi para o grupo desistir de trabalhar nele?

Foi extremamente difícil, mas como uma barra lateral para o projeto, havia um monte de conflitos internos que aconteceram quando  Vileness Fats, estava sendo feito. Eu acho que, finalmente, perceberam que a rescisão de Vileness Fats, dava-lhes uma melhor chance de reparar as suas relações e seguirem em frente. Foi aparentemente verdadeiro.

Foi o conceito por trás de Eskimo de forma alguma influenciado pela tecnologia disponível?
Os The Residents encontraram sempre um certo fascínio na justaposição do crude contra o sublime, o primitivo contra a tecnologia, conflitante com a matéria-refinado, e Eskimo é um exemplo perfeito da obsessão. Consequentemente, a tecnologia, especialmente na forma de gravação multi-track foi um enorme componente de Eskimo. Eles adoraram a idéia de bater nas suas panelas e frigideiras e gravá-la em equipamentos sofisticados.

Author’s Note: The uninitiated should take a moment and listen to the 1979 concept album Eskimo as soon as possible. The aural experience of the album’s arctic world, created with recording technology from the ’70s, is astounding — it manages to sound both timeless and unlike anything you’ve ever heard.)

Os The Residents mudaram com os tempos. Existe alguma coisa que perca sobre a velha tecnologia que eles usaram?

Foi-me dito que há duas coisas The Residents perdem sobre o passado: o acidente fortuito e ingenuidade. A tecnologia digital permite frequentemente muito controle, consequentemente, é muito fácil de corrigir algo em oposição a aceitá-lo e maquinando uma razão absurda para a sua existência.

À medida que a fama começou a subir, a banda firmemente escondeu as identidades dos seus membros, indo tão longe como a criação de uma corporação que actuou, entre outras coisas, como porta-voz para a banda. Isso não significa que os membros da banda não saem em público;  sempre o fizeram, saíram vestindo as suas famosas máscaras globo ocular e deixar alguém da Cryptic Corporation falar.

Como  os The Residents colaboram com outros músicos sem revelar as suas identidades?

Os The Residents não escondem as suas identidades dos seus colaboradores. A ocultação cria barreiras entre as pessoas, enquanto a abertura promove a confiança. As pessoas com que os The Residents trabalham são internas,  não externas. Eles são seus amigos.

O que veio primeiro, The Residents ou a  Cryptic Corporation? Porque Os Residentes trabalham com uma corporação?

Os Residents são anteriores à Cryptic Corp por quatro anos. A Cryptic existe principalmente como proteção ou como um escudo para os The Residents. Ao cuidar dos assuntos de negócios ou do grupo, bem como a sua comercialização e necessidades promocionais, a Cryptic Corp tem permitido aos Residents concentrar-se na saída puramente criativa- ou pelo menos esse era o plano. Infelizmente a vida real tem uma maneira de se intrometer – os melhores planos e tudo o que – por isso às vezes a merda fica no caminho.

Depois pegando no ritmo do álbum conceptual The Third Reich ‘n’ Roll,  a banda iria encontrar o seu passo com o álbum Fingerprince. Encontra a sua voz no estúdio, o grupo, então, liberta  1-2-3 a combinação que vai elevá-los ao trono de estranho: Duck Stab, Eskimo and last but not least,  e por último mas não menos importante, The Comercial Album.

A banda chegaria muito além do underground em que cresceram, graças ao seu anonimato inabalável e acrobacias como a compra de tempo numa estação de rádio San Francisco e tê-las tocado todas as faixas The Commercial Album durante spots publicitários. A banda também levaria outro projecto enorme, The Mole Show, um live act com base em torno de um trio de álbuns sobre “uma cultura expulsa das suas casas por uma tempestade e forçada num confronto com outro povo”. Mas, mais uma vez The Residents empreenderam um projecto que foi além de seus meios.

Os Internautas dizem que uma vez em na tourné de Wormwood, um guitarrista dos The Residents foi atingido na cabeça por uma pedra. Houve outros incidentes como esse?

“Eu cometi erros em drama. Eu pensei que o drama era quando os actores choram. Mas o drama é quando o público grita “. Frank Capra

Não houve outros incidentes bastante drásticos, mas Penn Jillette, que era o narrador na tourné de The Mole Show, foi atacado por um fã enlouquecido, enquanto estava algemado numa cadeira de rodas no palco. O palco estava cheio de fumo na época, mas felizmente o segurança de palco avistou o rapaz e puxou-o para fora de Penn.

