FESTIVAL ALL TOMORROWS PARTIES 2012

Kim Deal, Future Of The Left For ATP, estão prontos para fazer uma aparição no próximo All Tomorrows Parties, 2012, com curadoria dos Shellac.

Perseverança dos difíceis 12 meses o ATP está definido para terminar o ano em grande estilo. Voltando a Camber Sands, o festival convidou velhos amigos Shellac para curadores do evento.

Steve Albini & Co. escolheram projetos diversificados desde ícones do punk aos recém-chegados do brutal noise. As mais recentes adições apresenta alguns rostos familiares, com Kim Deal e Future of the Left, ambos têm fortes associações com o grupo de Chicago.

A baixista Kim Deal dos Pixies gravou o seminal trabalho com Steve Albini, enquanto o produtor também tem links para Andy Falkous e a sua antiga banda McLusky.

Definido para aparecer também no próximo evento ATP, estão os Wire, Mission of Burma, Uzeda, The EX, Melt Banana, Nina Nastasia, Zeni Geva, entre muitos outros.

ATP, 30 Novembro – 3 Dezembro.

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THE EX EM PORTUGAL

The Ex, depois de mais de 30 anos de mudanças de alinhamento e experiências que os levaram a espreitar do jazz à música africana,
e militância política, os anarquistas de coração,  The Ex virão a Lisboa no próximo dia 14 de novembro.

A  ZDB não podia deixar que  passassem ao lado, os sortudos tem a oportunidade -sem nenhuma visita a Portugal nos ultimos 30 anos, de assistirem a um daqueles concertos que promete ficar para a história. Era um dos grupos que mais gostava de ver ao vivo recentemente.

Os politicamente carregados gurus punks experimentais têm estado na vanguarda da cena holandesa desde os anos 80  e têm mostrado poucos sinais de fadiga. A a sua visão global e incorporação de world music e temas políticos nas suas músicas. Isto é evidente na colaboração com o saxofonista etíope Gétatchèw Mèkurya.

The Ex bem como  os The Fall  produziram uma prolífica obra em mais de 30 anos,  com um lineup giratório em torno de um pequeno núcleo o guitarrista Terrie Hessels e  o vocalista GW Sok (que, infelizmente, deixou o grupo nos últimos tempos).

O melhor do seu catálogo foi compilado em 2010  num lançamento duplo LP, comemorando 30 anos de música independente.
The Ex tocaram com os Shellac no dia 20 Março, 2010, no Chicago Lincoln Hall.Tendo editado o seu último disco em 2011, Catch My Shoe.

THE EX

NÃO ACREDITO QUE NÃO VEM AO PORTO. ERA UMA DAS BANDAS QUE GOSTAVA DE VER AO VIVO.
Não será exagero dizer que há trinta anos que muitos esperavam por este momento; sempre diferentes, sempre punks, fascinados pelo jazz e por África, anarquistas de coração, os The Ex virão a Lisboa no próximo dia 14 de novembro para um concerto que promete alcançar estatuto lendário.

Tendo editado o seu último disco em 2011, Catch My Shoe, esta será a primeira vez que a banda holandesa pisa solo português, numa química de rock, punk, pós-punk e militância anarquista que  conseguem manter com consistência e renovação desde 1980, quando lançaram o  primeiro álbum, Disturbing Domestic Peace.

Da formação original da banda apenas o guitarrista Terrie Hessels permanece após a saída em 2009 do vocalista G.W. Sok.Formados em 1979, os The Ex são uma instituição do punk europeu. Indo muito além dos riffs de três acordes, o grupo absorveu elementos de improvisação livre, música folk do leste europeu da Turquia, e da música africana.

 Por altura da celebração do seu 25º aniversário, a histórica banda holandesa organizou uma festa/festival na sala Paradiso, em Amesterdão, que durou dois dias.

Estávamos em Novembro de 2004 e para esse festival foram convidados diversos músicos amigos da banda. Um deles foi o saxofonista etíope Getatchew Mekuria – lendário no seu país, com uma actividade musical que se iniciou no longínquo 1948, este saxofonista era até há pouco tempo praticamente desconhecido além fronteiras.

 Depois desta colaboração com o I.C.P., o saxofonista juntou-se aos The Ex, actuando com a banda numa tour que percorreu França.

 Mekuria foi chamado propositadamente para o festival e foi convidado a actuar com o Instant Composers Pool, o grupo holandês de livre improvisação que reúne, entre outros, Misha Mengelberg e Han Bennink. O fruto da reunião foi de tal modo surpreendentemente positivo que actuaram juntos em mais dois espectáculos, em Bruxelas e no festival de jazz de Moers.

Apesar de surgir tarde (o rei do saxofone da Etiópia, Getatchew andará pelos 78 anos de idade) este documento foi uma forma de mostrar ao mundo um enorme saxofonista que quase passou ao lado da história