JORGE MAUTNER + GILBERTO GIL

gil-e-mautner-2-credito-juliana-torresApesar de serem mais (re)conhecidos do que Jorge Mautner, Gilberto Gil e Caetano Veloso são verdadeiros discípulos do cantor e compositor carioca. Recentemente, ele foi celebrado (e declarado tardiamente como um dos primeiros tropicalistas) por meio do documentário O Filho do Holocausto, de ­Pedro Bial e Heitor D’Alincourt.

Criador de pérolas como Maracatu Atômico (parceria com Nelson Jacobina), apresenta-se do dia 2 a 4 de abril, no Sesc Pompeia, com o objetivo de lançar a banda sonora do filme.

Além do valioso repertório de Mauter, o que torna os shows ainda mais preciosos é a participação especial de Gilberto Gil. Juntos, eles compuseram uma das músicas do disco, Rouxinol, que é dada como certa no repertório.

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CÉU

Céu “Caravana Sereia Bloom”, 2012. O terceiro disco, disco produzido pelo marido Gui Amabis, repetindo a receita dos anteriores albums, está impecável como os outros dois. Tem tudo lá, afrobeat, R&;B, jazz, a voz vagarosa e toda a sensualidade nas composições. O disco abre com “Falta de ar” uma musica marcada pelo baixo e pela guitarra. A regravação de “Palhaço” de Nelson Cavaquinho, música Luiz Melodia canta, mas na voz da Céu também é bonita de se ouvir. O disco tem participações de Curumim, Jorge Du Peixe e Edgar Poças, pai da cantora, e também cantor e compositor. Céu é uma cantora conhecida hoje no mundo, talvez menos no Brasil (como muitas vezes aconteceu com outras bandas e cantores)o seu primeiro disco vendeu nos EUA 100 mil cópias. Somente para comparar recentes lançamentos, Céu mostra para Marisa Monte como juntar pontos de música “brega”, com inteligência e audácia, coisa que Marisa fez soar repetitivo demais num disco mediano.

MERCENARIAS

O quarteto feminino é um dos ícones do punk paulista e da cena underground. Formada em 1983, a banda contou com uma breve passagem de Edgard Scandurra na bateria. Rosália Munhoz, Sandra Coutinho, Lou Helena e Ana Maria Machado lançaram dois álbuns: Cadê as Armas?, de 1986, e Trashland, de 1988. Depois deste último, elas separaram-se e cada uma tomou um caminho diferente. Em 2005, Rosália e Sandra reavivaram as Mercenárias para alguns shows.

Na estrada desde 1982, a banda Mercenárias composta por Sandra Coutinho (baixo e vocal), Georgia Branco (guitarra e vocais) e Pitchu Ferraz (bateria) protagonizou um show comemorativo de aniversário com diversas participações especiais, ontem no Centro Cultural da Juventude (CCJ), São Paulo.

Pioneiras como grupo feminino nas bandas de rock dos anos 80 no Brasil, a banda subiu ao palco ao lado de Edgard Scandurra, Clemente (Inocentes), Maria Alcina, Karina Buhr, Naná Rizzini e Michelle Abu. Com influências tão diversas como a Dead Kennedys,  Public Image Limited, Pop Group, Nina Hagen e muito mais, Mercenárias conseguem combinar energia ritmo e sensibilidade  americana e britânica do pós punk com uma estética exclusivamente brasileira.

CAZUZA EM 3D

Quem não teve a oportunidade de ver o Cazuza num show ao vivo, poderá sentir um pouquinho da apresentação do músico no palco, em abril do ano que vem, vai virar um holograma.

Cazuza, um dos maiores nomes da história do pop/rock brasileiro, vai voltar aos palcos mais de 20 anos depois da sua morte. E tudo será possível por meio da tecnologia que tornou possível a participação do rapper Tupac Shakur – morto em 1996 – no último Festival de Coachella.

O projecto, que custará R$ 3 milhões, está na segunda fase de execução que consiste em modelar o rosto do cantor em 3D, utilizando fotos antigas, principalmente do período entre 1986 e 1987, que antecedem a sua doença. Depois disso um actor imitará seus movimentos para que então seja finalizada uma apresentação. Entre os músicos que acompanharão o holograma no palco estarão o seu colega de Barão Vermelho, Guto Goffi, bem como o próprio George Israel e Leoni.

Cazuza morreu aos 32 anos, em 1990. Segundo a Folha de São Paulo, o projeto é idealizado por Omar Marzagão e George Israel e o holograma é feito pela empresa francesa 4Dmotion. O show homenageia os 55 anos do cantor carioca, que seriam completados em 4 de abril de 2013.

O show terá 90 minutos e contará com a participação de antigos parceiros do cantor, como George Israel, Arnaldo Brandão, Leoni, Guto Goffi e Rogério Meanda, além da direção musical de Nilo Romero, também parceiro do artista. Serão 23 canções. O holograma aparecerá durante 20 minutos e irá interagir com uma banda.