Qual foi que a reação mais violenta que conheçe num concerto dos The Residents?

A reação mais extrema foi uma ovação de 20 minutos no final de The Mole Show, quando The Residents tocaram no Olympia em Paris. Os Residents não tinham feito um encore e o público literalmente se recusou a sair nem um. Sentindo que não tinham escolha, o grupo finalmente cedeu e voltou, repetindo uma música que já havia tocado anteriormente.

The Mole Show,  um conceito enorme de turnê esteve corretamente ao nível dos Residents? Teria sido melhor se fosse, digamos, U2 no final dos anos 90?

“Life is like a shit sandwich: the more bread you have, the less shit you have to eat.”
Edward R. Murrow

Como mencionei anteriormente, ingenuidade desempenha um grande papel em muitos dos trabalhos anteriores dos The Residents e The Mole Show é um excelente exemplo. A tourné foi muito grande, muito longa, muito pesada e definitivamente mal aconselhada; depois disso, juraram que nunca faria uma turnê novamente. Seria certamente interessante ver os U2 tentar The Mole Show. Eu poderia até comprar um bilhete.

O facto de que a banda teve que largar a mammoth Mole Show trilogy antes de ter sido concluída não fez nada para atrasá-los ou até mesmo dissuadi-los de fazerem igualmente enormes álbuns conceituais. Uma série de álbuns onde fizeram covers de artistas tão diversos como Hank Williams, George Gershwin e James Brown levou para a tourné Cube E, que viu  os The Residents trazer esses estranhos samplings de Americana para as massas através de um show ao vivo em grande escala.

A banda também abraçou a tecnologia emergente do tempo, inclusive lançando álbuns como “Freak Show” apenas em CD-rom.

Em retrospectiva, como você avaliaria os CD-Roms como um formato de álbum e por quê? Será que eles funcionam como você queria que eles funcionassem?
Eu acho que os The Residents veêm os seus CD-ROMs como álbuns do período de tempo meados dos anos 90, mas desde Freak Show que foi um projeto de música em primeiro lugar,  Gingerbread Man foi uma música e híbrida interactiva,  o único Bad Day on the Midway pode ser visto como um “puro” CD-Rom; consequentemente foi o mais satisfatório dos três.

Ao longo dos anos, parece que os Residents têm concentrado os seus esforços em inovar a arte de contar histórias, de ópera de palco- como mostra as obras de vídeo serializados. Como os The Residents se vêem como contadores de histórias, e como é possível eles terem tantas histórias para contar?

Definitivamente veêm como contadores de histórias. Eles sentem-se como se o mundo está cheio de histórias,.. tudo que você tem a fazer é olhar dentro e ao seu  redor.

Outras mudanças vieram – nova tecnologia (tanto para compor e executar), novos formatos de mídia, como podcasts e vídeos do YouTube, e até mesmo novos colaboradores, mais notavelmente o compositor Charles BoBuck. Mas a última década viu também “Carlos,” o baterista, um dos quatro membros originais, deixar o grupo. Ainda assim, continuam implacável, como um trio, mas ainda assim a sua constante saída é tão estranha como nunca.

Wormwood foi um show de palco elaborado com base em histórias bíblicas. A Bíblia tem muita influência sobre The Residents?
Sendo do Sul, a maioria dos The Residents vêm de um fundo bastante WASP-like. A Bíblia teve uma forte influência na sua juventude, mas como um monte de pessoas, esqueceu as suas raízes bíblicas até que chegou a hora de pesquisar Wormwood, e quando o fizeram, a Bíblia fundiu suas mentes. Eles viram o Antigo Testamento como uma janela surpreendente num estranho, universo alternativo escuro e uma fonte incrível de material. Além de Wormwood, eles tiveram uma idéia para uma série de TV baseada na Bíblia, onde Deus é um estrangeiro todo-poderoso do espaço exterior que vê um tipo de humanidade como uma fazenda de formigas que ele gostava de tocar com a sua juventude, mas, eventualmente, ficou aborrecido com após alguns milhares de anos. Os Residents não estão otimistas sobre a série a ser produzida.

Quão duro foi quando Carlos (o baterista) deixou o grupo? Houve alguma discussão sobre a substituição dele?

