GINA PANE

gina-pane-Gina Pane foi pintora, escultora, fez instalações vídeo e performance. No entanto o trabalho que ressalta são as suas fotografias documentais de performances cuidadosamente encenadas de auto-flagelação.

Pane nasceu em 1939 em Biarritz e morreu em 1990 em Paris. Cresceu em Itália mas voltou para Paris para estudar na Escola de Belas Artes, de 1961 a 1966. Participou noAtelier d’Art Sacré de Maurice Denis. Em 1978 criou um estúdio de performance no Centre Georges Pompidou. Começou por fazer pinturas geométricas antes de iniciar o trabalho na escultura e instalação. As suas primeiras pinturas mostravam já uma preocupação com o que viria a ser o seu tema de trabalho: o corpo.

Primeira representante em França da arte corporal, Pane demarca-se dos termos happening e performance para evitar qualquer conotação teatral. Ela elabora as suas “acções” (nome que ela prefere) através de storyboards extremamente rigorosos e pormenorizados. Começava em folhas de papel leves e de pequeno formato, acrescentando fol

What was really effective in these artworks is the rituality of each act; performances assumed the form of theaters where artists played a sort of a sacrificial comedy focused on their own body. As mentioned above, Gina Pane (1939 – 1990), a French artist of an Italian origin, was one of the main representatives of what is widely recognised as Body Art, the artistic trend characterised by the practise of self-mutilation and sadomasochism. Working with/on her own flesh and blood as an artistic media, Pane laid bare the human body’s fragilities; undressing, hitting, hurting, dirtying her own body, she was able to show the sense of danger and pain.

Gina Pane, with a distinctive composure and a rational attitude, used the sufferance as a way of representing spirituality, carrying a deep emotional and symbolic charge. In Sentimental action (1973), the proto feminist artist, dressed totally in white, takes a bunch of roses in her hand and hurts herself with their spines. The blood dripping on the bouquet turns the roses from white to red. At that point, the artist cuts herself with a razor blade.

MARINA ABRAMOVIC

MARINA ABRAMOVICNatural de Belgrado, Jugoslávia, Marina Abramović, desde o início da sua carreira nos anos 70, quando estudou na Academia de Belas Artes, que tem sido a pioneira no uso da performance como forma de arte visual. O corpo sempre foi o seu tema e meio. Explora os seus limites físicos e mentais, ela suportou a dor, a exaustão e o perigo, na busca da transformação emocional e espiritual, com performances, som, fotografia, vídeo, escultura. O seu trabalho figura em numerosas coleções públicas e privadas, além de contar com participações nas mais importantes mostras de arte internacionais.

Marina Abramović. A morte à maneira dela. Já caminhou pela Muralha da China para se despedir de um grande amor, e passou mais de 700 horas sentada numa cadeira a olhar para estranhos. A última obra de Marina Abramović foi preparar a sua própria morte.

Poucas serão as pessoas que podem, no final da sua vida, gritar alto e bom som “I did it my way” como Marina Abramović. De tal forma está ciente da liberdade que sempre pautou a sua vida, que será essa a banda sonora do seu funeral. Sim, porque a artista plástica de 68 anos já definiu qual será o seu derradeiro trabalho, e será a encenação da sua morte.

Marina quer três corpos – o seu e dois falsos – sepultados nas cidades onde viveu mais tempo: Belgrado, Amsterdão e Nova Iorque. “Ninguém saberá onde está o verdadeiro.” Mais, todos os presentes no último adeus à artista devem vestir roupa colorida – ao contrário do que Marina fez toda a vida – e caberá ao cantor Antony Hegarty, líder dos Antony and the Johnsons, cantar o tema imortalizado por Frank Sinatra “I did it my way”.

O guião para o seu funeral começou a ser delineado após a morte da escritora e amiga Susan Sontag, em 2004. “Foi o funeral mais triste a que alguma vez fui e ela era um dos mais incríveis seres humanos que alguma vez conheci. A Susan era cheia de vida, curiosa e uma escritora maravilhosa.” Foram mais de dez anos a pensar neste assunto para, no mês passado, anunciar as suas intenções durante a sua residência artística no Kaldor Public Art Project, em Sydney. “Um artista deve morrer em consciência e sem medo e o funeral é a sua última peça antes de partir”, disse. Como herança, a artista também já sabe o que deixará: o Marina Abramović Institute, em Nova Iorque, que incluirá no seu espólio um banco de sangue com amostras de 250 dos mais inspiradores artistas, cientistas e pensadores do mundo.

UM AMOR DE DÉCADAS
Em 1988, Marina e o companheiro com quem partilhava a vida há já 12 anos, Ulay, resolveram terminar a relação. Mas fizeram-no como artistas, na performance a que deram o nome “The Lovers”. Cada um numa ponta da Grande Muralha da China, caminharam até se encontrarem, a meio. Nessa altura selaram a separação com um último abraço e partiram em sentidos opostos. “Aquela caminhada tornou-se um drama pessoal. Cada um de nós andou 2500 quilómetros, encontrámo-nos a meio e despedimo-nos. Precisávamos desse encerramento.”

Durante os anos que se seguiram não se viram. Até 2010. Nesse ano Marina apresentou a sua primeira grande retrospectiva em território norte-americano, no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, na qual se incluía uma performance intitulada “The Artist is Present”. Durante 716 horas, Marina esteve sentada numa cadeira, com uma mesa e outra cadeira à sua frente. Ao longo de três meses, a mostra foi vista por mais de 750 mil pessoas e mais de mil estranhos sentaram-se por instantes em silêncio na cadeira em frente a Marina.

Um deles, porém, não era um estranho, mas sim Ulay. Quando os dois amantes-artistas se reencontraram ali, rodeados por outras pessoas que os observaram, foi como se nada mais existisse. As lágrimas correram pelo rosto de Marina, que se debruçou sobre a mesa para agarrar as mãos de Ulay, apenas para, pouco depois, as soltar e voltar ao seu lugar. Sim, realmente Marina fez sempre tudo à sua maneira.

EM CASA ANTES DAS 10H
Natural da Sérvia, Marina cresceu com uma educação “militar”, sobretudo após o pai ter saído de casa. “Não me foi permitido sair de casa depois das 10h da noite até chegar aos 29 anos. Todas as performances que fiz na Jugoslávia aconteceram antes das 10h por causa disso. É de loucos. Já me cortava, chicoteava, queimava-me…

Mas sempre antes das 10h.” Talvez estes limites tenham de alguma forma definido a vontade de Marina de testar os limites. Formada pela Academia de Belas-Artes Belgrado, Marina esteve sempre na primeira linha dos estudos acerca da relação entre artista e público, performer e plateia, corpo e mente.

Logo num dos seus primeiros trabalhos, numa exposição em Belgrado, corria o ano de 1974, exibiu 72 objectos e desafiou todos os visitantes a que os explorassem à vontade.Entre os objectos encontravam-se rosas, azeite, uma écharpe de penas… Mas também uma pistola com balas. Marina esteve na galeria durante seis horas. “Estava preparada para morrer, mas tive sorte.”

A “avó da arte performativa”, como é apelidada, fez das artes a sua batalha. É a própria, aliás, que se intitula de “guerreira da arte”. Por um lado, diz, é uma mulher “frágil que gosta de comer gelados”. Por outro, é a mulher que, quando chega o trabalho – e o seu foi sempre a arte – “passa a ser uma questão de vida ou de morte”. E a morte, essa, será à maneira de Marina. Como a vida, de resto.

