BANSKY

Banksy+Um mural do artista gráfico Banksy, pintado pouco antes das comemorações do Jubileu de Diamante da rainha Elizabeth 2ª em 2012, desapareceu de uma rua de Londres e foi colocado à venda num site de leilões americano.

A obra mostra um menino agachado ao lado de uma máquina de costura fazendo bandeirolas britânicas. Ela desapareceu da lateral de uma loja Poundland, em Wood Green, no norte de Londres.O trabalho está agora à venda em Miami.

Um representante da administração do bairro, Alan Strickland, disse que os moradores estão ‘furiosos’ com a remoção e deram início a uma campanha pelo retorno da obra ao seu local de origem.

O site Fine Art Auctions, em Miami, descreveu o trabalho como ‘estêncil e tinta spray em interpretação das tradicionais bandeirolas do Jubileu’.

A empresa rejeitou as acusações de que o mural teria sido roubado, dizendo que a obra veio de um ‘colecionador muito conhecido’, que assinou um contrato afirmando que tudo estava ‘por cima do balcão’ (feito legalmente).

O trabalho havia aparecido na Avenida Whymark, em Wood Green, em maio do ano passado. Acredita-se que seja um comentário sobre o uso de trabalho informal de menores.

O professor Paul Gough, que estuda arte de rua, afirmou que a obra é muito provavelmente um original de Banksy, que trabalha no anonimato e raramente assume seus trabalhos. Os andaimes e lonas foram retirados na sexta-feira e no sábado moradores notaram que, onde estava a obra de Banksy, agora havia um buraco na parede.

A Poundland disse que não é responsável por ‘vender nem remover o mural de Banksy’ e afirmou que não é dona do edifício onde fica a loja.

Os donos da propriedade foram localizados e a autoridade local está tentando contactá-los para saber se o trabalho foi retirado legitimamente do muro.

Moradores também estão organizando uma campanha por e-mail, pedindo que o site de leilões desista da venda.

O trabalho de Banksy tem sido alvo de uma série de roubos ao longo dos anos.Em maio de 2010, duas obras foram roubadas de uma galeria de arte em Londres, depois que um homem usou uma placa de rua para quebrar a vitrine da galeria.

Um ano depois, uma obra conhecida como Alarme de sêmen foi arrancada do muro de um hotel no centro de Londres e apareceu no site eBay à venda por cerca de R$ 51 mil. A obra nunca foi recuperada.

Anúncios

ANTHONY HEYWOOD NO PORTO

estasapatos_feitos de sapatos3518532093055773138Escultura “Take a walk by Anthony Heywood” está no Porto de
18 a 31 de janeiro na Praça D. João I.

Take a Walk explora a inércia do dia-a-dia em contraponto com a mobilidade sustentada e tem como desiderato convidar as pessoas a explorar a pé o centro da cidade.

O resultado é uma instalação de grandes dimensões na forma de um par de botas composto essencialmente de botas usadas doadas por pessoas de todo o país para este efeito a escultura é feita primordialmente de botas velhas doadas por pessoas de todo o pais e botas com defeito de produção.

A escultura é composta por duas peças, 2 botas gigantes feitas a partir de botas velhas com 1.6m largura – 4.8m comprimento – 2.8m altura cada.Heywood inspira-se na história da arte e na cultura contemporânea, bem como na atualidade política. Trabalhando materiais pobres, produtos da cultura de massas, faz nascer peças com sentido subvertido.

Take a Walk é um projeto de Intervenção Artística Urbana, de Anthony Heywood que é um reputado artista plástico inglês autor de algumas emblemáticas esculturas. Anthony Heywood inspira-se na história da arte e na cultura contemporânea bem como na atualidade politica. Trabalhando materiais “pobres”, produtos da cultura de massas, transforma-lhes o sentido, subvertendo desta forma os valores e cânones da arte ao mesmo tempo que questiona o sistema de classificações jogando com as funções dos objetos trabalhados.