Havia definitivamente sentimentos mistos sobre saída de Carlos, mas o sentimento geral é que era atrasada. Houve concordância total que uma pessoa como Carlos nunca poderia ser substituída.

“Mushroom” é um grande exemplo da música de dança. The Residents gosta de dançar?

Os Residents gostam de dançar – nús, na chuva.

Será que alguém comprou o frigorifico- ultimate box set?

Um deles foi comprado por um jovem em Indiana, que atende pelo nome de Tripmonster. Outro foi recentemente adquirida pelo Museu de Arte Moderna de Nova York.

Os The Residents criam sonhos / magias, bem como o melhor deles. Eles sempre parecem conseguir isso com a sua mistura única do primitivo e tecnologia. E eu suponho que tudo isso pode ser considerado uma possível definição de arte “.
– Eric de Drew Feldman, produtor / teclista

Em todas as fases da minha associação com eles, eu não estava ciente de qualquer outra pessoa que estava fazendo o que estavam fazendo, embora muitas pessoas fizessem coisas posteriores que mostraram claramente a sua influência, embora geralmente não tão interessantes ou espirituosamente.
– Joshua Raoul Brody, ex-teclista dos The Residents

snakefinger

Como é que os The Residents se sentem sobre publicação de vídeo on-line em sites como YouTube ou Vimeo? Será que em vez apenas de conseguirem os seus filmes para o mundo, eles percam embalagem (e os benefícios financeiros) de venderem um produto como um DVD?

Como a cultura se move de produto físico, coisas que, na verdade criam renda a vapor digital, que os jovens parecem sentir deverem ser livres (?), Os Residents como um monte de artistas, está se perguntando onde vai esta mudança deixá-los. Mas eles também acreditam que:

1) a mudança é real e inevitável, especialmente em situações em que as editoras têm rasgando as pessoas durante anos,  2) a mudança cria novas oportunidades.

Os Residents só espero que vivam o tempo suficiente para explorarem essas mudanças antes de se tornar vapor si.

Algum dos Residents,  são pais ou até mesmo avós? Será que eles têm todo o conselho que os pais podem passar?

Os Residents têm filhos, mas esta aventura no território gostam de manter separado das suas chamados vidas profissionais. O único conselho que posso dar seria que as crianças são uma bênção – não há muito que seja verdadeiramente significativo na vida, mas é importante para as pessoas estarem para lá dos seus filhos.

O que têm a dizer sobre as alterações para San Francisco que temos visto ao longo dos anos? Algum deles com problemas de terem fixado o preço para fora da cidade?
Para meu conhecimento eles não têm muito a dizer sobre as mudanças em San Francisco, com excepção de que a mudança é uma realidade que deve ser surfada – com ou sem os Beach Boys. Tentando parar a mudança é como mijar contra um furacão. Nada de bom vem de fora, a não ser a roupa acre e uma bexiga vazia.

Planos para uma turnê pelos Estados Unidos?

Os Residents acabarm de completar 7 shows mini-turnê pela Europa – incluindo uma breve passagem na Terra Santa, chamado Shadowland, como “Part 3 of the Randy, Chuck & Bob Trilogy”. Shadowland é provável que seja turnê nos Estados em 2015, provavelmente no outono.

Por que os moradores pararam de usar as máscaras globo ocular?

Eles cansaram-se deles. Originalmente queriam ter um disfarce diferente para cada projecto, mas senti que ficaram”presos” nos globos oculares por razões de marketing. Eles estavam prontos para socorrer muito antes do que realmente aconteceu.

Será que as verdadeiras identidades da banda serão reveladas em algum momento?

Qual é a identidade de uma idéia? Como o cheiro de pipoca ou a promessa de chuva num dia quente de verão, a essência dos The Residents é mais efêmera do que corporal. How can a person or several people live up to the boundless bullshit known as The Residents?

