ADULT JAZZ

ADULT JAZZApós elogios da crítica pelo seu single de estreia Springful / Am Gone em janeiro, os Adult Jazz anunciaram o seu álbum de estreia em agosto de 2014, através do seu próprio selo Thought Spare.

Adult Jazz, são quatro (Harry Burgess, Tom Howe, Tim Slater e Steven Wells) e vêm deLeeds. Desde o primeiro single Springful publicado no início deste ano, e ao ouvir Gist It, disco de estreia do quarteto inglês logo me vem a cabeça comparações com An Awesome Wave, disco de estreia dos também ingleses Alt-J. 

Não pelo fato de serem dois artistas britânicos ou destes serem os seus primeiros álbuns, mas pela sonoridade que muitos consideraram“inclassificável”, pop e jazz com  palavras a desencadear imagens igualmente sedutoras e a voz, um timbre de freestyle desinibida.

Se Alt-J são um dos pontos de comparação, bandas como Wild Beasts, Dirty Projectors e Maps & Atlases podem entrar nessa lista também. Estilos como Prog-Jazz, Folk e Dream Pop engrossam o caldo estilistico.

Se os Wild Beast são um pouco divindades tutelares, meio-irmãos de a tudo tudo, os descendentes Alt-J, os cativantes Glass Animals, o encontro de American Football com Local Natives, ou Cosmo Sheldrake e Febueder aqueles que ainda estão nas sombras, os Adult Jazz são os que até agora têm empurrado para além da complexidade rítmica, muitas vezes de se aventurarem em vórtices de polirritmia, no entrelaçamento proezasvocais e estruturas em forma livre.

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MAPS & ATLASES

Maps-Atlases-Beware-Be-Grateful-FatCat-16th-April-Artwork-300x300Dois anos após o lançamento da sua estreia,‘Perks And Patchwork’ o grupo de Chicago Maps & Atlases, está de volta com Beware And Be Grateful, uma energética colecção pop. Desta vez, a obsessão da banda com ritmos complexos, é canalizado em camadas e camadas de melodia. Saltam reflexos Vampire Weekend na sua estreia, e algo como Bon Iver pode fazer se realmente pronunciarem as palavras, e eventualmente transforma-se num pastiche de Paul Simon.

O disco abre com “Old And Gray” suaves seis minutos, um suporte muito básico no início dando lugar a uma corrente eletrónica e letras meia-falada, meio cantada, com algumas harmonias muito simples, contundente vocais, num final dramático
O que está faltando é um qualquer contraste emocional para parar toda a esperteza de soar esmagador. Há, sem dúvida, alguma coisa inteligente acontecendo sob a superfície, mas quando o faz sentir nada, tem que se perguntar, qual é o ponto?