Raquel Carrilho

RAIMUND HOGHE

Raimund HogheThank you for being here. And I love you.”

O ex-jornalista de 65 anos começou a trabalhar em dramaturgia com Pina Bausch, na década de 80, Raimund Hoghe (Wuppertal, 1949) tem todas as más memórias que podemos fazer decorrer das simples coordenadas do seu nascimento na Alemanha do pós-guerra (tipo: o sítio errado à hora errada), mais aquelas, intransmissíveis, que durante décadas, provavelmente até hoje, fizeram virar cabeças na sua direcção quando passava na rua e, depois, a partir de 1994, quando passou a atirar o corpo para a luta em cima do palco, em resposta à frase de Pier Paolo Pasolini da qual fez o seu slogan.

Deformada por um parto difícil e pela ausência de medicação adequada, a sua coluna não é uma coluna “normal” – e mais anormal será à medida que o tempo continuar a passar e o avanço do diagnóstico pré-natal permitir erradicar definitivamente a deficiência como a mais indesejável das anomalias (“Não sou contra o aborto, mas sou contra a selecção de pessoas, porque isso é fazer o que o Terceiro Reich fez. Escolher não é humano. Se a minha mãe tivesse ‘escolhido’, talvez eu não tivesse nascido”, disse-nos em 2007, (quando o vi)quando veio à Fundação de Serralves contar a história da sua luta num ciclo paralelo à exposição Anos 80: Uma Topologia).

An Evening with Judy trata sobretudo da história de amor entre Raimund Hoghe, que na sua autobiografia, quando teve de se definir (escritor, actor, performer, dramaturgo, coreógrafo?), escreveu “corcunda”, e a starchild tornada box office draw a quem Louis B. Mayer, o patrão da MGM, chamava “a minha corcundinha”. Continua até hoje, essa história, assegura Raimund, que encontramos num hotel do Porto horas depois de uma viagem de avião em que veio a ouvir duas gerações de raparigas malditas, a mãe Judy Garland e a filha Liza Minnelli, e ficou mais uma vez “de lágrimas nos olhos”. “Gosto muito da Judy desde a minha infância. Na peça mostro um disco dela que me acompanha religiosamente desde então. De resto, já em 1980 – Ein Stück von Pina Bausch, a minha primeira grande peça para a Pina Bausch [durante uma década, Hoghe foi dramaturgo da coreógrafa alemã no Tanztheater Wuppertal], o Over the rainbow aparecia duas vezes: numa primeira versão gravada quando a Judy Garland ainda era jovem, e numa outra gravada já no final da vida. Dei esses dois discos à Pina – e agora uso-os eu noutro contexto”, diz ao Ípsilon. A paixão que tem por Judy Garland, acrescenta, não é bem do mesmo género da que teve por outras cantoras americanas ou francesas: “Saber que o patrão lhe chamava ‘minha corcundinha’ é tão forte para mim… Não, ela não tinha nem a beleza nem o glamour das outras estrelas de Hollywood, e é impossível eu não me identificar com isso.”

Raimund Hoghe não ignora que a tragédia é fundadora na vida dos três. Feio, baixíssimo, Joseph Schmidt passou ao lado da fulgurante carreira na ópera que a sua voz prometia porque media menos de 1,52m (conta o site Music and the Holocaust: “Quando o maestro Leo Blech o ouviu cantar pela primeira vez, ficou profundamente comovido: ‘Pena não seres baixo’, disse-lhe. ‘Mas eu sou baixo’, respondeu Schmidt. ‘Não, tu não és baixo, tu és demasiado baixo’, retorquiu o maestro”).

Paradigma mais-que-perfeito da diva do século XX, Maria Callas morreu sozinha – como uma sem-abrigo, argumentava Hoghe em 36, Avenue Georges Mandel, a peça que se sentiu forçado a fazer depois de uma visita ao hall da casa onde a soprano morreu de ataque cardíaco –, cumprindo o destino da frase que dissera uns anos antes (“É terrível ser a Maria Callas”). E depois há Judy Garland, nascida Frances Ethel Gumm em 1922, no Minnesota, filha de pais que faziam vida do vaudeville e que a medicavam para a pôr a trabalhar, tal como às irmãs – a Judy Garland que parecia grande de mais para protagonista de O Feiticeiro de Oz, que foi recauchutada para funcionar como a girl next door (já que a mais do que isso não podia aspirar) nos musicais de Minnelli, que foi uma estrela difícil, absentista e suicida e mesmo assim teve uma segunda vida na televisão, com o The Judy Garland Show, e nas salas de concertos, antes de se matar de vez.

An Evening with Judy, o espectáculo que Hoghe faz caber inteiro no trolley com que entra e sai do palco de vestido preto, saltos altos, véu e óculos escuros (tal como 36, Avenue Georges Mandel cabia inteiro num cobertor da Cruz Vermelha), alimenta-se desses materiais biográficos (sobretudo de entrevistas, porque não está interessado “no que terceiros pensam acerca dela, apenas no que ela diz de si própria”), mas também de toda a fantasia inscrita nas canções dos discos guardados dentro dessa mala, uma fantasia que frequentemente a verdadeira vida de Judy contradiz. Mas se o espectáculo começa instalado nessa zona de apoteose e de aplauso que podia ter sido (mas não foi…) de conforto para Garland, como sublinha a intransponível distância entre as primeiras e as últimas versões de Over the rainbow, acaba colado ao luto por uma vida que não acabou como a actriz imaginava, na cozinha (porque as insónias tiveram isso de bom: fizeram-na aprender a cozinhar). Em certo sentido, porém, esta história tem uma continuação inesperada em Quartet (2014), que expande a reflexão de Hoghe acerca do preço do show-business, da ambivalência do estrelato e do que há por trás da lenda – uma continuação materializada no corpo do bailarino Takashi Ueno, que aparece na primeira peça “como convidado, como uma espécie de figuração da Liza Minnelli” em foco na segunda peça.

As estrelas dele, Raimund, não se gastam nunca, embora morram relativamente cedo e ainda assim não deixem cadáveres bonitos (mas enfim, afinal isto é o entretenimento, e não há negócio como ele). Mais do que na maioria das outras peças do coreógrafo, há cor e ligeireza em Quartet, como num musical: “Acredito na felicidade (há flores em quase todos os meus espectáculos…), mas também conheço o outro lado da vida. Em 1999 criei um espectáculo a partir de cartas de amor, Lettere Amorose. Uma das cartas em que me baseei era de dois jovens africanos que sonhavam vir para a Europa agarrados às asas de um avião. Passaram estes anos todos e continua a ser uma tragédia dos nossos dias.”

No fundo, também é por isso que Raimund Hoghe quis ser estas três pessoas – Schmidt, Callas, Garland – pelo menos uma vez na vida. “Com o Joseph Schmidt não foi difícil porque ele era baixo e descrito como feio pelos jornais nazis. Com elas é mais difícil, por isso me limito a usar saltos altos, um lenço e uma saia. Não o faço por travestismo. Faço-o porque não quero nem consigo explicar a um bailarino o que sinto por estas pessoas. É a Judy que canta no Nasceu uma Estrela, embora não esteja na minha peça: ‘I’ll go my way by myself’.”