FRANK ZAPPA

zapa1966-Freak Out!
1967-Absolutely Free
1967/1968- We’re Only In It For The Money-Lumpy Gravy
1968-Cruising With Ruben And The Jets
1968-Ahead Of Their Time
1969-Mothermania
1969-Uncle Meat CD 1
1969-Uncle Meat CD 2
1969-Hot Rats
1970-Burnt Weeny Sandwich
1970-Chunga’s Revenge
1970-Weasels Ripped My Flesh
1971-200 Motels CD 1
1971-200 Motels CD 2
1971-Fillmore East – June 1971
1971-Swiss Cheese and Fire (CD1)
1971-Swiss Cheese and Fire (CD2)
1972-The Grand Wazoo
1972-Just Another Band From L.A.
1972-Waka-Jawaka
1973/1974-Apostrophe(‘)-Overnite Sensation
1974-Roxy And Elsewhere
1975-One Size Fits All
1975-Bongo Fury
1976-Zoot Allures
1978-Studio Tan
1978-Zappa In New York [CD1]
1978-Zappa In New York [CD2]
1979-Joe’s Garage (Disc 1)
1979-Joe’s Garage (Disc 2)
1979-Orchestral Favorites
1979-Sheik Yerbouti
1979-Sleep Dirt
1981-Tinseltown Rebellion
1981-You Are What You Is
1981-Shut Up ‘N Play Yer Guitar (Disc 1)
1981-Shut Up ‘N Play Yer Guitar (Disc 2)
1982-Ship Arriving Too Late To Save A Drowning Witch
1983-London Symphony Orchestra
1983-The Man From Utopia
1983-Baby Snakes
1984-The Perfect Stranger
1984-Them Or Us
1984-Thing Fish (Disc 1)
1984-Thing Fish (Disc 2)
1984-Francesco Zappa
1986-Jazz from Hell
1986-Meets The Mothers Of Prevention
1986-Does Humor Belong In Music
1988-Guitar (Disk I)
1988-Guitar (Disk II)
1989-Broadway The Hard Way
1991-Make A Jazz Noise Here
1992-Playground Psychotics
1993-The Yellow Shark
1994-Civilization, Phaze III (Act One)
1994-Civilization, Phaze III (Act Two)
1996-Frank Zappa Plays the Music of Frank Zappa A Memorial Tribute
1996-LATHER (disk 1)
1996-LATHER (disk 2)
1996-LATHER (disk 3)
1996-The Lost Episodes
1997-Have I Offended Someone
1998-Mystery Disc
2009-The Lumpy Money Project/Object (Disc 1)
2009-The Lumpy Money Project/Object (Disc 2)
2009-The Lumpy Money Project/Object (Disc 3)
2010-‘congress Shall Make No Law…’
2010-Hammersmith Odeon

Frank Zappa-You Can’t Do That On Stage Anymore Vol. 1
Frank Zappa-You Can’t Do That On Stage Anymore Vol. 2
Frank Zappa-You Can’t Do That On Stage Anymore Vol. 3
Frank Zappa-You Can’t Do That On Stage Anymore Vol. 4
Frank Zappa-You Can’t Do That On Stage Anymore Vol. 5
Frank Zappa-You Can’t Do That On Stage Anymore Vol. 6

39 rarities songs !

200 Years Old (long version 1975)
America Drinks (1966 studio session)
Ancient Armaments
Anzoh Ay
Black Napkins (orchestral 1975)
Bognor Regis (acetate)
Cheepnis (orignal mix)
Cletus Awreetus-Awrightus (Mono 45 Version)
Confinement Loaf (1988)
Dead Girls Of London (w-Van Morrison 1979)
Deseri (45 Version)
Dog Breath(45 Version)
Elektronik MuZik (1991)
Help I’m A Rock (45 Version)
How Could I Be Such A Fool (45 Version)
I Don’t Wanna Get Drafted (single version)
I’m The Slime (From 45)
Jelly Roll Gum Drop (45 Version)
Junior Mintz Boogie (From 45)
Lonely Little Girl (45 Version)
My Guitar (45 Version)
My Name Is Fritz (unedited 1969)
Revenge Of The Knick Knack People- True-Speed Version
Revenge Of The Knick Knack People- Vari-Speed Version
Rollo (orchestral 1975)
Sharleena (acetate)
Solitude (Ed Palermo)
Son Of Suzy Creamcheese (alt mix 1967)
Tears Began To Fall (Mono 45 Version)
Tears Began To Fall (single mix 1971)
Tell Me You Love Me (From 45)
The Adventures Of Greggary Peccary (alt version 1976)
The Adventures Of Greggary Peccary (studio chat 1976)
Uncle Bernie’s Farm (alt mix 1967)
Valdez Score 1 (1990)
Valdez Score 2 (1990)
WPLJ (From 45)
Willie The Pimp Part Two (vinyl)
Would You Go All The Way (From 45)

FRANK ZAPPA

Há 20 anos morria Frank Zappa.f. z.
Frank Zappa está no panteão de grandes músicos. Dezembro é um mês cruel para quem gosta de mister ‘Z’ morreu a 4 de dezembro de 1993. No final deste mês (21 de dezembro)faria 73 anos. Nos seus 53 anos mostrou-se perfeccionista e seminal, tornou-se um dos maiores guitarristas de todos os tempos, foi reconhecido como excelente compositor (de rock, jazz, música eletrônica e orquestral) e dono de um humor sarcástico e corrosivo.

