JOHN LENNON + MARK DAVID CHAPMAN

lennon_2314275bAs cartas enviadas por Mark David Chapman ao agente policial responsável pela sua detenção, Stephen Spiro, após o assassinato de John Lennon em dezembro de 1980 em Nova York, serão colocadas à venda por um valor de US$ 75 mil, informou nesta segunda-feira a casa de leilões americana ‘Moments in Time’.

‘Estiveram em meu poder durante 30 anos, agora tenho 66 anos, e pensei: o que vou fazer com elas? Portanto decidi que poderia vendê-las’, afirmou Spiro à rede ‘CNN’.

As cartas de Chapman, que cumpre pena numa prisão no estado de Nova York, mostra afabilidade com Spiro e pergunta insistentemente se leu o romance de J.D Salinger, ‘The Catcher in the Rye’ (‘O Apanhador no Campo de Centeio’), já que explicaria muito sobre o ocorrido na noite do assassinato.

As cartas são datadas entre janeiro e maio de 1983, já que posteriormente Chapman não voltou a enviar mais escritos para Spiro, que afirma que respondeu ao preso algumas vezes.

Além disso, o presidente da ‘Moments in Time’, Gary Zimet, anunciou que também colocará à venda o vinyl ‘Double Fantasy’, publicado por Lennon e a sua esposa Yoko Ono em 1980, que conta com o autógrafo do músico dedicado a Chapman. O disco terá um preço de saída de US$ 650 mil.

Chapman assassinou o músico britânico em 8 de dezembro de 1980 na porta da residência de Lennon no edifício Dakota, em frente ao Central Park de Nova York, disparou quatro vezes, crime pelo qual foi condenado a uma pena entre 20 anos e a prisão perpétua pelo delito de assassinato em segundo grau.

Na audiência de liberdade condicional de Chapman, em setembro de 2010, ele disse ao conselho que havia outros nomes na sua lista de alvos potenciais, incluindo o talk show Johnny Carson e Elizabeth Taylor.

“Se não fosse Lennon,  poderia ter sido outra pessoa”, disse ele, acrescentando que  escolheu o cantor porque ele era “mais acessível”.

Apesar dos seus contínuos pedidos para que seja decretada a sua liberdade após 31 anos de prisão, a Junta de Liberdade Condicional de Nova York recebeu dezenas de cartas argumentando contra a libertação de Chapman, incluindo uma da viúva de Lennon, Yoko Ono – acredita que Chapman representa um risco, para os dois filhos de Lennon, o público e para si mesmo. A Junta rejeitou tal possibilidade pela sétima vez em agosto de 2012.”Eu senti que matando John Lennon  me tornaria alguém e, ao invés disso, tornei-me um assassino e os assassinos não são alguém.

 

Anúncios