Inês Nadais

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Raimund Hoghe celebra em 2015 um aniversário: o da sua carreira, que completa, precisamente, 20 anos (data celebrada com a apresentação de vários espetáculos por todo o mundo). Depois da construção do solo “An Evening with Judy“, Hoghe reúne agora quatro dos seus bailarinos favoritos: Ornella Balestra, Marion Ballester, Emmanuel Eggermont and Takashi Ueno. Juntos, celebram o aniversário de uma carreira sem igual, construindo uma viagem através dos seus corpos e identidades, dos movimentos e dos gestos particulares. De resto, as biografias e personalidades deste quarteto de bailarinos do Japão, França, Itália e Alemanha são o foco principal deste trabalho, ao mesmo tempo que se faz uma aproximação, através da música, a diferentes períodos e países – pelos quais Raimund Hoghe passou. A música envolve assim este espetáculo (como em todas as festas de aniversário, aliás!), onde os quartetos de cordas de Franz Schubert e Luigi Boccherini desempenham um papel especial, combinados com a canção italiana, as músicas japonesas e as canções dos musicais norte-americanos. Este “Quartet“ será assim uma viagem através de diferentes épocas e culturas, sobre as diferenças e semelhanças das pessoas, falando sobre a morte e celebração da vida.

An Evening with Judy e Quartet, duas peças do coreógrafo alemão 2-5-2015, Rivoli, Portugal

Raimund Hoghe was born in Wuppertal. He spent his early career as a writer for the German newspaper Die Zeit, and has published several books. From 1980 to 1990 he was dramaturg for the late choreographer Pina Bausch’s renowned Tanztheater Wuppertal. In 1990, he started making his own work, and in 1992 began a longstanding collaboration with the visual artist Luca Giacomo Schulte who continues to work closely with him.

Hoghe’s work has been presented across Europe, Japan, Australia, and the United States, and has been met with critical acclaim. He was awarded the Prix de la Critique in 2006, and in 2008, was named ‘Dancer of the Year’ by the magazine Tanz. He lives in Düsseldorf.

German choreographer Raimund Hoghe’s Pas de Deux with Japanese dancer Takashi Ueno offers a new, minimalist interpretation of the crowning moment of the 19th century virtuoso classical ballet—the pas de deux. Drawing from the art form’s array of gestures, the work explores duality in mirrored movements rooted in the backgrounds and cultures of both dancers. Moving together in isolation, they subtly reveal their worlds.

Co-presented with the French Institute Alliance Française (FIAF)’s Crossing the Line 2012.

R.I.P. DIETER MOEBIUS

DIETER MOEBIUSR.I.P. DIETER MOEBIUS . Morreu o pioneiro da electrónica alemã Dieter Moebius

“A música que deixou é linda”, resumiu Erol Alkan. Aos 71 anos, desapareceu um dos membros dos grupos Kluster/Cluster e Harmonia.

Uma referência para o rock e a electrónica, a sua banda Harmonia era “a banda rock mais importante do mundo” para Brian Eno, que colaborou com os músicos e lá foi beber inspiração para a sua carreira.

A notícia foi dada primeiro pelo seu amigo, vizinho e companheiro de banda nos Harmonia, Michael Rother, que anunciou o desaparecimento de Moebius na sua página de Facebook (Rother estará, aliás em concerto em Portugal nos próximos dias – sábado no Festival Milhões de Festa, segunda na Galeria Zé dos Bois). Seguiu-se a confirmação da página oficial do duo musical que mantinha com Hans-Joachim Roedelius, os Cluster, que também lamentou a morte do músico. Não foi avançada a causa da morte.

Um dos pioneiros do krautrock e da electrónica, o teclista nascido na Suíça fez a sua carreira entre sintetizadores e a pesquisa de arranjos minimais. “Destemido pioneiro do free rock electrónico, e simplesmente destemido”, escreveu no Twitter o músico Luke Haines. “A música que deixou é linda”, resumiu Erol Alkan, que partilhou um vídeo de Caramel, do álbum Zuckerzeit (1974) dos Cluster.

Era já a segunda encarnação da primeira aventura musical de Moebius – o jovem estudante de arte chegou a Berlim Ocidental vindo da universidade em Bruxelas e, no final dos anos 1960, conheceu Hans-Joachim Roedelius, bem como Conrad Schnitzler, dos Tangerine Dream.

Desse encontro no clube nocturno, o Zodiak Free Arts Lab – aliás fundado por Roedelius e Schnitzler –no bairro de Kreuzberg, nasceram os Kluster em 1969. Já na década seguinte tornar-se-iam os Cluster após a saída de Schnitzler (que morreu em 2011) e que continuaram a fazer música até há cinco anos.

Entre os seus 11 álbuns de originais houve um percurso da abrasão do krautrock para a música ambiental, transformação visível nos influentes Zukerzeit (1974) ou Sowiesoso (1976), embora tanto Roedelius quanto Moebius não se reconhecessem directamente no rótulo do krautrock, como disseram numa palestra da Red Bull Music Academy em 2010. Seguem-se-lhe Cluster & Eno (1977) e After the Heat (1978, também com Eno).

Os Harmonia nascem do duo Moebius-Roedelius e sua junção ao membro dos Neu! Michael Rother, recebendo mais tarde novamente Brian Eno para mais colaborações. A história do encontro dos músicos com o ex-Roxy Music é, aliás, curiosa nas vozes de Moebius e Roedelius.

Ele veio apresentar-se no intervalo de um concerto dos Harmonia, contou Roedelius em Londres em 2010, e “convidou-se para se juntar a nós no palco”, completou Moebius. “Pensámos ‘Oh, temos de o ter no nosso palco?’”, riu-se. Dois anos depois, Eno respondeu ao convite para se lhes juntar em estúdio quando os Harmonia já se tinham separado.

Além dos Harmonia e dos Cluster, Moebius, tido como experimentalista, foi um prolífico compositor, editando 17 álbuns a solo, o mais recente dos quais, Nidemonex, editado em 2014. Os Cluster actuaram em Portugal em Junho de 2010, na Casa da Música, no Porto.

Moebius teve influência e formação musical na área da clássica – a mãe era pianista – e no final dos anos 1960 tocava saxofone. O rock ‘n’ roll entrou na sua vida com Chuck Berry ou os Velvet Underground – e era um fã de David Bowie nos anos 1970. Em Berlim, estava frequentemente em manifestações e com os seus grupos musicais aventurou-se no design gráfico desenhando as capas de alguns álbuns.

Sobre a electrónica que aconteceu nos últimos anos, disse à revista Frieze (associada à feira de arte contemporânea londrina) em 2012: “Não ouço música electrónica. Nem sequer ouço a minha música, uma vez acabada”.

Mas mais uma vez em Londres, Moebius reconheceu o trabalho de alguns músicos que vê nos festivais para os quais os Cluster eram convidados, mas também lamentou o uso de alguns de “programas” que fazem com que a música, opinou, não seja “tão profunda e calorosa”.