Quem teve a oportunidade de assistir aos seus shows, COMO EU- VI AO VIVO FRANK ZAPPA EM MADRID (ensaiados, ritualísticos, mágicos, sempre envolvendo três ou quatro horas de músicas sem intervalos para os patrocinadores) sabe do quão bom músico Zappa era, e como sabia extrair o melhor dos melhores músicos que contratava (em comum com Miles Davis).

Um DVD com imagens de actuações ao vivo foi lançado para assinalar o 10º aniversário da morte do cantor, guitarrista e produtor.
«Does humour belong in music?» é o nome do DVD que inclui imagens do concerto realizado em Nova Iorque a 26 de agosto de 1984.

Temas como «Zoot allure», «Tinsel town rebellion» ou «Trouble every day» são apresentados neste DVD.

DON PRESTON

0001671106_500Um teclista muito versátil, que merece um reconhecimento muito maior, Don Preston é um dos que toca sintetizador como poucos e desenvolveu o seu próprio som no instrumento. Preston tocou com Herbie Mann, enquanto prestava o serviço militar no início dos anos 1950. Fez parte da cena de jazz de Detroit após a sua dispensa no final de 1950 mudou-se permanentemente para Los Angeles, tocando com Charlie Haden, em 1959.

Preston realizou performances de jazz e música experimental na década de 1960, incluindo com o seu grupo Aha! em 1963. Trabalhava dia e noite com Frank Zappa, tornou-se um guia para o jazz, eletrônica, rock, prog e fusões experimentais trabalhando com Gil Evans em 1971, Lateef Yusef, Yoko Ono, Frank Zappa e The Mothers of Invention, e com Buell Neidlinger na década de 1970. Um músico de estúdio ocupado por décadas, Preston apareceu ocasionalmente em clubes noturnos de Los Angeles tocando com músicos avançados. Preston gravou um álbum em duo com Mike Mantler em 1985  para Watt e como um líder para, Echograph em 1997.

O keyboardist de Frank Zappa, Don Preston gravou recentemente um album a solo. A Sub Rosa lançou uma compilação de faixas inéditas que fez Robert Moog dizer “Isso é impossível. Você não pode fazer isso com um Moog” do seu “Waka / Jawaka” solo.

Preston tocou com Zappa e The Mothers of Invention entre 1966-1974, e tornou-se amigo íntimo de Robert Moog, em 1969. Este álbum, de nove faixas intitulado, Filters, Oscillators & Envelopes 1967–82, inclui uma coleção de faixas feitas e desenvolvidas por Preston em casa com o sintetizador, mini Moog, Echoplex, Fender Rhodes, e uma série de osciladores e filtros. Inclui também a primeira peça que Preston fez sobre este instrumento, intitulado Eletronic Music de 1967.

A compilação foi lançada em CD e LP, com os primeiros 150 registos disponíveis em vinil branco marmorizado.

FRANK ZAPPA

zappaVERTxmasFrank Vincent Zappa (21 de Dezembro de 1940, Baltimore — 4 de Dezembro de 1993, Laurel Canyon, Los Angeles).

Frank Zappa foi um dos mais estranhos e geniais músicos do rock. Influenciado por vertentes tão diversas quanto música clássica e grupos vocais da década de 50, durante os seus mais de 30 anos de carreira bastante produtiva revolucionou a maneira de fazer música, deixando de lado os apelos do mercado fácil das grandes editoras e levando o experimentalismo a limites inéditos.

A sua obra musical estendeu-se pelo rock, fusão, jazz, música eletrónica, música concreta e música clássica. Também dirigiu longas-metragens e videoclips e desenhou capas dos seus álbuns. Zappa produziu quase todos os seus 60 álbuns. Além de músico foi letrista como poucos, cínico e ácido, nunca poupando ataques a nenhuma forma de poder estabelecido (fossem governo ou grandes editoras e multinacionais ). O seu estilo foi frequentemente associado ao jazz moderno mas classificar a música de Frank Zappa será uma das tarefas mais difíceis.