OS MUTANTES

Rita Lee, Arnaldo e Serginho Baptista faziam música, pelo prazer de criar, e de se divertirem. Assim como outras obras-primas da tropicália, este disco contou com o auxílio do George Martin (produtor dos Beatles) brasileiro, Rogério Duprat.Muita gente tem a mania de buscar apenas no rock americano ou inglês a sua fonte única de inspiração e conhecimento, as pérolas que existem em outros países permanecem no esquecimento.Também a quem não ache que tais pérolas existam.

CAETANO VELOSO

No fim da década de sessenta a música brasileira passava por um impasse. A força inovadora da bossa nova – a possibilidade de se fazer uma leitura sofisticada e universal do samba – já havia passado do auge. Os continuadores da bossa descambavam para a chamada “música de protesto”. Na vertente oposta, a versão local do “iê-iê-iê”, a jovem guarda, não primava pela criatividade.

“Transa” é o segundo LP do Caetano Veloso pós-tropicalista e o primeiro depois de seu exílio em Londres. Se o tropicalismo foi uma resposta pop aos tradicionalistas da MPB, “Transa” é uma espécie de reflexão em tons cinzentos sobre esse período. Na edição original era um disco-objeto: a capa se dobrava de maneira a formar um poliedro triangular. Foi produzido por Ralph Mace, o inglês que já havia produzido em Londres o seu álbum anterior (“Caetano Veloso”, de 1971).

“Transa” é um disco bilingüe. Não só pelo fato de ser cantado em inglês e português, mas por transitar em duas linguagens musicais: o rock e a MPB

Assim que conheceu Ralph Mace, o inglês que produziria os seus dois álbuns no exílio londrino (1969-1972), Caetano Veloso foi levado por ele a conhecer David Bowie.

Teclista em «The Man Who Sould the World» (1970), um dos maiores clássicos de Bowie e do glam rock, o produtor imaginava que os dois poderiam trabalhar juntos.

«Ele levou-me a um espectáculo de Bowie na Round House», lembra hoje Caetano. «Mas eu não gostei muito.»

Abortada a ideia de parceria com Bowie, Mace ocupou-se dos trabalhos individuais de Caetano e de Gilberto Gil.

Gil fez só um LP em inglês: «Gilberto Gil» (1971). Caetano fez dois: «Caetano Veloso» (1971), do hino de exílio «London, London», e “Transa”, nunca editado por lá. Só sairia no Brasil quando Caetano já estava de regresso, em 1972.

«Transa» completa 40 anos e ganha este mês novas edições em CD (remasterizado no estúdio da Abbey Road) e vinil com o projecto gráfico original de Álvaro Guimarães, baptizado de «Discobjeto».

Desde meados dos anos 1990, «Transa» ganhou o estatuto de «o melhor disco de Caetano» por parte da nova geração de músicos brasileiros. E também pelo público.

Este ano, foi lançado um abaixo-assinado na Internet: «Queremos ‘Transa’ do Caetano ao vivo». Mas o cantor não pretende remontar o espectáculo, já que não poderia ter a banda original no palco

ORQUESTRA IMPERIAL

Orquestra Imperial Carnaval Só Ano que Vem,2007, a trupe de 19 músicos da cena carioca:Rodrigo Amarante (Los Hermanos) ao lendário baterista Wilson das Neves, a Orquestra Imperial também tem como integrantes Kassin, Moreno Veloso, Domenico, Jorge Mautner, Nina Becker, Thalma de Freitas e outros. A ideia do grupo é tocar canções que habitam o imaginário da formação musical de cada um deles. As coisas foram acontecendo e, logo, surgiu o convite da França para que gravassem um disco de originais. Cada canção foi gravada de uma só vez, e com produção de Mário Caldato Jr.

WADO

Entre duetos e parcerias ,Zeca Baleiro, Curumin, Chico César, Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, Fernando Anitelli, Fábio Góes, Alvinho Lancellotti, André Abujamra e Momo, a banda: Rodrigo Peixe, Pedro Ivo Euzébio, Dinho Zampier, Bruno Rodrigues e Vitor Peixoto.

Depois de conversas com alguns selos nada pareceu muito justo ou recíproco nos interesses e optamos por extremar o do it yourself deste álbum:
Estar em selo/gravadora servia para distribuição e para dar visibilidade, visibilidade da editora não tem dado e distribuição… Os caminhos na internet têm resolvido isso melhor.
Lançar ao mesmo tempo para o público e mídia foi nossa idéia, e subvertendo as antigas prioridades do sistema de distribuição.Desta forma poupamos um pouco de plástico e papel deixando o disco apenas como uma obra intelectual sem suporte fixo para se ouvir, o que já é a prática da maioria (e que economiza um tanto de outras tralhas, não haverá informação táctil, pensamos mais para a frente de ter uma prensagem como souvenir de show, isso é incerto), damos um passo adiante em muitas questões, podemos ter problemas com a falta dele físico, mas me

parece bem coerente com a cultura do mp3 hoje e a natureza do disco nos anos que estamos vivendo.
WADO.