JOANA AMARAL CARDOSO

DIETER MOEBIUS – HARMONIA- NEU! – CLUSTER- KLUSTER

Harmonia - Michael Rother, Hans-Joachim Roedelius and Dieter Moebius - and Bran EnoR.I.P. DIETER MOEBIUS

Dieter Moebius, a pioneer of Krautrock, kosmische and electronic music, has passed away at the age of 71. Moebius was best known for his work with Cluster, Kluster and Harmonia, though he also maintained a prolific solo career and released Nidemonex just last year.

The news was first broken by Neu!/Kraftwerk member Michael Rother, who worked with Moebius in the Brian Eno-collaborating Harmonia. He shared the following Facebook

Harmonia – Michael Rother, Hans -Joachim Roedelius and Dieter Moebius – and Brian Eno

R.I.P. KYOKO – OOIOO

OOIOO japanese japan bandRIP KYOKO, CO-FOUNDER OF JAPANESE EXPERIMENTAL BAND OOIOO

Kyoko, the guitarist and co-founder of Japanese avant-garde rock outfit OOIOO, has died.

Her friend and bandmate Yoshimi P-We, also a founding member of the Boredoms, shared the news via Instagram this morning, along with a photo of the band in its early days:

Now 20 years into their existence, Japanese experimental rock band OOIOO have lost one of their founding members. Kyoko, who assisted Boredoms drummer Yoshimi P-We in starting the band, has passed away.

P-We confirmed the news on Instagram, posting an early OOIOO band photo and sharing the following statement:

This is Yoshimio.

I regret to inform you that my friend, Kyoko has passed away morning on July 19th.

Kyoko came from same hometown as I am . We started OOIOO together. She was the first guitar player of OOIOO. She left the band to concentrate to cure her illness but she came to help selling merchandise sometimes to our shows. She started the band with Itoken who was also her longtime partner.

Kyoko was 183cm tall. She was on her own pace , optimistic and natural blur. I loved her very much. I do not like to believe she is no longer with us anymore. I love to see her again.

Though Kyoko had not appeared on the band’s recordings since 2000’s Gold and Green, OOIOO have remained active. Most recently, they released Gamel in 2014.

R.I.P. SUSUMU YOKOTA

susumuR.I.P. SUSUMU YOKOTA.
um dos mais influentes músicos japoneses morreu no passado dia 27 de Março após longo tratamento médico com a idade de 54 anos.

PS:Ainda há pouco tempo ouvi e gravei uns temas de Susumu Yokota. Conheci e tive o album “Sakura” na altura da discoteca Valentin de Carvalho.

A trágica notícia foi divulgada hoje com um comunicado lido pela família à comunicação social:
“It is with great sadness that we announce the death of Susumu Yokota, who passed away on 27th March, 2015 at the age of 54 after a long period of medical treatment. We are deeply thankful to the people who listened to and supported Susumu’s music during his lifetime. Please accept our sincere apologies for the delay in this announcement, as we were until recently unacquainted with Susumu’s music industry contacts.”

Susumu Yokota (横田進 ou ススム・ヨコタ) foi um compositor japonês conhecido na cena de música independente pelos seus álbuns de ambient/experimental, embora também tenha tido uma longa carreira como DJ de house music, chegando mesmo a lançar vários cds neste estilo musical.

(July 14) Lo Recordings released the following statement – “Yokota’s music was always completely individual, always esoteric yet never wilfully indulgent. His touch was that of a master craftsman, creating intricate musical jewels that sparkled like no others. There’s no doubt that if he had been in a position to play live concerts his reputation would far exceed many of his contemporaries. He will be sorely missed by those who value quality and originality in music.”

Multi-talented producer Susumu Yokota returns to the ambient realm with the beautiful and diverse Sakura. When he indulges his fondness for pop hooks with his dancefloor material, Yokota’s melodic choices are glossy and extroverted, but his music for home listening is focused, controlled, and deeply internal. His knack for blending traditional instruments like guitar and piano with simple electronics harks back to ambient music’s birth in the mid-’70s; at times Sakura recalls the work of pioneers like Brian Eno, Cluster, and Manuel Göttsching.

Susumu Yokota emerged in the early ’90s as one of the most versatile and prolific electronic producers going. In his native Japan, he was known for many years as a top-tier dance music talent, Yokota released a string of fantastic albums back in the day – his glorious ambient masterpiece “Sakura” from 2000 was probably the pick of the bunch, though there was much to admire in his back-catalogue such as “Grinning Cat” – as he moved away from the house music he was best known for at the time and began exploring more dreamy fare.
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THE LEAF LABEL released six of Yokota’s albums over a period of four years (1999-2002), including three that have come to be considered classics of ambient music: Sakura, Grinning Cat and The Boy And The Tree. Those records helped put us on the map, and are still some of the best selling releases in The Leaf Label’s 20 year history. Their word-of-mouth success was made all the more remarkable by the fact that Yokota barely promoted them, visiting Europe to play live just once in the entire period we worked with him. Yokota returned the compliment by releasing a personally selected compilation of Leaf releases on his own Skintone label (Leaf Compilation, 2001). My personal favourite of his albums was the first we released, Image 1983-1998, a collection of delicate, otherworldly archive recordings.

As well as his ambient work, Yokota was respected for his house and techno music, with releases stretching back to 1993.

I only met Yokota three times, twice in the UK and a third time when I visited Japan in 2001. Yokota drove me (sometimes at alarming speed) through the endless sprawl of Tokyo and Yokohama to the tranquil city of Kamakura, where we visited ancient Buddhist and Shinto shrines and an extraordinary vegetarian restaurant (a rarity in Japan) that only served variants of tofu (it tasted immeasurably better than that sounds). Later we visited an onsen (hot spring baths), a real Japanese treat. Though he spoke very little English, he was always a charming and thoughtful companion. A sign on a harbour wall in Japanese and English we saw on the trip inspired the title of a Leaf compilation: “Watch for tsunami when you feel earth quake”, an instruction that would haunt me years later.

Tony Morley

MICHAEL JACKSON

1995Michael Jackson’s assistant says it has 20 new songs- Ajudante de Michael Jackson diz ter 20 músicas inéditas dele- Michael Durham Prince, que trabalhou para Michael Jackson como técnico de som de 1995 até sua morte, em 2009, afirmou em entrevista publicada nesta quinta-feira no jornal “Le Parisien” que tem 20 músicas inéditas da Rei do Pop.

Durham, que participou dos álbuns póstumos “Michael” e “Xscape”, disse ao jornal que as canções que guarda em seu computador estão inacabadas e que, por enquanto, não possui os direitos para usar.
Michael Jackson morreu em 25 de junho de 2009 por uma overdose de sedativos quando faltavam menos de três semanas para o primeiro dos 50 shows que faria em Londres. Essa seria sua volta aos palcos após 12 anos sem fazer uma turnê mundial.