Zappa entrou na sua primeira banda, The Ramblers, na Mission Bay High School, em San Diego. Ele era o baterista. Em 1964 juntou-se à banda Soul Giants que seria a base para a formação dos Mothers (que teve posteriormente o nome modificado para Mothers of Invention). Gravando num pequeno estúdio montado por Zappa a banda teve o seu primeiro disco, Freak Out, lançado pela MGM em 1966. Com este disco Zappa provou que era possível fazer música pop com qualidade. Imediatamente o álbum se tornou um culto na Inglaterra, embora sem grande repercussão nos estados unidos.

Os diversos álbuns que se seguiram (Zappa era um compositor e produtor maníaco e incansável) viriam a mostrar o satirismo e experimentalismo que seriam marca registada de Frank Zappa. Nem mesmo o clássico Sgt Peppers dos Beatles é poupado com o lançamento de We’re Only in It for the Money (uma sátira a Beatles, beatniks e movimento hippie). As influência de música clássica ficam claras em álbuns como Lumpy Gravy (gravado com orquestra). A influência de pop e experimentalismo ficam claros em álbuns como Cruising with Ruben & the Jets (cheio de arranjos vocais ao estilo doo-woop).

Em 1970 a banda Mothers of Invention seria desfeita para retornar alguns meses depois com novos vocalistas, Mark Volman e Howard Kaylan. Durante um show com os Mothers em 1971 Zappa foi empurrado do palco por um fã enlouquecido tendo de se recolher a um período entre camas de hospital e a sua casa em que compôs diversos álbuns, remontando o seu selo independente para não sofrer pressões das editoras (cabendo apenas a distribuição a grandes nomes da industria da música).

Num outro show ocorreu o incêndio que ficaria famoso nos versos da música Smoke on The Water da banda Deep Purple.

No final da década de 70 formou novamente os Mothers of Invention, assumindo os vocais e lançando os seus álbuns de maior vendas. Os seus últimos anos além de continuar compondo e gravando como nunca, cuidou de catalogar e relançar a grande quantidade do seu material disponível em discografia pirata.

No início da década de 90 Zappa divulgou que sofria de cancro, interrompendo as suas apresentações ao vivo. O seu último show ocorreu na Checoeslosváquia a convite do presidente Vaclav Havel, seu fã. Frank Zappa morreu em 1993.

O disco Freak Out foi o primeiro álbum duplo da história do rock.

Zappa tem como um dos fãs conhecidos o criador dos Simpsons, Matt Groening. Na checoslovaquia, a musica Plastic People, do disco Absolutely Free, transformou-se, no fim dos anos 60, no hino contra a opressão do antigo regime ditator.

A influências na musica de Zappa conta-se os compositores contemporâneos Edgar Varese, Stravinsky, entre outros, e elementos do jazz, como Charles Mingus.

O disco We´re only… (1967) teve a sua capa original censurada a pedido de Paul McCartney, ja que era uma referência crítica à capa do magnífico Sgt. Peppers. Alias, o próprio Paul McCartney confessou ter tido influências do álbum Freak Out (66) ao realizar Sgt. Peppers.

Postumamente, Zappa foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame, em 1995, e ganhou um prêmio Grammy, em 1997.

Frank Zappa faleceu, em decorrência de um cancro de próstata, em 1993. Ele teve quatro filhos: Moon Unit, Dweezil, Ahmet Emuukha Rodan e Diva Thin Muffin Pigeen.

“Historicamente os músicos sentem-se feridos quando a audiência se mostra insatisfeita. Nós não nos sentimos assim. Nós dizemos para a audiência se danar. ”
(Frank Zappa)

“Depois que comecei a usar computadores na música sai para tocar ao vivo com músicos humanos. Vivi o suficiente para me arrepender.”
(Frank Zappa)

“Drogas são horríveis. Elas acabam com o seu coração, fígado e cérebro. E o pior de tudo é que deixam você igual aos seus pais.”
(Frank Zappa)

“Jornalismo musical é gente que não sabe escrever entrevistando gente que não sabe falar para gente que não sabe ler.”
(Frank Zappa)

“Eu gosto de fazer coisas que são teoricamente impossíveis e fazê-las funcionar.”
(Frank Zappa)

“Desporto e´ droga. Pratique guitarra.”
(Frank Zappa)