JOHN LENNON E YOKO ONO

ng2449994A artista e viúva do fundador dos Beatles colocou na sua conta oficial do Twitter uma fotografia os óculos que o músico usava no dia em que morreu.

Na legenda da fotografia que Yoko Ono colocou no Twitter pode-se ler: “Mais de um milhão de 57 mil pessoas foram mortas por armas nos EUA desde que John Lennon foi assassinado a 8 de dezembro de 1980”. Já no twit lembrou que, depois de 33 anos da morte de John Lennon, tanto ela como o filho Sean ainda sentem muitas saudades do músico e escreveu: “A perda de uma pessoa amada é uma experiência desoladora”.

Esta foi uma forma que Yoko Ono encontrou para apelar ao controlo da posse de armas nos EUA, um problema que já vitimou milhares de pessoas.

A cantora, atualmente com 80 anos, casou-se com John Lennon a 20 de março de 1969 e mantiveram-se juntos até à morte do Beatle. Gravaram vários discos juntos, sendo que no primeiro, Unfinished Music no.1: Two Virgins, lançado em 1968, gerou bastante controvérsia na altura uma vez que os dois músicos apareciam nus na capa.

Yoko Ono tem-se destacado na música avant-garde e nas artes plásticas de cariz mais abstrato. Ainda no ano passado lançou um disco em parceria com Thurston Moore e Kim Gordon, ambos fundadores dos Sonic Youth.

Recentemente, a propósito do seu 80.º aniversário, o Museu Schirn Kunsthalle Frankfurt, na Alemanha, apresentou uma grande exposição retrospetiva da obra da artista nascida no Japão. A mostra ficará patente até 12 de maio e engloba os vários campos artísticos em que Yoko Ono se tem envolvido ao longo da sua carreira.

JOHN LENNON + MARK DAVID CHAPMAN

lennon_2314275bAs cartas enviadas por Mark David Chapman ao agente policial responsável pela sua detenção, Stephen Spiro, após o assassinato de John Lennon em dezembro de 1980 em Nova York, serão colocadas à venda por um valor de US$ 75 mil, informou nesta segunda-feira a casa de leilões americana ‘Moments in Time’.

‘Estiveram em meu poder durante 30 anos, agora tenho 66 anos, e pensei: o que vou fazer com elas? Portanto decidi que poderia vendê-las’, afirmou Spiro à rede ‘CNN’.

As cartas de Chapman, que cumpre pena numa prisão no estado de Nova York, mostra afabilidade com Spiro e pergunta insistentemente se leu o romance de J.D Salinger, ‘The Catcher in the Rye’ (‘O Apanhador no Campo de Centeio’), já que explicaria muito sobre o ocorrido na noite do assassinato.

As cartas são datadas entre janeiro e maio de 1983, já que posteriormente Chapman não voltou a enviar mais escritos para Spiro, que afirma que respondeu ao preso algumas vezes.

Além disso, o presidente da ‘Moments in Time’, Gary Zimet, anunciou que também colocará à venda o vinyl ‘Double Fantasy’, publicado por Lennon e a sua esposa Yoko Ono em 1980, que conta com o autógrafo do músico dedicado a Chapman. O disco terá um preço de saída de US$ 650 mil.

Chapman assassinou o músico britânico em 8 de dezembro de 1980 na porta da residência de Lennon no edifício Dakota, em frente ao Central Park de Nova York, disparou quatro vezes, crime pelo qual foi condenado a uma pena entre 20 anos e a prisão perpétua pelo delito de assassinato em segundo grau.

Na audiência de liberdade condicional de Chapman, em setembro de 2010, ele disse ao conselho que havia outros nomes na sua lista de alvos potenciais, incluindo o talk show Johnny Carson e Elizabeth Taylor.

“Se não fosse Lennon,  poderia ter sido outra pessoa”, disse ele, acrescentando que  escolheu o cantor porque ele era “mais acessível”.

Apesar dos seus contínuos pedidos para que seja decretada a sua liberdade após 31 anos de prisão, a Junta de Liberdade Condicional de Nova York recebeu dezenas de cartas argumentando contra a libertação de Chapman, incluindo uma da viúva de Lennon, Yoko Ono – acredita que Chapman representa um risco, para os dois filhos de Lennon, o público e para si mesmo. A Junta rejeitou tal possibilidade pela sétima vez em agosto de 2012.”Eu senti que matando John Lennon  me tornaria alguém e, ao invés disso, tornei-me um assassino e os assassinos não são alguém.