THE RESIDENTS 2015 – CHILE + ARGENTINA+ POLONIA+ FRANÇA

the residenst
OFF Festival 2015- Dolina Trzech Stawów Katowice, Polônia
Sexta 7 de agosto de 2015

The Residents perform Shadowland – Forum des Images Paris, França
Terça 8 de setembro de 2015+Quarta 9 de setembro de 2015

The Residents en Chile -Teatro Nescafé de las Artes
Segunda 14 de setembro de 2015

The Residents en Niceto Club- Capital Federal, Argentina
Terça 15 de setembro de 2015

THE RESIDENTS – HISTORIA – RANDY, CHUCK, BOB & CARLOS

Bob, Chuck and Randy of The Residents during the Talking Light tourDIZ-SE???  Os The Residents são:  Homer Flynn III (voz) e Hardy Fox a força motriz e, Jay Clem ( tornou-se num corretor de imóveis ) e John Kennedy.  Jay e John deixaram o colectivo em 1981, mas na verdade John terá deixado mais cedo (ele não gostava do estilo sexo ‘n’ drogas  da vida hippie).No meu mundo são Randy, Chuck, Bob & Carlos

Após a perda de Snakefinger (o quinto Resident) eles perderam suas linhas melódicas esquizofrênicos estranhos que foram único. Isso é o que torna tão perceptível após 13 de turnê de aniversário. Sem Rock’n’Roll, não exotica a maneira que só Snakefinger poderia ter feito isso …

O que tudo isso significa? Eu não faço ideia.
– Les Claypool, Primus
(from Theory of Obscurity: a film about The Residents).

Homer Flynn of the Cryptic Corporation we spoke

É quase impossível escrever sobre The Residents. Estamos a falar de uma banda que em torno de mais de 40 anos, nunca parou de criar. Desde o lançamento do single “Santa Dog”, que pode ser considerado o primeiro registo dos seminais Avant Rockers da Bay Area e o primeiro disco editado da banda, pela Ralph Records.

Não só eles continuam a produzir obras de arte estranhas numa base quase anual, e recusam-se a fazer referência a qualquer do seu anterior material. Eles se recusam a reconhecer sua própria história, excepto por razões comerciais.
(Eles precisam comer também, certo?

Esta é uma banda que fica na borda do sangramento, adoptando cada novo meio e formato o mais cedo possível – CD Roms, Podcasts, YouTube, etc. – tendo para cada um dar uma volta e empurrando para descobrir novas capacidades de seguida, soprando passado esses limites em novos territórios desconhecidos.

Esta é uma banda que não gosta de fazer uma turnê, porque os impede de fazer coisas novas. Escrever sobre The Residents é uma tarefa que poucas pessoas o fizeram (Matt Groening é apenas um exemplo.) Muitos tentaram e os resultados são mistos.

De qualquer forma, os THE RESIDENTS sempre terão algo a dizer, Forever.

Para se tornar seu próprio Resident, quais são algumas ferramentas úteis?

Para começar, todo mundo é um Resident já, mas para aqueles que não tem contato com seu globo ocular interno, a única ferramenta necessária é a capacidade de abrir a alma e deixar que a vida vem gritando. Para ser um Resident é permitir a criatividade que reside em todos nós.

“O amor é uma falha da mente para entender a natureza.”
Hedy Lamarr (em Camarada X)
Você precisa de formação musical para se tornar um residente?

Não

O que sabemos sobre The Residents,  os rei estranhos de São Francisco? Um monte de factos, há muito mais que o segredo foi mantido por mais de 40 anos. Ainda assim, para eles, a história começa em Shreveport, Los Angeles, onde se conheceram quando eram adolescentes. Mas, em meados dos anos 60, algo os empurrou para San Francisco.

Foi o Sul um lugar inóspito para os The Residents?

Exceto para outros sulistas, o Sul em geral foi um lugar inóspito no final dos anos 60, mas você tem que entender que era uma região sob cerco na época. Ninguém gosta ter de dizer o que fazer e as pessoas no Sul estavam sendo solicitados a mudar, uma mudança que lhes foi imposta a partir do exterior. Os escravos podem ter sido dada a sua “liberdade” na década de 1860, mas, infelizmente, levou 100 anos para que todos possam perceber, por isso esta mudança era, obviamente, atrasada, mas não veio facilmente. The Residents were happy to leave.

O que os The Residents pensam da cena Haight-Ashbury de final dos anos 60?

De uma perspectiva “oficial”, os The Residents como um grupo não existia durante o período de Haight-Ashbury, mas eles estavam conscientes e definitivamente inspirados pela cena hippie. Às vezes, eles têm mesmo alegou que o colapso do que foi, e a sua assimilação de volta na cultura mainstream, juntamente com a sua subsequente perda de tomada de risco foi uma grande inspiração para eles.

A história se passa (de acordo com o Uncle Willie) que os quatro fizeram o seu caminho para San Francisco, mas acabou-se gás em San Mateo onde se hospedaram (por um tempo, pelo menos.) E foi aí que começaram fazer “música”.

Quando foi a primeira vez que estavam animados com a música que estavam fazendo?

“I don’t know anything about music. In my line you don’t have to.”
Elvis Presley

Os moradores começaram por bater em coisas: potes, panelas, caixas de papelão, próprias – e, ocasionalmente, até mesmo bateria, teclados e guitarras. Este processo surra começou em finais dos anos 60, quando eles percebiam o mundo, ocasionalmente reforçada pelo uso de drogas, como um todo aberto, vale-tudo condição. Armado com essa mentalidade, eles estavam animado assim que eles bateram em sua primeira caixa de papelão.

Será que a banda deixou qualquer outra música influenciá-los?

Os The Residents tiveram muitas influências e algumas eram musicais, mas etambém foram inspirados por muitos elementos da cultura – de Marshall McLuhan a Kurt Vonnegut, ou Federico Fellini. Musicalmente as influências eram tão variadas, Sun Ra, Harry Partch, Moondog, Frank Zappa, The Beatles e de Billy May Fat Big Brass.

Você acha que alguém comprou ” Santa Dog” na esperança de que era algum registo run-of-the-mill  de Natal?

“Santa Dog” foi dado ; nunca foi vendido, excepto entre os coleccionadores.

“Santa Dog” ainda soa fresco hoje. Por que você acha que é assim?

Tal é o poder da ingenuidade. Shirley Temple e Moondog ainda parecem frescos para mim.

“Eu me lembro que em 1976 ou 1977, os DEVO estavam “playing outside”(?!?) na frente de uma loja de discos em Cleveland chamada Hideodrome. Crocus Behemoth, (vocalista dos Pere Ubu, e mais tarde torna-se David Thomas), estava lá, e depois do nosso show, me deu um par de 45s que tinha lá, sendo um deles essa música dos Hawkwind, uma super longa introdução instrumental, que em 3 minutos desapareceu. Talvez tivésse apenas tocado “Gut Feeling”(?), mas a canção que me impressionou foi a versão de “Satisfaction”, uma canção dos DEVO também cover dos Residents.

Lembro-me de ter ficado impressionado com a sensação de uma alma gêmea em algum lugar na costa oeste do país, e quando chegamos na Califórnia, nós as pessoas e fãs como PeeWee Herman, Gary Panter e Richard Duardo. Eu sempre pensei neles como um dos verdadeiros espíritos criativos do final dos anos 70, e ainda não poder ajudar, mas rir quando ouço a incrível “castrated cover”, James Brown “This is a Man’s World.”
– Mark Mothersbaugh, DEVO

“DEVO nunca pensaram nos The Residents  como a concorrência. Nós olhamos para eles. Nós respeitamo-los. Nós realizamos-nos num patamar estético como deveríamos ser capazes de o fazer o que estamos fazendo, bem como o que eles estão fazendo. Nós respeitamos os The Residents como artistas. Eles levantaram o bar para nós “.