Anthony Heywood, nasceu em 1952 em Hartlepool, Inglaterra, frequentou a Hartlepool College of Art, o Newcastle Polytechnic e a University Christ Church Canterbury. Colabora desde 1989 com a University for the Creativy Arts em Canterbury.

A ARTE DE RUA EM LONDRES

A arte de rua em Londres oferece mistérios, personagens emblemáticos e até mesmo rixas históricas. O que nasceu como manifestação artística marginal é hoje parte da paisagem da capital britânica, com direito a autores de grafites cujos nomes são internacionalmente reconhecidos.

Nesta galeria, o grafite e a arte de rua foram escolhidos como temas porque traduzem bem o espírito irreverente, a criatividade e ousadia que caracterizam a Londres moderna. E o melhor de tudo é que as obras aqui mostradas são gratuitas e estão espalhadas por toda a cidade.

Banksy, o mais célebre dos artistas urbanos britânicos é ainda hoje o nome mais conhecido do ofício. As suas obras estão espalhadas por diferentes pontos da cidade, em especial pelo leste londrino.

Mas ele também se tornou pivô de um duelo de artistas de rua. King Robbo, um mítico graffiter da cidade, teve um dos seus grafites adulterados pelo lendário artista da cidade de Bristol e, desde então, vem se dedicando a passar os  seus jactos de spray por cima de obras de Banksy ou criar obras suas em cima das feitas pelo arqui-rival.

O quotidiano da cidade, naturalmente, não escapa aos olhos dos artistas urbanos que usam as paredes das cidades como suas telas.

É o caso de Codefc, que recentemente espalhou pelas cercanias da sede principal dos Jogos de 2012 diferentes grafites que retratam atletas olímpicos com as câmaras que são a marca registada das peças do autor, no lugar das suas cabeças.

SHEPARD FAIREY E OS ROLLING STONES

Os Rolling Stones divulgaram nesta semana o logo comemorativo dos 50 anos da banda. A marca foi recriada pelo artista Shepard Fairey, um dos mais conhecidos nomes da arte de rua.

A famosa boca vermelha com a língua de fora originalmente foi criada por um estudante de artes londrino, John Pasche, devido ao descontentamento de Mick Jagger com as propostas feitas pela editora. A ideia de Pasche era criar algo que representasse a atitude antitotalitária do grupo.

Foi adaptada por Shepard Fairey, artista que assina o famoso pôster “Hope” da campanha eleitoral de Obama.
Fairey, que começou a ganhar reconhecimento em 1990 com a série de stickers Andre the Giant e com as posteriores gravuras e roupas OBEY, ficou mundialmente famoso em 2008 com o cartaz de Barack Obama em azul e vermelho com os dizeres “Hope” e “Progress”.

Controverso, o artista é celebrado por ser ativista da guerrilha cultural e, ao mesmo tempo, criticado por novos street artists por ser um mercantilista das artes. Essa dualidade é comentada no seu livro – altamente recomendável – Supply & Demand.

No caso dos Stones, Fairey não modificou a figura dos lábios e da língua. Apenas repaginou a marca da banda. A imagem foi criada em 1970 pelo estudante John Pasche depois que os Stones desaprovaram todas as imagens criadas pelo então selo do grupo, Decca. O logo foi usado pela primeira vez no álbum Sticky Fingers, um anos depois. Em 2008, a ilustração original virou peça de museu ao ser adquirida pelo Victoria and Albert Museum, de Londres.

Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood lançaram três discos ao vivo para celebrar a longa jornada e dizem não ter planos para gravar originais. Mas reuniriam-se em estúdio para ensaiar “algo grande”, de acordo com Wood, mas a turnê da banda ainda não foi confirmada.

Segundo Richards, em entrevista à “Rolling Stone” no início do ano, essa turnê comemorativa aparentemente não acontecerá até 2013.

Também para assinalar os 50 anos de carreira, a banda britânica anunciou o lançamento de uma fotobiografia. A obra inclui imagens de Gered Mankowitz, Jean-Marie Périer,Dezo Hoffman, Michael Cooper, Terry O’Neill, Bent Rej and Philip Townsend e será posto à venda no dia 12 de julho.