 

JOHN LENNON LETTERS

Dia 9 de outubro de 1940 é a data de nascimento de John Lennon, que estaria completando  72 anos de vida, caso não tivesse sido vítima de um louco em dezembro de 1980. Para comemorar a data, chega ás livrarias inglesas um livro chamado The John Lennon Letters. A publicação, ideia do autor da biografia autorizada dos Beatles (A Vida dos Beatles), o jornalista inglês Hunter Davies, reúne cartas e cartões postais escritos por Lennon.

Reunidas pela primeira vez em forma de livro, as quase 300 cartas mostram tudo o que ele tinha a dizer à família, aos amigos, às namoradas, a jornais e até a estranhos, falando não só de assuntos importantes da sua vida pessoal e profissional, mas também de trivialidades, mostrando ao público suas típicas ideias e revelando como ele podia ser, ao mesmo tempo, delicado e irónico, agressivo e carente ? ou seja, John Lennon da forma como  realmente era.

O jornalista Hunter Davies comenta e contextualiza cada carta, proporcionando uma biografia única e encantadora de um dos grandes artistas do século XX.

Uma seleção de cartas de John Lennon será lançada como aplicativo para o sistema iOs, da Apple, segundo o site “Digital Music News”.Hunter Davis, editor do livro , escolheu 68 cartas publicadas na obra e mais dez exclusivas para o app.

O pacote digital também virá com comentários do biógrafo, leituras feitas por Christopher Eccleston e um prefácio de Yoko Ono, a viúva do ex-beatle.

Por enquanto, o aplicativo estará disponível somente na língua inglesa.

YOKO ONO- PAUL McCARTNEY- BEATLES

Yoko Ono agradeceu a Paul McCartney durante uma entrevista ao “The Guardian” por ele dizer que ela não foi a responsável pelo fim da banda The Beatles.

“Eu acho que as pessoas sabiam que eu não era a responsável, mas surpreendentemente, muitas pessoas ainda achavam isso. Ele foi muito corajoso. Então, gostaria de dizer ‘Obrigada, Paul. Eu amo-te, nós o amamos’”, falou a viúva de John Lennon, que por décadas foi acusada pelos fãs dos Beatles de ser a responsável pelo fim dos Fab Four.

Em entrevista ao programa de David Frost na TV britânica (que deve ser exibida no Reino Unido ainda em novembro), Paul McCartney tirou dos ombros de Yoko a culpa pelo fim da banda.

“Ela certamente não foi a responsável pela separação do grupo, o grupo estava se separando. Quando Yoko apareceu, parte de sua graça era o seu lado ‘avant garde’, a sua visão das coisas, então ela mostrou a Lennon uma outra maneira de ser, o que era muito atraente para ele. Então, era hora de John sair, ele definitivamente iria sair de uma maneira ou de outra”, afirmou Sir Paul.

Mas McCartney falou também que não era fácil ter Yoko durante as gravações do The Beatles. Mas afirmou que, sem ela, ele não acredita que Lennon teria escrito “Imagine”. “Não acho que ele teria feito (a canção) sem Yoko, então eu não acho que você pode culpá-la por nada”, afirmou.

MARK DAVID CHAPMAN – JOHN LENNON

Após cumprir vinte anos de prisão, Mark David Chapman, tentará esta semana, pela sétima vez, sair em liberdade.

Já é a sétima vez que Mark David Chapman, o assassino de John Lennon, pede para sair em liberdade. O homem, agora com 57 anos, verá a decisão do seu pedido ser tomada na próxima semana, informam fontes prisionais do Estado de Nova Iorque.

A audiência está marcada para terça-feira mas poderá prolongar-se por mais dois ou três dias. A porta-voz dos serviços prisionais, Linda Foglia, adianta que a decisão será definida “até ao fim da semana”.

Após o assassinato do ex-Beatles, John Lennon, Mark David Chapman encontra-se detido na prisão de alta segurança de Wende, em Alden, no Estado de Nova Iorque. A 8 de dezembro de 1980, Chapman matou Lennon à porta do prédio onde o cantor morava com a mulher, Yoko Ono, junto ao Central Park, em Nova Iorque. Cinco tiros bastaram para tirar a vida ao ex-Beatles.

Em 1981, foi condenado a uma pena de prisão que vai de vinte anos à prisão perpétua. Na altura, Chapman, com 25 anos, era considerado mentalmente instável, mas isso não impediu que fosse preso.

Nos anos 2000, 2002, 2004, 2006, 2008 e 2010, Mark David Chapmam tentou a sua liberdade, tendo sempre o tribunal rejeitado. Como já cumpriu os iniciais vinte anos de prisão, esta semana será a sétima vez que o norte-americano tentará sair da cadeia de Nova Iorque.