Gerald Casale, DEVO
(from Theory of Obscurity: a film about The Residents)

the residents-vhs

Mesmo antes de começar a gravar seu primeiro registo como The Residents, eles estavam trabalhando num projecto de filme chamado, Vileness Fats, que caiu depois de investirem quatro anos nele. Quão difícil foi para o grupo desistir de trabalhar nele?

Foi extremamente difícil, mas como uma barra lateral para o projeto, havia um monte de conflitos internos que aconteceram quando  Vileness Fats, estava sendo feito. Eu acho que, finalmente, perceberam que a rescisão de Vileness Fats, dava-lhes uma melhor chance de reparar as suas relações e seguirem em frente. Foi aparentemente verdadeiro.

Foi o conceito por trás de Eskimo de forma alguma influenciado pela tecnologia disponível?
Os The Residents encontraram sempre um certo fascínio na justaposição do crude contra o sublime, o primitivo contra a tecnologia, conflitante com a matéria-refinado, e Eskimo é um exemplo perfeito da obsessão. Consequentemente, a tecnologia, especialmente na forma de gravação multi-track foi um enorme componente de Eskimo. Eles adoraram a idéia de bater nas suas panelas e frigideiras e gravá-la em equipamentos sofisticados.

Author’s Note: The uninitiated should take a moment and listen to the 1979 concept album Eskimo as soon as possible. The aural experience of the album’s arctic world, created with recording technology from the ’70s, is astounding — it manages to sound both timeless and unlike anything you’ve ever heard.)

Os The Residents mudaram com os tempos. Existe alguma coisa que perca sobre a velha tecnologia que eles usaram?

Foi-me dito que há duas coisas The Residents perdem sobre o passado: o acidente fortuito e ingenuidade. A tecnologia digital permite frequentemente muito controle, consequentemente, é muito fácil de corrigir algo em oposição a aceitá-lo e maquinando uma razão absurda para a sua existência.

À medida que a fama começou a subir, a banda firmemente escondeu as identidades dos seus membros, indo tão longe como a criação de uma corporação que actuou, entre outras coisas, como porta-voz para a banda. Isso não significa que os membros da banda não saem em público;  sempre o fizeram, saíram vestindo as suas famosas máscaras globo ocular e deixar alguém da Cryptic Corporation falar.

Como  os The Residents colaboram com outros músicos sem revelar as suas identidades?

Os The Residents não escondem as suas identidades dos seus colaboradores. A ocultação cria barreiras entre as pessoas, enquanto a abertura promove a confiança. As pessoas com que os The Residents trabalham são internas,  não externas. Eles são seus amigos.

O que veio primeiro, The Residents ou a  Cryptic Corporation? Porque Os Residentes trabalham com uma corporação?

Os Residents são anteriores à Cryptic Corp por quatro anos. A Cryptic existe principalmente como proteção ou como um escudo para os The Residents. Ao cuidar dos assuntos de negócios ou do grupo, bem como a sua comercialização e necessidades promocionais, a Cryptic Corp tem permitido aos Residents concentrar-se na saída puramente criativa- ou pelo menos esse era o plano. Infelizmente a vida real tem uma maneira de se intrometer – os melhores planos e tudo o que – por isso às vezes a merda fica no caminho.

Depois pegando no ritmo do álbum conceptual The Third Reich ‘n’ Roll,  a banda iria encontrar o seu passo com o álbum Fingerprince. Encontra a sua voz no estúdio, o grupo, então, liberta  1-2-3 a combinação que vai elevá-los ao trono de estranho: Duck Stab, Eskimo and last but not least,  e por último mas não menos importante, The Comercial Album.

A banda chegaria muito além do underground em que cresceram, graças ao seu anonimato inabalável e acrobacias como a compra de tempo numa estação de rádio San Francisco e tê-las tocado todas as faixas The Commercial Album durante spots publicitários. A banda também levaria outro projecto enorme, The Mole Show, um live act com base em torno de um trio de álbuns sobre “uma cultura expulsa das suas casas por uma tempestade e forçada num confronto com outro povo”. Mas, mais uma vez The Residents empreenderam um projecto que foi além de seus meios.

Os Internautas dizem que uma vez em na tourné de Wormwood, um guitarrista dos The Residents foi atingido na cabeça por uma pedra. Houve outros incidentes como esse?

“Eu cometi erros em drama. Eu pensei que o drama era quando os actores choram. Mas o drama é quando o público grita “. Frank Capra

Não houve outros incidentes bastante drásticos, mas Penn Jillette, que era o narrador na tourné de The Mole Show, foi atacado por um fã enlouquecido, enquanto estava algemado numa cadeira de rodas no palco. O palco estava cheio de fumo na época, mas felizmente o segurança de palco avistou o rapaz e puxou-o para fora de Penn.

Qual foi que a reação mais violenta que conheçe num concerto dos The Residents?

A reação mais extrema foi uma ovação de 20 minutos no final de The Mole Show, quando The Residents tocaram no Olympia em Paris. Os Residents não tinham feito um encore e o público literalmente se recusou a sair nem um. Sentindo que não tinham escolha, o grupo finalmente cedeu e voltou, repetindo uma música que já havia tocado anteriormente.

The Mole Show,  um conceito enorme de turnê esteve corretamente ao nível dos Residents? Teria sido melhor se fosse, digamos, U2 no final dos anos 90?

“Life is like a shit sandwich: the more bread you have, the less shit you have to eat.”
Edward R. Murrow

Como mencionei anteriormente, ingenuidade desempenha um grande papel em muitos dos trabalhos anteriores dos The Residents e The Mole Show é um excelente exemplo. A tourné foi muito grande, muito longa, muito pesada e definitivamente mal aconselhada; depois disso, juraram que nunca faria uma turnê novamente. Seria certamente interessante ver os U2 tentar The Mole Show. Eu poderia até comprar um bilhete.

O facto de que a banda teve que largar a mammoth Mole Show trilogy antes de ter sido concluída não fez nada para atrasá-los ou até mesmo dissuadi-los de fazerem igualmente enormes álbuns conceituais. Uma série de álbuns onde fizeram covers de artistas tão diversos como Hank Williams, George Gershwin e James Brown levou para a tourné Cube E, que viu  os The Residents trazer esses estranhos samplings de Americana para as massas através de um show ao vivo em grande escala.

A banda também abraçou a tecnologia emergente do tempo, inclusive lançando álbuns como “Freak Show” apenas em CD-rom.

Em retrospectiva, como você avaliaria os CD-Roms como um formato de álbum e por quê? Será que eles funcionam como você queria que eles funcionassem?
Eu acho que os The Residents veêm os seus CD-ROMs como álbuns do período de tempo meados dos anos 90, mas desde Freak Show que foi um projeto de música em primeiro lugar,  Gingerbread Man foi uma música e híbrida interactiva,  o único Bad Day on the Midway pode ser visto como um “puro” CD-Rom; consequentemente foi o mais satisfatório dos três.

Ao longo dos anos, parece que os Residents têm concentrado os seus esforços em inovar a arte de contar histórias, de ópera de palco- como mostra as obras de vídeo serializados. Como os The Residents se vêem como contadores de histórias, e como é possível eles terem tantas histórias para contar?

Definitivamente veêm como contadores de histórias. Eles sentem-se como se o mundo está cheio de histórias,.. tudo que você tem a fazer é olhar dentro e ao seu  redor.

Outras mudanças vieram – nova tecnologia (tanto para compor e executar), novos formatos de mídia, como podcasts e vídeos do YouTube, e até mesmo novos colaboradores, mais notavelmente o compositor Charles BoBuck. Mas a última década viu também “Carlos,” o baterista, um dos quatro membros originais, deixar o grupo. Ainda assim, continuam implacável, como um trio, mas ainda assim a sua constante saída é tão estranha como nunca.

Wormwood foi um show de palco elaborado com base em histórias bíblicas. A Bíblia tem muita influência sobre The Residents?
Sendo do Sul, a maioria dos The Residents vêm de um fundo bastante WASP-like. A Bíblia teve uma forte influência na sua juventude, mas como um monte de pessoas, esqueceu as suas raízes bíblicas até que chegou a hora de pesquisar Wormwood, e quando o fizeram, a Bíblia fundiu suas mentes. Eles viram o Antigo Testamento como uma janela surpreendente num estranho, universo alternativo escuro e uma fonte incrível de material. Além de Wormwood, eles tiveram uma idéia para uma série de TV baseada na Bíblia, onde Deus é um estrangeiro todo-poderoso do espaço exterior que vê um tipo de humanidade como uma fazenda de formigas que ele gostava de tocar com a sua juventude, mas, eventualmente, ficou aborrecido com após alguns milhares de anos. Os Residents não estão otimistas sobre a série a ser produzida.

Quão duro foi quando Carlos (o baterista) deixou o grupo? Houve alguma discussão sobre a substituição dele?

Havia definitivamente sentimentos mistos sobre saída de Carlos, mas o sentimento geral é que era atrasada. Houve concordância total que uma pessoa como Carlos nunca poderia ser substituída.

“Mushroom” é um grande exemplo da música de dança. The Residents gosta de dançar?

Os Residents gostam de dançar – nús, na chuva.

Será que alguém comprou o frigorifico- ultimate box set?

Um deles foi comprado por um jovem em Indiana, que atende pelo nome de Tripmonster. Outro foi recentemente adquirida pelo Museu de Arte Moderna de Nova York.

Os The Residents criam sonhos / magias, bem como o melhor deles. Eles sempre parecem conseguir isso com a sua mistura única do primitivo e tecnologia. E eu suponho que tudo isso pode ser considerado uma possível definição de arte “.
– Eric de Drew Feldman, produtor / teclista

Em todas as fases da minha associação com eles, eu não estava ciente de qualquer outra pessoa que estava fazendo o que estavam fazendo, embora muitas pessoas fizessem coisas posteriores que mostraram claramente a sua influência, embora geralmente não tão interessantes ou espirituosamente.
– Joshua Raoul Brody, ex-teclista dos The Residents

snakefinger

Como é que os The Residents se sentem sobre publicação de vídeo on-line em sites como YouTube ou Vimeo? Será que em vez apenas de conseguirem os seus filmes para o mundo, eles percam embalagem (e os benefícios financeiros) de venderem um produto como um DVD?

Como a cultura se move de produto físico, coisas que, na verdade criam renda a vapor digital, que os jovens parecem sentir deverem ser livres (?), Os Residents como um monte de artistas, está se perguntando onde vai esta mudança deixá-los. Mas eles também acreditam que:

1) a mudança é real e inevitável, especialmente em situações em que as editoras têm rasgando as pessoas durante anos,  2) a mudança cria novas oportunidades.

Os Residents só espero que vivam o tempo suficiente para explorarem essas mudanças antes de se tornar vapor si.

Algum dos Residents,  são pais ou até mesmo avós? Será que eles têm todo o conselho que os pais podem passar?

Os Residents têm filhos, mas esta aventura no território gostam de manter separado das suas chamados vidas profissionais. O único conselho que posso dar seria que as crianças são uma bênção – não há muito que seja verdadeiramente significativo na vida, mas é importante para as pessoas estarem para lá dos seus filhos.

O que têm a dizer sobre as alterações para San Francisco que temos visto ao longo dos anos? Algum deles com problemas de terem fixado o preço para fora da cidade?
Para meu conhecimento eles não têm muito a dizer sobre as mudanças em San Francisco, com excepção de que a mudança é uma realidade que deve ser surfada – com ou sem os Beach Boys. Tentando parar a mudança é como mijar contra um furacão. Nada de bom vem de fora, a não ser a roupa acre e uma bexiga vazia.

Planos para uma turnê pelos Estados Unidos?

Os Residents acabarm de completar 7 shows mini-turnê pela Europa – incluindo uma breve passagem na Terra Santa, chamado Shadowland, como “Part 3 of the Randy, Chuck & Bob Trilogy”. Shadowland é provável que seja turnê nos Estados em 2015, provavelmente no outono.

Por que os moradores pararam de usar as máscaras globo ocular?

Eles cansaram-se deles. Originalmente queriam ter um disfarce diferente para cada projecto, mas senti que ficaram”presos” nos globos oculares por razões de marketing. Eles estavam prontos para socorrer muito antes do que realmente aconteceu.

Será que as verdadeiras identidades da banda serão reveladas em algum momento?

Qual é a identidade de uma idéia? Como o cheiro de pipoca ou a promessa de chuva num dia quente de verão, a essência dos The Residents é mais efêmera do que corporal. How can a person or several people live up to the boundless bullshit known as The Residents?

RICHARD BACH – FERNÃO CAPELO GAIVOTA

fernão capelo gaivotaUM DOS MELHORES LIVROS DE SEMPRE

Richard Bach, autor de Fernão Capelo Gaivota, decidiu publicar a “versão integral” da obra, revelando um quarto capítulo, que decidira retirar, quando da primeira edição da obra, em 1970.

“Três partes contaram tudo o que havia a contar, pensei, não é preciso uma quarta: um céu deserto, palavras poeirentas para abafar a felicidade, quase. Não precisava de ser impresso”, explica o autor num posfácio à edição agora editada.

Todavia, “a última parte do livro acreditava em si” e “sabia aquilo que eu recusava perceber”, afirma agora o autor. “As forças dos governantes e dos rituais vão, devagar, devagarinho, matar a nossa liberdade de viver como escolhemos”, prossegue Richard Bach no posfácio da versão agora publicada.

A quarta parte, que o autor arrumara, mas não destruíra, foi descoberta por uma amiga do escritor, Sabryna Bach, que lhe chamou a atenção para o texto – um texto que, a Richard Bach, não parecia a sua escrita, ou antes, a escrita “do miúdo de então”, como afirma.

Esta quarta parte dirige-se ao atual século XXI, “cercado de autoridade e de rituais, [em que] está tudo pronto para estrangular a liberdade”.

“Pensei novamente na voz daquele miúdo do último capítulo. Estamos nós, gaivotas, a olhar para o fim da liberdade no nosso mundo?”, questiona Richard Bach.

Richard Bach foi piloto da Força Aérea Americana entre um curto período de paz entre as guerras da Coréia e do Vietname. Após dar baixa, resolveu dedicar-se à literatura. Seu primeiro sucesso veio com Fernão Capelo Gaivota, publicado em 1970.

Através da história de Fernão Capelo, Bach transmitiu uma lição positiva de vida que, quatro décadas depois, continua emocionando leitores de todas as idades e nacionalidades.

O livro é uma alegoria sobre a importância de se buscar propósitos mais nobres para a vida.

ANDY WARHOL – O DOLAR MAIS CARO 2015

a nota dolar mais cara de sempre-Andy WarholO quadro “One Dollar Bill (Silver Certificate)” [Nota de Um Dólar (Certificado de Prata)], pintado por Andy Warhol em 1962, foi arrematado por 29,4 milhões de euros, o valor de venda mais alto de sempre de uma obra contemporânea num leilão em Londres.

A obra, uma reprodução de uma nota de dólar norte-americano, destaca-se por ser a única pintada à mão pelo artista conhecido pelos seus trabalhos de Pop Art e tinha uma estimativa de entre 18,4 milhões e 25,4 milhões de euros.

DOCUMENTARIOS MUSICA

peter green man of the worldAs melhores viagens pelos bastidores do mundo da música

Homicídios, zangas, fatais alucinações e muito rock”n”roll compõem a lista dos melhores documentários de música da história

Há quem tenha estado no sítio e no momento certo e quem tenha tido muito azar, quem tenha conseguido mudar a vida do sujeito do filme e quem apenas tenha conseguido contar em vídeo a história que muitos queriam descobrir. Depois de Doors e Bob Marley terem merecido documentários dignos de Holly-wood e com What Happened Miss Simone a estrear no Netflix, o jornal britânico The Telegraph elegeu os 25 melhores documentários de música de sempre.

Uma lista em que Marley (2012), de Kevin McDonald, conseguiu entrar, mas na qual When You”re Strange (2009), de Tom DiCillo, ficou à porta. No topo ficou a história de Peter Green, um dos mais reconhecidos guitarristas britânicos e fundador dos Fleetwood Mac, mas também vítima dos excessos psicadélicos da Londres dos anos 60.

Joe Berlinger e Bruce Sinofsky só queriam mostrar como nascia um disco dos Metallica. Conseguiram acesso ao estúdio e aos músicos, mas ninguém sabia o que os esperava. Milhões de discos vendidos, digressões intermináveis e egos do tamanho dos hits deixaram mais marcas na banda do que os realizadores previam e o filme superou todas as expectativas.

Pelo valor do prémio de assinatura, pela quantidade de candidatos ou pela exigência do reportório, o processo de escolha do sucessor de Jason Newsted para o baixo podia ter sido o ponto alto do documentário. Mas a entrada de Robert Trujillo quase passa despercebida.

A realidade superou o guião, James Hetfield entrou em colapso, desapareceu durante um ano, entrou numa clínica de desintoxicação e quando voltou ao estúdio surgiu de psicólogo – uma versão rock”n”roll da terapia de casal. O resultado acabou por ser um dos mais genuínos documentários alguma vez feitos sobre uma banda.

OS 50 MELHORES RESTAURANTES DO MUNDO 2008

EL BULLI- localWorld’s Best Restaurant

1 El Bulli Spain
2 The Fat Duck UK
3 Pierre Gagnaire France

4 Mugaritz Spain
5 The French Laundry USA Best Restaurant in the Americas
6 Per Se USA
7 Bras France
8 Arzak Spain
9 Tetsuya’s Australia
10 Noma Denmark
11 L’Astrance France
12 Gambero Rosso Italy
13 Restaurant Gordon Ramsay UK
14 L’Atelier de Joël Robuchon France
15 Le Louis XV France
16 St John UK
17 Jean Georges USA
18 Alain Ducasse au Plaza Athénée France
19 Hakkasan UK
20 Le Bernardin USA
21 Alinea USA
22 Le Gavroche UK
23 Dal Pescatore Italy
24 Le Cinq France
25 Troisgros France
26 El Celler de Can Roca Spain
27 L’Hotel de Ville – Philippe Rochat Switzerland
28 Hof Van Cleve Belgium
29 Martin Berasategui Spain
30 Nobu London UK
31 Can Fabes Spain
32 Enoteca Pinchiorri Italy
33 Le Meurice France
34 Vendome Germany
35 Die Schwarzwaldstube Germany
36 Le Calandre Italy
37 Chez Panisse USA
38 Charlie Trotter’s USA
39 Chez Dominique Finland
40 D.O.M Brazil
41 Daniel USA
42 Oud Sluis Netherlands
43 Ristorante Cracco Italy
44 Asador Etxebarri Spain
45 Les Ambassadeurs France
46 L’Arpege France
47 Tantris Germany
48 Oaxen Skärgärdskrog Sweden
49 Rockpool Australia
50 Le Quartier Francais South Africa

EL BULLI

R.I.P. CHRIS SQUIRE

chris-squireMorre Chris Squire, fundador da banda Yes, era o único integrante da formação original do grupo. O fundador e baixista do Yes, Chris Squire, faleceu na manhã deste domingo (28). O músico estava se submetendo a um tratamento em Phoenix, Estados Unidos, tentando lutar contra a leucemia, mas acabou não resistindo.

Geoff Downes dos Yes, e dos Asia, (keyboard player, composer, sports analyst, political commentator, international ambassador, music buff, computer nerd) usou o Twitter, o público e os fãs ficaram sabendo da triste notícia e na página oficial da banda, a informação foi confirmada.

Chris era o único integrante da formação original dos Yes e tinha 67 anos.
Cheguei a ver os YES no coliseu do porto, 23-2-200. Estava a ouvir radio na altura, e concorri a um passatempo. Acertei na pergunta, e fui levantar o bilhete ao Porto. Quando lá cheguei, ainda me perguntaram se tinha namorada, ou esposa, eu disse que sim. Ofereceram outro bilhete. Ainda os tenho.Lembro-me do concerto, cenicamente impressionante, e do excelente jogo de luzes.

O regresso ao nosso país em 2011– actuaram em 1999 no Pavilhão Atlântico e no Coliseu do Porto – de Jon Anderson, Steve Howe, Chris Squire, Rick Wakeman e Alan White acontece no âmbito da ‘35th Aniversary Tour’ que, tal como o título indica, se destina a comemorar a carreira do grupo formado em 1968, em Londres. A digressão teve início a 15 de Abril nos Estados Unidos e chega à Europa a 2 de Junho. ‘House of Yes: Yes Live From House of Blues’ (2000) é, ainda, o mais recente álbum dos autores de ‘Owner Of A Lonely Heart’, cujo primeiro disco, homónimo, foi lançado em 1969.
Tocam juntos desde 1968, foram considerados os pioneiros do rock progressivo e são uma das mais importantes bandas de todos os tempos. Os Yes estiveram em Portugal, dia 3 de Novembro, e a Renascença é a rádio oficial deste grande concerto, no Coliseu de Lisboa.
Será que comprou um álbum dos Yes só para ouvir vezes sem conta o clássico “Owner of a Lonely Heart”? E quantas vezes é que pôs o volume do rádio no máximo por causa de “Love Will Find a Way”?
Estes são apenas alguns dos clássicos desta banda que, desde a sua formação em Londres em 1968, já editou 21 álbuns de estúdio, o último dos quais “Fly From Here”, em Junho desse ano.
O grupo londrino lançou, também, 9 álbuns ao vivo que fazem jus ao que se diz sobre a qualidade dos seus concertos: intensos, envolventes e cenicamente impressionantes.